Atividade econômica caiu 0,56% em janeiro

Atividade econômica recuo 0,56% em janeiro na comparação com dezembro, mas cresceu 2,97% em relação a janeiro de 2017.

A atividade econômica iniciou o ano em queda

De acordo com dados divulgados ontem (19) pelo Banco Central (BC) na internet, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) registrou retração de 0,56% em janeiro, comparado a dezembro. Na comparação com janeiro de 2017, houve crescimento de 2,97%, de acordo com os dados sem ajustes já que a comparação é entre períodos iguais.
Em 12 meses encerrados em janeiro, houve expansão de 1,2% nos dados sem ajustes. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o PIB calculado pelo IBGE (ABr).

Mercado prevê que inflação vai fechar o ano em 3,63%

O mercado financeiro reduziu pela sétima semana seguida a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,67% para 3,63%, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos. A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação está em 4,20%, um pouco abaixo do centro da meta: 4,25%.
Para alcançar a meta, o banco usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 em 6,50% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano. Para as instituições financeiras, o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião deste mês. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do PIB caiu pela segunda vez seguida, ao passar de 2,87% para 2,83%. Para 2019, a projeção segue em 3% (ABr).

Produção física da indústria têxtil mantém recuperação

A produção física de têxtil cresceu 9,1% e de confecção 5,3% em janeiro de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. Os dados, apurados pelo IBGE e divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), confirmam o movimento de recuperação visto ao final de 2017.
Em janeiro de 2018, o saldo da geração de empregos do setor têxtil e de confecção foi de 8.271 postos de trabalho, conforme mostram dados mensurados pelo Caged, do Ministério do Trabalho. No mesmo período de 2017, foram criados 6.503 mil postos de trabalho, também segundo Caged.
Em fevereiro de 2018, o valor em dólares das importações de têxteis e confeccionados aumentou 31,6% e o das exportações subiu 14,8% na comparação com o mesmo período de 2017. O déficit da balança comercial cresceu 35,4% no segundo mês de 2018, quando comparado com fevereiro de 2017.
Com dados divulgados sempre com defasagem de dois meses pelo IBGE, o varejo mostrou crescimento em 2017. De janeiro a dezembro de 2017, o varejo de vestuário cresceu 7,6%, em comparação com o mesmo período de 2016 (Abit).

Índice usado no aluguel acumula taxa de 0,16% em 12 meses

A segunda prévia de março do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,59%. A taxa é superior ao 0,03% registrado na segunda prévia de fevereiro, diz a Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com a segunda prévia de março, o IGP-M acumula taxas de inflação de 1,43% no ano e 0,16% em 12 meses.
A alta da taxa de fevereiro para março foi provocada pelos preços no atacado, que subiram 0,83% na segunda prévia de março. Na prévia de fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que calcula a variação do atacado, havia tido uma deflação (queda de preços de 0,83%).
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve uma taxa de 0,12% na segunda prévia deste mês, ante uma taxa de 0,35% na prévia do mês anterior. Comportamento semelhante teve o Índice Nacional de Custo da Construção, cuja inflação recuou de 0,26% em fevereiro para 0,20% em março (ABr).

 
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