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Rodolfo Vasconcellos (*)

Eleição não é futebol, mas os dois candidatos neste segundo turno à presidência da República já estão em campo cada qual com suas propostas para o Brasil.

A bola está rolando e em jogo está o futuro do nosso país no contexto da nova economia. Deve ganhar a partida e, quem sabe o campeonato, quem tiver as melhores propostas para geração de emprego, renda e criação de um ambiente favorável para o empreendedorismo, advento de novas tecnologias e inovações.

De acordo com dados do Sebrae, o Brasil abriga atualmente mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas formais, que são responsáveis pela geração de aproximadamente 70% dos postos de trabalho e de 20% do PIB Nacional. O país também tem cerca de 2,3 milhões de microempreendedores individuais (ou empreendedores individuais). Parte desses empreendedores individuais estão entre os quase 19 milhões de empreendedores por conta própria.

Garantir a estes milhões de empreendedores a cidadania empresarial plena deveria estar na pauta dos candidatos, mas não está. Como assegurar que os empreendedores de pequenos e médios negócios cumpram integralmente sua missão de promotores do desenvolvimento socioeconômico nacional?

Assuntos relevantes como abertura, regularização e fechamento de empresas de forma rápida, desburocratização, simplicidade tributária, facilidade de acesso ao crédito e aos serviços financeiros e agilidade para registro de marcas e patentes, são fatores importantes que o futuro presidente deve se atentar.

Contudo, após análise das duas propostas, nossa impressão é que, com exceção de propostas muito pontuais, nenhum dos candidatos demonstrou possuir uma política efetiva e consistente para valorização do setor que mais emprega no Brasil. É lá na frente, pensando no futuro, mas construindo hoje, onde estão os empreendedores e empresários.

Políticas específicas para o setor de startups e scale-ups, crédito barato e agências de fomento e aceleração ajudam muito, mas além disso, o primeiro ponto que o próximo presidente ajudará bastante será não atrapalhando, ou seja, não tornando o ambiente ainda mais turbulento e arriscado para tomada de decisões estratégicas.

Mudanças de leis, alterações nos regulamentos e sistema tributário elevado e complexo são fatores que causam grande instabilidade e dificultam o planejamento e a ação dos empreendedores. O novo presidente, qualquer que seja, se jogar no mesmo time dos empreendedores brasileiros, criará o ambiente para que pequenas e médias empresas façam muitos golaços, e seguramente ganharão, juntos, muitos títulos.

(*) - É Coach, empreendedor, associado SBCoaching, especialista em maximização de resultados de pessoas e empresas, e analista comportamental (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.).

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