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Juros dificultam acesso ao crédito doa Micro e Pequenas

Juros temporario

Anunciado no último dia 6 de dezembro, a Selic atingiu mínima histórica de 7% ao ano

A baixa, no entanto, não refletiu na queda dos juros reais, que para 45% dos micro e pequenos industriais do Estado de São Paulo, representa a principal dificuldade para conseguir empréstimos ou financiamentos. O dado é da 57ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) ao Datafolha.
Em tempos de crise e pouco dinheiro em caixa, as linhas de crédito significariam uma saída para as MPIs. Essa falta de recursos pode ser medida, por exemplo, pelo índice do capital de giro, que mostra que em novembro, subiu de 44% para 50% o total de micro e pequenas indústrias que não o possuem em nível suficiente.
Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, “a escassez de linhas de financiamento de capital de giro para as indústrias é um dos principais entraves à sobrevivência das empresas”. O estudo ainda mostra que 65% dos empresários tiveram dificuldade em pagar o 13º salário dos funcionários e 45% tiveram mais dificuldade em fazê-lo agora do que em 2016. Com isso, as expectativas dos dirigentes de MPIs em relação ao cenário econômico nacional não são muito otimistas.
A expectativa em relação ao poder de compra dos salários também é pessimista. Passou de 23% para 38% o índice dos que acreditam que haverá queda no poder de compra, e de 27% para 23% o dos que veem alta, enquanto os outros 38% avaliam que o poder de compra ficará como está. Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, “o quadro para as micro e pequenas indústrias continua instável, na dependência de mais políticas públicas, linhas de crédito e aquecimento do mercado interno” (simpi.org.br).

Aumenta a confiança dos empresários da construção

Para o empresariado da construção, o pior da crise já passou.

O Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 2 pontos em dezembro e chegou a 81,1 pontos. É o maior nível do indicador desde janeiro de 2015, quando atingiu 84,9.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Itaiguara Bezerra, a melhora da confiança do setor mostra que, para o empresariado da construção, o pior da crise já passou. O Índice de Expectativas, que mede a confiança em relação ao futuro, subiu 3,2 pontos e chegou a 92,6, o maior nível desde março de 2014 (96 pontos).
O Índice da Situação Atual, que avalia a confiança em relação ao presente, cresceu 0,9 ponto, chegando a 70,1 pontos, nível ainda muito baixo em termos históricos. O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor subiu 0,2 ponto percentual, passando para 64% (ABr).

Vendas para o Natal devem crescer 4,2%

Dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) mostram que em 2017 as vendas do comércio para o natal deverão crescer 4,2% quando comparadas ao mesmo período de 2016. Caso consolidada, de acordo com estimativas da FecomercioSP, o faturamento do varejo deverá ser R$ 1,9 bilhão superior ao registrado no mesmo período de 2016.
O aumento do ritmo de crescimento das vendas do Natal em 2017 segue a tendência das demais datas comemorativas deste ano, que em praticamente todas ocasiões apresentaram aumento das vendas quando comparadas ao ano anterior. Com isso, as estimativas mostram a maior variação desde 2010, quando as vendas foram positivas em 11,3%, além de voltar a apresentar números positivos após dois anos de retração (SCPC).

Ferrero pode comprar chocolates da Nestlé nos EUA

A empresa italiana Ferrero está perto de comprar a divisão de doces e chocolates da multinacional suíça Nestlé nos Estados Unidos. Segundo o jornal “New York Post”, a companhia dona de ícones como Nutella, Ferrero Rocher e Kinder está disposta a pagar US$ 2 bilhões por um pacote de marcas que inclui Butterfinger e Crunch.
Se a operação for concluída, a Ferrero se tornará a terceira maior produtora de doces nos Estados Unidos, atrás de Hershey’s e Mars. A primeira também estava na briga pelos ativos da Nestlé, mas deixou a disputa após a compra da Amplify, dona das pipocas SkinnyPop, por US$ 1,6 bilhão.
Com isso, o único rival da Ferrero seria um pequeno fundo de private equity, que não é tido como favorito.
Recentemente, a empresa italiana ampliou suas operações nos Estados Unidos ao adquirir a fabricante de balas Ferrara Candy. O vencedor do “leilão” feito pela Nestlé deve ser anunciado nas primeiras semanas de janeiro, com a conclusão da operação prevista para março.
A multinacional suíça alega que quer vender sua divisão de doces nos EUA para responder melhor “às exigências mais saudáveis dos consumidores” no país. Com isso, o grupo deve se concentrar em setores de maior crescimento, como café, comida para animais e água (ANSA).

Intenção de endividamento dos paulistanos sobe 4,4%

Após ficar praticamente estável em novembro, o Índice de Intenção de Financiamento dos paulistanos subiu 4,4%, passando de 17,5 para 18,3 pontos em dezembro. Em relação ao mesmo mês de 2016, o crescimento foi de 3,6%, quando o indicador atingia 17,6 pontos. A alta já era esperada, uma vez que, no Natal, a tendência é que as famílias busquem novos financiamentos, costumando parcelar compras de valores maiores. Os dados compõem a pesquisa elaborada mensalmente pela FecomercioSP, que prevê para dezembro uma maior propensão a contrair dívida, mas que, mesmo assim, não deve representar um movimento expressivo do índice.
Em dezembro, o Índice de Segurança de Crédito, que mede a capacidade de pagamento de dívidas com base na posse de reservas financeiras, registrou alta de 4,6% na comparação mensal, atingindo 79 pontos, ante os 75,5 pontos registrados em novembro, 0,7% maior em relação ao apurado em dezembro de 2016, quando o indicador marcava 78,4 pontos. As famílias devem dar destinos diferentes aos recursos adicionais do fim do ano, e essa diversidade acaba por elevar a segurança do crédito (e dos credores), bem como pela propensão a se endividar.
A FecomercioSP ressalta que, no decorrer do ano, notou-se uma estabilidade na intenção de financiamento, e mesmo com o décimo terceiro salário direcionado para quitar dívidas, é natural que ocorra alta nos gastos das famílias neste fim de ano, o que provavelmente deve reduzir a poupança. Ao longo de 2017, em torno de 7% a 10% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a tomar crédito (AI/FecomercioSP).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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