Consumidor paga no mínimo 30% de imposto nos produtos da época

As taxas de impostos incidentes sobre os produtos de Páscoa são elevadas.

A Páscoa traz um lado nada doce para o consumidor brasileiro. Isso porque quando ele paga R$ 40 por um ovo de Páscoa, por exemplo, está destinando R$ 15,40 para os cofres públicos na forma de tributos, ou seja, 38,53% do preço final do ovo

O alerta é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que desde 2005 mantêm o Impostômetro para mostrar à população o montante que ela paga em tributos, que abrangem impostos, taxas e contribuições.
A menor parcela é do coelho de pelúcia (29,92%). Já vinho importado (69,73%), vinho nacional (54,73%) e bacalhau importado (43,78%) figuram entre os itens com maior carga de impostos. “As taxas de impostos incidentes sobre os produtos de Páscoa são elevadas. O consumidor precisa ficar atento e ter consciência do quanto está pagando”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP.
Quem almoçar fora no domingo de Páscoa vai desembolsar 32,31% da conta em tributos. A sobremesa vai ser amarga com as tributações de 39,61% do chocolate, 38,68% da colomba pascal e 37,61% do bombom. “Seria razoável a redução dos impostos. Como isso é pouco provável, dada a alta do déficit primário, é preciso ter mais qualidade na administração dos recursos arrecadados, para que o dinheiro seja revertido em melhorias efetivas dos serviços públicos”, analisa Burti.
A ACSP encomendou o levantamento da carga tributária de artigos típicos de Páscoa ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). De acordo com o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, “se a carga tributária incidente sobre esses produtos não fosse tão elevada, o brasileiro teria condições de consumir mais e melhor nesta época do ano”. O tributarista ainda completa: “o sistema tributário brasileiro faz com que os brasileiros de menor renda acabem pagando, proporcionalmente, mais impostos do que aqueles que possuem uma renda maior” (AI/ACSP).

Movimento do Comércio subiu 3,4% no acumulado em 12 meses

O setor de Móveis e Eletrodomésticos apresentou variação acumulada em 12 meses de 4,9%.

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 3,4% no acumulado em 12 meses (março de 2017 até fevereiro de 2018 frente ao mesmo período do ano anterior), de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC. Na avaliação mensal dessazonalizada, foi observada queda de 0,5% em relação a janeiro. Já na avaliação contra fevereiro do ano anterior, houve aumento de 5,2%.
Após dois anos de retração, o indicador do comércio já apresenta sinais robustos desde o final de 2017. Com uma mudança de cenário, que inclui redução de juros, expansão do crédito, melhoria dos níveis de renda, diminuição do desemprego entre outras variáveis, espera-se que esta tendência se mantenha crescente pelos próximos meses, consolidando a recuperação do setor.
Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,2% em fevereiro. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de 4,9%.
A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 1,2% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve avanço de 2,3%.
A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” aumentou 0,3% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 3,1% (SCPC).

Demanda por crédito cresceu 1,2% em fevereiro

A demanda das empresas por crédito cresceu 1,2% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Com este resultado, a expansão da demanda empresarial por crédito subiu 6,7% no acumulado do primeiro bimestre.
A consolidação da retomada do crescimento econômico, combinada com a retração dos juros, tem estimulado a busca das empresas por crédito que, em fevereiro, cravou a quinta alta interanual consecutiva, determinada pelo comportamento das micro e pequenas empresas, que cresceram suas demandas em 1,4%. Nas médias empresas houve retração de 5,9% e nas grandes empresas a queda foi de 2,9%.
Na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, a busca empresarial por crédito cresceu 7,1% nas micro e pequenas empresas. Nas médias empresas houve retração de 6,6% e, nas grandes empresas, o recuo foi de 2,5%. Em fevereiro, as empresas de serviços expandiram suas demandas por crédito em 3,5% frente a fevereiro/17. Nas empresas industriais, porém, houve recuo de 4,1% e nas empresas comerciais, praticamente houve estabilidade (-0,1%) (Serasa Experian).