Financiamento de veículos atingiu R$ 9,4 bilhões em novembro

A maior parte do financiamento foi destinado à pessoa física.

As operações no mercado de crédito de veículos continuam registrando bons resultados

Em novembro, os bancos de montadoras e as instituições independentes liberaram R$ 9,4 bilhões, o melhor resultado do ano. Com isso, o montante liberado pelo sistema financeiro soma R$ 89,4 bilhões, o que representa uma alta de 24% em doze meses. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o volume já ultrapassou o total atingido em 2016, que foi de R$ 80,2 bilhões.
“Esta foi a terceira vez, em 2017, que o volume concedido ultrapassou a barreira dos R$ 9 bilhões. As outras duas foram em agosto, com R$ 9,26 bilhões; e em outubro, com R$ 9,23 bilhões. Isso comprova que havia uma demanda muito reprimida. Cauteloso, o consumidor aguardou pela redução da taxa de juros e por uma maior estabilidade do cenário econômico para ir às compras”, analisa o presidente da Anef, Luiz Montenegro. “Os números comprovam isso. O volume registrado em novembro foi 2,2% superior ao alcançado em outubro e 28,4% maior que o mesmo mês de 2016”, explica.
Dos R$ 9,4 bilhões concedidos às operações de CDC, R$ 8,2 bilhões foram destinados às pessoas físicas e o restante, R$ 1,2 bilhão, às jurídicas. Já para os contratos de leasing foram liberados R$ 152 milhões, queda de 5% na comparação com outubro, e de 21,6% em doze meses. O maior volume, de R$ 119 milhões, foi disponibilizado para as empresas, enquanto as pessoas físicas receberam R$ 33 milhões. No acumulado do ano, a carteira de leasing somou R$ 1,6 bilhão, recuo de 13,1% na comparação com o valor registrado no ano passado (Anef).

Loterias da Caixa arrecadam mais de R$ 13,88 bilhões em 2017

A Mega-Sena continua como produto mais vendido, sendo responsável por 42% da arrecadação.

A Caixa Econômica Federal, por meio das Loterias, registrou em 2017 a arrecadação de R$ 13,88 bilhões em apostas, o que representa um crescimento nominal de 8,14% em relação ao apurado em 2016. Dentre as modalidades, a Mega-Sena continua como produto mais vendido, sendo responsável por 42% da arrecadação, seguida pela Lotofacil e Quina, responsáveis por 26% e 18% de participação, respectivamente.
Mereceu destaque particular o grande sucesso da edição 2017 da Mega da Virada, que ofereceu o maior prêmio da história das loterias no Brasil e na América Latina. Os R$ 306 milhões, dividido entre 17 apostas ganhadoras, a quantidade também é recorde para o concurso especial, que ainda registrou a maior arrecadação por concurso, de mais de R$ 890 milhões. Soma-se a esse resultado a Timemania, que apresentou um desempenho 71,8% maior que no ano de 2016.
Segundo a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Deusdina dos Reis Pereira, 2017 foi um ano particularmente marcado por oportunidades e desafios, terminando com o sucesso da Mega da Virada. “Só o concurso especial distribuiu mais de R$ 431 milhões a 178 mil apostas. No ano, as Loterias ofertaram em prêmios mais de R$ 4,2 bilhões, consolidando o papel social das Loterias no Brasil, que além de serem peça fundamental na estratégia de crescimento e manutenção das políticas públicas do país, oportunizam a realização de sonhos dos apostadores, por meio dos prêmios milionários”, afirmou Deusdina (AI/Caixa).

Bolsa de Tóquio tem melhor resultado desde 1992

O Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, fechou o dia com alta de 3,26% ontem (4) e atingiu os 23.506,33 pontos, batendo um recorde que persistia desde 1992. De acordo com especialistas, o bom resultado no primeiro pregão do ano de 2018 foi impulsionado pela “melhora” das bases da economia japonesa e pelos dados “sólidos” do sistema industrial dos Estados Unidos e China - que reforçam o “otimismo” sobre a evolução da economia mundial.
A Bolsa só havia ultrapassado os 23 mil pontos em 7 de janeiro de 1992 e, desde então, sempre atuou bem abaixo do índice. Assim como ocorreu com o mercado do Japão, outras Bolsas asiáticas também tiveram uma abertura positiva em 2018.
Hong Kong teve alta de 0,57%; as chinesas Xangai de 0,49% e Shenzhen 0,36%; e a australiana de Sydney subiu 0,11%. A única que apresentou resultado negativo foi a de Seul, na Coreia do Sul, que caiu 0,8% (ANSA).

Inflação de produtos na saída das fábricas é de 1,47%

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) – que mede a variação de preços dos produtos na saída das fábricas – registrou inflação de 1,47% em novembro de 2017. A taxa ficou abaixo do 1,80% de outubro, mas acima do 0,80% de novembro de 2016. O dado foi divulgado ontem (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPP acumula 3,73% nos 11 primeiros meses de 2017 e 5,07% em 12 meses, de acordo com o IBGE. Entre as grandes categorias econômicas, os principais responsáveis pela inflação de novembro foram os bens intermediários, ou seja, os insumos industriais para o setor produtivo (1,88%) e os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (1,42%). Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram inflação de 0,89% em novembro, enquanto os bens de consumo duráveis foram os que registraram menor taxa no mês (0,13%).
Das 24 atividades industriais pesquisadas, 20 tiveram inflação em seus produtos em novembro, com destaque para os derivados de petróleo e biocombustíveis (5,91%), metalurgia (3,08%), outros químicos (2,63%) e outros transportes (1,80%). Quatro atividades tiveram deflação (queda de preços), com destaque para as indústrias extrativas (-3,20%) e para a indústria farmacêutica (-0,82%) (ABr).

Empresas precisam se preparar para entrada do eSocial

O eSocial para empresas que tiveram faturamento superior a 78 milhões de reais entra em operação na próxima segunda-feira (8).. Elas fazem parte do primeiro grupo que é obrigado a incluir informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas no sistema digital do governo. Com isso, espera-se unificar os informes de forma digital e tornar a fiscalização do cumprimento da legislação mais efetiva.
Em julho, será a vez das demais, incluindo as pequenas e o Micro Empreendedor Individual (MEI). O prazo final é janeiro do próximo ano com os órgãos públicos.
“Acredita-se que muitas empresas estejam preparadas para utilizar o sistema, mas os desafios são a inclusão dos dados de forma correta e o investimento em tecnologia, treinamento e organização dos dados da folha de pagamento.
Será um teste para o governo e as companhias que possuem grande quantidade de dados. Será um momento de ajustes. A não inserção dos dados no prazo poderá acarretar em contingências. O grande desafio será para o segundo grupo formado pelas pequenas e médias empresas.”, afirma o sócio da KPMG, Valter Shimidu (Fonte: KPMG).

 
 
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