Número de empresas inadimplentes chega a 5,4 milhões

Mais da metade das empresas em situação de inadimplência estão no Sudeste do país (54,2%).

O número de empresas inadimplentes no Brasil bateu novo recorde em janeiro de 2018

Cerca de 5,4 milhões de CNPJs estavam negativados, a maior quantidade registrada desde março de 2015, quando o levantamento passou a ser feito. Em relação a janeiro de 2016, quando 4,4 milhões de CNPJs acusavam dívidas em atraso, houve um aumento de 22,7%. O montante alcançado pelas dívidas das empresas também é inédito: R$ 123,8 bilhões.
Mais da metade das empresas em situação de inadimplência estão no Sudeste do país (54,2%). O Nordeste tem 16,3% do total de companhias com dívidas em aberto, enquanto o Sul responde por 15,6% do total. Completando a lista, o Centro-Oeste, com 8,6%, e o Norte, com 5,3% do total dos CNPJs negativados no Brasil. Entre os estados, São Paulo tem o maior número de inadimplentes, com 32,9% do total. Em seguida está Minas Gerais, com 11,0%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,3%.
Entre os segmentos, o setor de serviços é o que reteve o maior número de empresas no vermelho em janeiro/2018, com 47,5% do total, seguido por empresas do comércio, com 43,0% de CNPJs negativados, e, na terceira posição, as indústrias, com 8,6%. Para ajudar as empresas a saírem da inadimplência, a Serasa Experian disponibiliza o Serasa Recupera PJ (www.serasarecupera.com.br), um serviço online para as companhias renegociarem suas dívidas atrasadas diretamente com os credores.
Segundo os economistas da Serasa, a saúde financeira das empresas ainda continua sendo impactada pelo baixo dinamismo em 2017, especialmente do setor de serviços. Além disso, as companhias costumam não se programar adequadamente para o pagamento do 13º salário dos funcionários no final do ano, o que costuma gerar mais dificuldades no caixa no início do ano. Os desafios do acesso ao crédito, especialmente para as micro e pequenas, também prejudicam a gestão financeira das empresas (Serasa Experian).

Índice que reajusta aluguel aumenta 0,07% em fevereiro

Em comparação a janeiro último, o IGP-M permaneceu, relativamente, estável.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) encerrou fevereiro com alta de 0,07%, ficando ligeiramente abaixo do registrado em janeiro (0,76%). Neste primeiro bimestre de 2018, subiu 0,83%,mas manteve-se em queda no acumulado dos últimos 12 meses (-0,42%). A taxa anual serve de base para a correção de aluguéis. Em comparação a janeiro último, o IGP-M permaneceu, relativamente, estável já que, no mês passado, a variação havia sido negativa em 0,41%.
No entanto, sobre o mesmo período de 2017, ocorreu expressiva desaceleração. Em fevereiro do ano passado, o índice tinha subido em 0,08% e acumulava aumento de 5,38%, em 12 meses. Entre os três componentes do IGP-M, o que mais contribuiu para esse resultado foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou redução de 0,02% ante 0,91%. No segmento do varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) alcançou 0,28% depois de uma alta de 0,56%, em janeiro, puxado, principalmente, pelos alimentos (de 1,11% para 0,07%).
Em relação ao Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a alta atingiu 0,14%, exatamente a metade da variação de janeiro (0,28%) e a principal influência foi a do grupo Materiais, Equipamentos e Serviços com aumento de 0,32% ante 0,59%. Já o custo da Mão de Obra ficou estável. Em janeiro tinha ficado próximo de zero (0,03%) (ABr).

São Paulo terá corredor de tecnologia e inovação

A criação do Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (CITI) na cidade de São Paulo vai fomentar o desenvolvimento de novo corredor tecnológico, disse ontem (27) o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. Ele participou da abertura de seminário promovido pela prefeitura para debater o assunto. O corredor de tecnologia será desenvolvido na zona oeste, entre o CITI e a USP. No endereço onde o centro será instalado funciona atualmente a Ceagesp, na Vila Leopoldina.
Segundo o prefeito João Doria, no próximo dia 12, será divulgado o endereço para onde a Ceagesp será transferida. A área será seis vezes maior, terá melhor logística e tecnologia. Outra novidade será a introdução da comercialização de proteína animal, que atualmente tem pequena participação no entreposto comercial. A Ceagesp é a maior central de abastecimento atacadista de frutas, legumes, verduras, flores, pescados e diversos da América Latina.
O CITI receberá financiamento em regime de parceria público-privado (PPP), com a participação de empresas de tecnologia e startups. No local, vão funcionar empreendimentos educacionais, de pesquisa científica e de inovação. “Até 2020 estaremos com todas as decisões formatadas e obras iniciadas. São Paulo, finalmente, terá o seu eixo tecnológico”, disse o prefeito (ABr).

Confiança do empresário do comércio cresceu 3,3%

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), subiu 3,3% de janeiro para fevereiro. Com o resultado, o indicador atingiu 113,2 pontos no mês de fevereiro. A alta em relação a fevereiro de 2017 chegou a 18,5%. O índice tem uma escala de zero a 200 pontos, em que as avaliações abaixo de 100 pontos mostram pessimismo e acima de 100 otimismo, com o 100 sendo uma zona de indiferença.
De acordo com a CNC, a leve melhora do nível de consumo, devido à queda da inflação, ao início do processo de recuo no custo do crédito e à redução do desemprego, resultou no aumento do otimismo por parte do empresário quanto ao cenário atual. O subíndice que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante apresentou aumento mensal de 6,1%, na série com ajuste sazonal, e 46,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio aumentou 1,5% em relação a janeiro e 8% na comparação anual. O subíndice que mede as intenções de investimento do comércio teve aumento de 2,4% na comparação com o mês anterior e de 15,7% na comparação com fevereiro de 2017 (ABr).

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