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Novo estudo discute formas de tornar a América Latina menos dependente dos preços das matérias-primas.

O Banco Mundial anunciou, em Washington, que a economia da América Latina e do Caribe terá uma expansão de 1,2% este ano, puxada pela América do Sul. Já para 2018, o crescimento latino-americano será quase o dobro, ficando em 2,3%. Já o Brasil, depois de dois anos de recessão, crescerá 0,7% em 2017 e 2,3% em 2018, segundo os dados do relatório semestral do economista-chefe do banco para a América Latina e Caribe, Carlos Végh, que se concentra na conexão entre as políticas fiscal e monetária. Gerenciá-las de forma equilibrada será fundamental para a região retomar um crescimento econômico sustentável, disse o especialista.
Ele afirmou que a América Latina e o Caribe não poderão contar agora com fatores externos, como o aumento do preço das matérias-primas e a influên­cia positiva de países como a China. Um passo importante para isso é a implementação de políticas econômicas contracíclicas. Ou seja: aquelas que usam os períodos de bonança para baixar o gasto público e subir as taxas de juros, de modo a formar uma reserva para os períodos de crise.
O Brasil, com uma trajetória procíclica, é uma exceção à tendência latino-americana. No fim da primeira década dos anos 2000, aproveitando o bom momento da economia, o país aumentou muito seus gastos públicos e, em 2011, cortou os juros de forma agressiva. O Banco Central voltou a subir a taxa básica entre 2012 e 2016, quando a economia do país desacelerou e, depois, entrou em recessão. Esses movimentos impactaram não só o orçamento do país, mas também a população.
Segundo o Banco Mundial, por si só a adoção de políticas contracíclicas não garante a retomada de um crescimento forte e sustentável. Além disso, não é fácil colocá-las em ação quando existe pouco espaço fiscal, como agora: 28 dos 32 países da a América Latina e Caribe fecharão 2017 com saldo negativo.
Por esses motivos, o documento também alerta para a necessidade de reorganizar os gastos públicos de modo responsável e promover reformas para modernizar a economia. Assim, podem sobrar mais recursos para investir em infraestrutura, educação, saúde e outros serviços (ONU News).

“Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa.
Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas”.

Darcy Ribeiro (1922/1997) Antropólogo brasileiro