Operador de Cabral delata ex-governador

Interrogado ontem (7), na 7ª Vara Federal Criminal como delator, o principal operador do suposto esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, Carlos Miranda, confirmou que empresas contratadas pelo Estado pagavam 5% por contrato à organização criminosa do peemedebista.

Também confirmou a afirmação do empresário Fernando Cavendish, de que abateu o valor de um anel comprado para a ex-primeira dama do Estado, Adriana Ancelmo - cerca de R$ 800 mil - de propina repassada a Cabral.
“Fernando me informou que tinha esse gasto para ser descontado desta propina e eu fiz a contabilidade desse valor”, disse o novo delator ao juiz Marcelo Bretas. Miranda fechou delação com o Ministério Público Federal (MPF), homologada pelo STF. A informação foi divulgada pela defesa do próprio delator durante o depoimento. Miranda acrescentou que a pessoa referida como “Cabra Macho” na tabela de contabilidade das propinas era Sérgio Cabral.
Além disso, que empresas também fizeram contribuições visando interesses em alguma legislação estadual. O operador também afirmou que o então secretário da Casa Civil de Cabral, Regis Fichtner, recebia propinas em parcelas de R$ 50 e R$ 150 mil. Miranda tem laços fortes com o ex-governador. Ele já foi assessor parlamentar de Cabral, sócio em uma empresa ligada à sua família e casou-se com uma prima em primeiro grau do ex-governador (AE).