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Vitor Moura (*)

Há um Brasil esquecido, com quase 160 milhões de brasileiros que não possuem Plano de Saúde e têm que recorrer SUS.

"A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação", isso está na Constituição Brasileira aprovada em 1988, mais precisamente no artigo 196. Essa iniciativa propiciou a criação do SUS, que garante acesso ao atendimento de saúde integral para todos os brasileiros.

Mas, quando falamos sobre saúde no Brasil, sabemos da complexidade e gravidade de tema. Apesar do SUS ser um grande avanço quando se trata da universalização da saúde, ele apresenta alguns problemas, como filas intermináveis, falta de profissionais, uma estrutura sucateada, dificuldade de marcação de consultas com especialistas, quando, por vezes, a população chega a esperar meses para agendar uma consulta ou exame.

Para tentar "desafogar" a procura pelo SUS, uma alternativa que muitos brasileiros procuram são os Planos de Saúde. Entretanto, essa é uma opção inviável para a grande maioria da população – pouco mais de 20% têm acesso aos Planos. De 2015 até hoje, cerca de 2,6 milhões de pessoas perderam o convênio médico em decorrência do aumento dos preços, das altas taxas de desemprego e/ou do endividamento familiar. E, infelizmente, a diferença entre o público e privado no país ainda é imensa.

Por outro lado, a natureza dos problemas do SUS requer não só um volume muito considerável de recursos, mas também um enorme espaço de tempo para que se possa alcançar soluções mínimas de atendimento à maioria da população. Há um Brasil esquecido, com quase 160 milhões de brasileiros que não possuem Plano de Saúde e têm que recorrer SUS. O problema não está na qualidade dos médicos, mas sim no acesso aos profissionais que darão diagnósticos a tempo ou aos hospitais públicos – lotados sempre.

Sem o plano privado e com a demora no atendimento do SUS, as pessoas têm se atentando para uma terceira opção: os aplicativos de saúde. Soluções de tecnologia que oferecem acesso aos serviços, de maneira descomplicada e amigável. Tanto o médico quanto o paciente são beneficiados pela praticidade do serviço, já que agendamentos são feitos em tempo real e a busca por um diagnóstico acontece de forma automática, com custos reduzidos e meios de pagamento facilitados.

As plataformas online não geram custos para ninguém e as pessoas filtram os profissionais, a localização, o preço da consulta de acordo com a sua preferência. Este novo sistema colaborativo favorece os médicos, a população, é benéfico para a economia do país, para o governo e para a saúde pública. E deve ficar lado a lado com os planos de saúde, já que plataformas online não têm mensalidades ou carências.

Portanto, com a chegada dessas novas tecnologias, não consigo enxergar um futuro para a saúde no Brasil que não seja de grande sucesso, onde todas essas modalidades, públicas ou privadas, poderão conviver em harmonia, na busca por um objetivo comum: oferecer aos brasileiros uma saúde digna, acessível a todos.

(*) - É CEO da Vida Class, companhia digital que promove acesso a serviços médicos, dentistas, exames de imagens e laboratoriais, consultas multiprofissionais com valores acessíveis, sem pagamento de mensalidade ou taxa de adesão.

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