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J. A . Puppio (*)

O Brasil ficou muito atrás de vários países em tecnologia: Coréia, Japão, Alemanha, frança e USA.

Não temos capital para acompanhar estes países. Mas sabemos bem que qualquer destes países muito adiantados em tecnologia não possui algo que o Brasil tem que é a extensão de terras agriculturáveis. O nosso mundo vem ano a ano crescendo em população e para isto existe a necessidade de alimentá-los.

Dentro dessa premissa, incluímos não só alimentos para seres humanos, bem como produtos para as necessidades básicas de todos. Vamos colocar alguns exemplos aqui para podermos entender: enquanto qualquer país que já tenha adquirido excelente grau tecnológico necessita de papel e esse item é derivado de madeira, temos que estabelecer uma comparação.

Enquanto que uma madeira na região norte do planeta onde estão Alemanha, USA, França, Japão, Coréia para ser colhida precisa de 20 anos, em nosso pais a madeira para celulose somente precisa de 8 anos e imaginem nossa extensão territorial comparada a estes países. Hoje o Brasil já é referencia mundial em celulose, mas poderíamos ser 10 vezes mais competitivos se tivéssemos um governo preocupada com a sua indústria.

Poderíamos abastecer o mundo não só com celulose, mas também com papel e, assim, criaríamos mais ou menos 10 milhões de empregos com um planejamento de 5 a 6 anos.

Hoje o Brasil produz 180 milhões de toneladas de soja, isto sem estradas, sem ferrovias e sem rodovias. Se houvesse um bom governo, onde ao invés de roubar o dinheiro publico tivesse uma administração de planejamento, sem propinas, sem roubalheiras, temos a certeza de que poderíamos chegar em poucos anos a 400 milhões de toneladas de soja e teríamos 40% do comércio mundial de grãos usando o mesmo caminho.

Podemos exemplificar ainda mais quando verificamos a carência de países que não apresentam uma independência em combustíveis e estão a procura de combustíveis não poluentes. Nosso país é o único do planeta terra que pode suprir grande parte desta necessidade, pois temos terra e tecnologia para plantar e produzir etanol, sendo este para atender o nosso consumo e para exportação.

Precisamos somente de planejamento e seriedade para estarmos num sistema de pleno emprego em poucos anos. Isso tudo mostra como para o Brasil nada é tão difícil de melhorar, uma vez que temos recursos naturais e terras agricultáveis, além de tecnologia de ponta.

O que nos falta no momento é um plano de governo que priorize os brasileiros e a indústria instalada capaz de gerar empregos e que conduza o País apenas com coragem e seriedade.

(*) - É engenheiro, empresário e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”.

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