Confiança do comércio avança e atinge maior nível desde julho de 2014

Depois de ligeira estabilização em novembro, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) avançou 2,4 pontos em dezembro, para 94,8 pontos, atingindo o maior nível desde julho de 2014 (95,8 pontos), na série dessazonalizada.

Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,8 ponto pelo quarto mês consecutivo. As informações fazem parte da Sondagem do Comércio e foram divulgadas ontem (27) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. Os dados indicam que a alta do Icom de novembro para dezembro ocorreu em 8 dos 13 segmentos pesquisados.
Para o resultado, no entanto, foi determinante a melhora no Índice de Expectativas (IE-COM), que chegou a avançar 4,9 pontos, atingindo 104,8 pontos, o primeiro valor acima dos 100 pontos desde março de 2014 (102 pontos). Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 0,4 ponto no mês, para 85 pontos. Na avaliação do coordenador da Sondagem do Comércio da FGV, Rodolpho Tobler, a queda desse índice, que ocorre pelo segundo mês consecutivo, “mostra que a recuperação das vendas continua sendo um processo gradual”.
Ele ressalta o fato de que, após a acomodação verificada em novembro, o Índice de Confiança do Comércio voltou a subir em dezembro, sustentado pela melhora das expectativas. “A alta do Índice de Expectativa sugere que o setor está otimista em relação à sustentação da fase de recuperação das vendas ao longo do primeiro semestre de 2018”. Para Tobler, “entre os fatores que vêm impulsionando o otimismo do setor estão a inflação baixa, o ciclo da redução da taxa de juros, as perspectivas de recuperação do mercado de trabalho e a evolução recente da confiança dos consumidores”.
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) cresceu, ao longo dos 12 meses deste ano, 15,9 pontos, ao passar de 78,9 pontos, em janeiro, para 94,8 pontos agora em dezembro. O crescimento ao longo do ano é ainda maior quando se analisa o comportamento do Índice de Situação Atual, que fechou dezembro em 85 pontos, depois de ter iniciado 2017 com 68,8 pontos - uma expansão de 16,2 pontos no fechamento do ano. A FGV coletou informações com 1.179 empresas, entre os dias 1º e 22 de dezembro (ABr).