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Brenda Donatto (*)

Não é de hoje que o mundo corporativo vive à sombra de um estigma financeiro.

Muitos veem o lucro como o principal objetivo das empresas, colocando seus funcionários como “números”, ou “máquinas de fazer dinheiro”, sem dar a eles a real importância que detêm para o crescimento de seus negócios. Embora isso ainda seja verdade em muitas companhias, o cenário tem se transformado em muitas outras.

Cada vez mais, as organizações compreendem que valorizar seus colaboradores significa valorizar seu próprio empreendimento, uma vez que são esses funcionários quem dão vida aos negócios e fazem tudo realmente funcionar. A forma como um colaborador é tratado não só reflete nos valores de uma empresa, como, também, na maneira como os clientes são tratados – e é isso que, posteriormente, ajudará a formar a imagem e reputação da marca no mercado.

Funciona como um círculo onde um fator está totalmente ligado ao outro; e eles podem ser determinantes para o sucesso ou para o fracasso de uma organização. É importante lembrar que os benefícios estabelecidos por leis trabalhistas não fazem parte desse processo de valorização do funcionário – são apenas o cumprimento da legislação, o básico.

Para se diferenciar e valorizar realmente seus colaboradores, as empresas devem buscar alternativas humanizadas e diferenciadas, que incentivem seu time com ações extras ao que determina o regime CLT. Mais do que benefícios, se faz necessário criar um ecossistema saudável dentro da organização – tanto para a empresa, quanto para os funcionários - onde ambos só têm a ganhar.

Um estudo conduzido pelo especialista Andrew Oswald, da Universidade de Warwick (Reino Unido), apontou que empregados felizes são 12% mais produtivos. Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia (EUA), mostra que há aumento de 37% nas vendas e três vezes mais criatividade dos funcionários mais satisfeitos – ou seja, investir em seus funcionários significa investir em sua organização.

Podemos listar ainda, benefícios dessas boas práticas de RH por dois pontos de vistas diferentes: do ponto de vista humano, valorizar seus colaboradores é cada vez mais essencial uma vez que, geralmente, passamos mais tempo de nossas vidas no trabalho do que em casa. Assim, nada mais justo que esse ambiente de trabalho agradável e leve.

Do ponto de vista dos negócios também, pois como apontam as pesquisas, um funcionário feliz trabalha mais empenhado e veste, de fato, a camisa da organização com orgulho de fazer parte do time, entregando seu trabalho com mais qualidade e empenho. Certa vez encontrei uma frase de um autor desconhecido que é perfeita para concluir esse raciocínio: “Você não constrói uma empresa, você constrói um time. Esse time é quem faz a empresa” – é isso!

Se empreendedores e líderes tiverem essa visão, estaremos cada vez mais próximos da transparência nos negócios que todos buscam.

(*) - É diretora de Recursos Humanos da Embracon Consórcios.

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