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Cármen Lúcia disse que o papel da mulher na sociedade avançou muito, mas que ainda precisa vencer obstáculos.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse ontem (13), em São Paulo, que “não se submete a pressões”, ao ser questionada sobre a ação de políticos em relação à tramitação de processos em segunda instância. Ela deu a declaração ao participar do encontro ‘Mulheres no Poder: A Questão do Gênero na Justiça Brasileira’, promovido pelo jornal Folha de São Paulo.
Enquanto era aplaudida, uma mulher da plateia gritou “Lula na cadeia”. Em relação às críticas feitas pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, contra o STF, a ministra reagiu dizendo que sempre lutou pela democracia e que todos têm o direito de se manifestar, porque, caso não pensasse dessa maneira, estaria contrariando o que sempre defendeu: a liberdade de expressão.
“Lutei a minha vida inteira pela liberdade de expressão e pela democracia; não é agora que, quando sou o sujeito que recebe a crítica, que eu iria mudar” disse. Segundo a presidente do STF, “as críticas às vezes mais contundentes, às vezes mais ácidas” resultam dessa luta democrática. Sobre a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, sobre o indulto de Natal, Cármem Lúcia disse que - por uma questão ética por ser parte votante no processo - não poderia se pronunciar.
Do encontro de ontem também participaram a ministra da Advogacia Geral da União (AGU), Grace Mendonça, e a ministra do Supremo Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha. Elas e a ministra Cármen Lúcia disseram que o papel da mulher na sociedade avançou muito, mas que ainda carece de luta para vencer obstáculos, principalmente, no que se refere à desigualdade no mercado de trabalho (ABr).

“O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado”.

Mario Quintana (1906/1994) Jornalista brasileiro

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