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Wilson Dias/ABr

Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Brasília - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, defendeu a continuidade das reformas e dos ajustes na economia para o Brasil. “Gostaria de enfatizar que é essencial continuar com as reformas e os ajustes para manter o crescimento sustentável e a baixa inflação”, afirmou Ilan ao falar durante as reuniões do Encontro Anual do FMI, nos Estados Unidos. Também retomou ideias presentes em documentos anteriores da autoridade monetária e em suas declarações públicas mais recentes. Segundo ele, a perspectiva para economia internacional é benigna para emergentes, mas não se deve esperar que isso dure para sempre.
Ilan disse que a economia brasileira está vivendo um período de desinflação, taxas de juros reais menores e recuperação econômica. De acordo com o presidente do BC, isso é resultado de reorientação da política econômica e de uma firme posição da política monetária. Também voltou a destacar medidas implementadas no âmbito da Agenda BC+, de mudanças estruturais. Entre elas, a aprovação de lei sobre garantias, a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e a proposta do cadastro positivo, em tramitação no Congresso.
Citou ainda novas ferramentas previstas na MP da Leniência, mas não fez nenhuma menção ao fato de esta MP estar ameaçada. Depois de não ter sido votada na terça-feira (10) na Câmara por falta de quórum, a medida pode caducar, já que seu prazo vai até dia 19. Ilan afirmou, ainda, que o Copom vê como apropriada a redução do ritmo de corte da Selic no próximo encontro. Atualmente em 8,25% ao ano, a Selic será novamente discutida nos dias 24 e 25 próximos.
Ilan destacou ainda que o cenário básico do Copom não mudou desde o último encontro e desde o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em 21 de setembro. “As condições prescrevem política monetária acomodatícia”, disse. Isso significa taxa de juros abaixo da taxa estrutural.
Ilan também voltou a destacar o sucesso do governo nos leilões de usinas hidrelétricas e de concessão na área de petróleo. Repetiu que a recuperação do investimento é o próximo passo para um crescimento sustentável. “O consumo tem sido fundamental para recuperação da economia” (AE).

“Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa.
Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas”.

Darcy Ribeiro (1922/1997) Antropólogo brasileiro