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Confiança de serviços avança e registra maior nível desde setembro de 2014

Contas temproario

O Índice de Confiança de Serviços avançou 1,5 ponto de novembro para dezembro, alcançando 89,2 pontos, o maior nível desde setembro de 2014 (89,8)

O índice fechou o ano com saldo acumulado de 12,9 pontos. Os dados fazem parte da pesquisa Sondagem do Setor Serviços, que o Ibre da FGV divulgou. Eles indicam que a alta do índice de confiança atingiu 9 das 13 principais atividades pesquisadas e foi influenciada tanto pela situação atual quanto pelas expectativas.
O Índice de Expectativas atingiu 94,4 pontos em dezembro, avançando pelo sexto mês consecutivo e atingindo o maior nível desde março de 2017 (96,8 pontos). O aumento de 1,7 ponto foi influenciado, principalmente, pelo avanço do indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses, que subiu 3,2 pontos, para 98,4 pontos. O Índice da Situação Atual registrou acréscimo de 0,9 ponto, devolvendo a queda de 0,8 ponto do mês anterior. Em médias móveis trimestrais, mantém uma sequência de altas desde o início de 2017. A maior contribuição para este subíndice veio do indicador que mede o volume de demanda atual, que avançou 1 ponto.
Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada avançou 0,7 ponto percentual em dezembro, para 83,1%, chegando ao seu maior nível desde dezembro de 2015 (83,4%). Para o coordenador de Sondagem da FGV, Itaiguara Bezerra, o resultado de dezembro “consolida o processo de recuperação gradual da confiança no setor de serviços ao longo de 2017 e traz boas perspectivas para 2018”. Ele ressalta o fato de que, no último trimestre do ano, “tanto as avaliações sobre o momento quanto as expectativas melhoraram de forma disseminada pelos vários segmentos pesquisados, o que garante sustentabilidade à manutenção dessa trajetória ascendente” (ABr).

Número de empresas inadimplentes cresceu em novembro

Para os próximos meses, espera-se que a atividade econômica siga uma lenta recuperação.

Dados do Indicador de Inadimplência de Pessoa Jurídica, medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostraram que o número de empresas com contas em atraso e registradas como devedoras aumentou 3,71% em novembro, comparado ao mesmo mês do ano passado, quando essa variação foi de 6,8%. Na comparação com outubro houve crescimento de 0,53%.
“Essa desaceleração ocorre mesmo em meio à crise econômica e reflete o ambiente de maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento. Para os próximos meses, espera-se que a atividade econômica siga uma lenta recuperação, e que os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política e econômica, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas limitado”, disse o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.
No caso das dívidas em atraso, o crescimento foi de 2,01% na comparação com novembro do ano passado, e de 33% ante outubro.“Neste último ano, a economia esboçou sinais de melhora e, aos poucos, o ambiente econômico deve começar a mudar tanto para os consumidores quanto para as empresas. Alguns setores retomaram as vendas e as taxas de juros cederam, tornando a renegociação de dívidas menos onerosa”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Quando analisadas as regiões, o Nordeste lidera o crescimento da inadimplência das empresas, com crescimento de 3,8%, seguido pelo Centro-Oeste, que teve aumento de 3,5%. Depois aparecem as regiões Sudeste (3,30%), Sul (3,03%) e Norte (1,96%). Entre os setores, o de serviços registrou a maior alta (5,91%) e o do comércio aumentou 2,3%, seguido da indústria (1,88%). As empresas que atuam no ramo da agricultura apresentaram um recuo de -1,70% no número de empresas negativadas (ABr).

Crédito imobiliário totaliza R$ 3,15 bilhões em novembro

Os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram R$ 3,15 bilhões em novembro, caindo 14,7% em termos mensais. Com relação ao mesmo período do ano anterior, também se observou queda (-20,9%). No acumulado do ano, foram financiados R$ 39,47 bilhões, montante 4,3% menor que o apurado em igual período do ano passado.
Nos 12 meses compreendidos entre dezembro de 2016 e novembro de 2017, foram aplicados R$ 44,85 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do SBPE, retração de 2,5% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes. Nos primeiros onze meses de 2017, foram financiadas aquisições e construções de 161,05 mil imóveis, queda de 10,1% em relação ao mesmo período de 2016, quando 179,24 mil unidades foram objeto de financiamento bancário.
Nos primeiros onze meses de 2017, foram financiadas aquisições e construções de 161,05 mil imóveis, queda de 10,1% em relação ao mesmo período de 2016, quando 179,24 mil unidades foram objeto de financiamento bancário. Em 12 meses, até novembro, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 181,50 mil imóveis, queda de 9,8% relativamente aos 12 meses precedentes (AI/Abecip).

Supermercados paulistas criaram 5.500 vagas em novembro

O setor supermercadista está entre os poucos que apresentaram desempenho positivo: dos 25 subsetores econômicos medidos, apenas seis se destacaram, caso do comércio varejista que criou 15.193 postos de trabalho, sendo 36% oriundos dos supermercados. No acumulado do ano, as vagas líquidas alcançaram a marca de 6.454, o que já significa a soma da geração de vagas de 2015 e 2016, e comprova a melhoria da economia.
Levando-se em comparação os municípios do Estado, 51% das 5.500 vagas foram geradas por 10 munícipios. A capital liderou com 628 postos de trabalho, seguida por Sorocaba, Jundiaí, São Bernardo do Campo e Marília. No ano, São Paulo também lidera com 1.228 vagas, praticamente o mesmo número de Guarulhos, que soma 1.226. Ambas as cidades responderam por expressivos 36% da geração líquida total supermercadista no ano de 2017. Com estes resultados, os supermercados no Estado de São Paulo totalizam em empregos formais, até novembro de 2017, 528.095 colaboradores (APAS).

 

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