Conab eleva projeção de grãos para 226 milhões de toneladas

Aumento da estimativa da safra de grãos 2017/2018 para 226 milhões de tonelada é resultado do avanço  da colheira da soja.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa da safra de grãos 2017/2018 para 226 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação ao último levantamento, no mês passado

O aumento é resultado do avanço da colheita de soja. A safra deverá ficar abaixo do ano passado, que registrou a maior produção histórica, com 237,7 milhões de toneladas. Caso a projeção da Conab se concretize, significará um recuo de 4,9%. “Mesmo assim, o país ainda deverá colher a segunda maior safra de todos os tempos”, diz a Conab. As estimativas constam do 6º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018.
Liderando a produção de grãos, a soja deverá atingir a marca de 113 milhões de toneladas. O milho aparece em seguida, com produção estimada de 87,3 milhões de toneladas. A Conab destaca também o aumento da produção de algodão em pluma, com estimativa de 1,9 milhão de toneladas, o que representa um aumento de 21,3% em relação à safra passada. Em relação à área plantada, a Conab projeta aumento de 0,3% em relação à ultima safra. Somente o plantio da soja deverá ocupar 1,1 milhão de hectares a mais que no ano passado.
“Estamos colhendo uma safra muito positiva e o fato a destacar é que tivemos uma normalidade climática. Produtores estão colhendo uma safra com poucas supresas”, disse o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira. Ele acrescentou que esta “é uma safra que atende a todas as expectativas do governo do ponto de vista de exportação e do ponto de vista de preços internos de alimento. É uma safra muito boa”.
O superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, afirmou que a diferença é pequena entre essa safra e a do ano passado e que muito da redução se deve à queda na produção de milho. As estimativas da Conab para o milho são de queda tanto na primeira quanto na segunda safra do produto, em relação à safra passada (ABr).

Confiança do empresário do comércio cresce pelo segundo mês consecutivo

No comparativo anual, tanto as pequenas como as grandes empresas registraram crescimento na confiança, de 23,8% e 18,8%, respectivamente.

Após um leve ajuste para baixo em dezembro, o comerciante da capital paulista se mostrou mais confiante pelo segundo mês consecutivo em fevereiro. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que atingiu o maior patamar desde janeiro de 2014, ao registrar alta de 3,5%, passando de 110,7 pontos em janeiro para 114,6 pontos em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2017, o ICEC avançou 23,6%, quando marcava 92,7 pontos.
Apurado mensalmente pela FecomercioSP, o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). Em fevereiro, o ICEC das empresas com até 50 funcionários atingiu 114,1 pontos, alta de 3,6% em relação ao mês anterior. Nas companhias com mais de 50 empregados, houve alta de 1,6%, passando de 132,2 pontos em janeiro para 134,3 pontos em fevereiro, o maior patamar desde abril de 2014. Os três quesitos que integram o indicador avançaram na passagem de janeiro para fevereiro.
O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICAEC) subiu pelo quarto mês consecutivo atingindo 93,8 pontos, alta de 8,2% na comparação mensal alcançando a maior pontuação desde janeiro de 2014. No comparativo anual, o avanço foi de 57%, quando em fevereiro de 2017 marcava 59,7 pontos. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) cresceu 1,6%, passando de 151 em janeiro para 153,4 pontos em fevereiro, o maior nível desde dezembro de 2013. Em relação a fevereiro do ano passado, quando atingiu 140,1 pontos, houve alta de 9,6%.
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), por sua vez, avançou 2,3% ao passar de 94,4 em janeiro para 96,5 pontos em fevereiro, o maior patamar desde dezembro de 2014. Em relação ao mesmo mês de 2017 (78,2 pontos), o indicador apresentou crescimento de 23,4%. O crescimento constante da confiança dos empresários vem em consonância com a recuperação das vendas. Dessa forma, a Entidade acredita que este seja um ano de crescimento mais robusto, com boas perspectivas de emprego e renda, o que vai se traduzir em boas vendas (AI/FecomercioSP).

Novo modelo de placas começa a valer em 1º de setembro

A partir de 1º de setembro, as placas de veículos brasileiros começarão a ser substituídas por um novo modelo que segue o padrão estabelecido pelo Mercosul. Aprovada pelo Contran, a mudança deverá ser feita até 31 de dezembro de 2023, quando toda a frota de veículos nacionais deverá estar rodando com a nova identificação. O valor a ser cobrado pelas placas ainda não está definido.
Segundo resolução nº 729, publicada no DOU de ontem (8), a medida se aplica também aos reboques, semirreboques, motocicletas, triciclos, motonetas, ciclo elétricos, quadriciclos, ciclomotores, tratores e guindastes, que serão identificados por uma única placa, instalada na parte traseira. Revestidas com película retrorrefletiva, as novas placas terão fundo branco com margem superior azul e as imagens da bandeira brasileira e o símbolo do Mercosul, mantendo os atuais sete caracteres alfanuméricos.
Na parte frontal, a película protetora deverá conter as palavras Mercorsur Brasil Mercosul estampadas. Além disso, deverão possuir código de barras bidimensionais dinâmicos (Quick Response Code - QRCode) contendo números de série e acesso às informações do banco de dados de seu fabricante. O credenciamento dos fabricantes terá validade de quatro anos, podendo ser revogado a qualquer tempo, se não mantidos, no todo ou em parte, os requisitos exigidos para o credenciamento (ABr).