2,08 milhões de famílias paulistanas estão endividadas

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Em abril, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada mensalmente pela FecomercioSP, registrou que 53,5% das famílias na cidade de São Paulo possuem alguma dívida, queda de 1,1 ponto porcentual (p.p.) em relação a março (54,6%)

Contudo, está 0,6 p.p. acima do apresentado no mesmo mês do ano passado (52,9%). Em termos absolutos, são 2,08 milhões de famílias paulistanas endividadas, 38,4 mil a mais do que há um ano. Desse total, 9,1% admitem que não terão condições de pagar as dívidas e ficarão inadimplentes.
A taxa de inadimplência – famílias que não conseguiram quitar suas dívidas na data do vencimento – ficou tecnicamente estável, passando de 19,3% em março para 19,4% em abril, o que significa que 754,5 mil famílias estão nessa situação. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, há um ano, o porcentual era de 18,7%, ou seja, houve um acréscimo de 33,1 mil famílias inadimplentes nesse período. A parte mais significativa do atraso (50,7%) é de um período superior a 90 dias. E 24,9% estão com tempo de pagamento de curto prazo, de até 30 dias.
Os economistas da Entidade ressaltam que não há riscos de perda de controle da inadimplência, uma vez que o sistema financeiro capta possíveis movimentos de descontrole e aumenta a seletividade do crédito. Os dados do Banco Central, inclusive, mostram a elevação da taxa média de juros nos dos primeiros meses do ano, com aumento do spread. As taxas são inferiores às do ano passado, mas podem indicar que a retomada da economia não esteja no ritmo esperado.
De acordo com a FecomercioSP, o ponto a se observar com mais atenção para os próximos meses é a faixa específica de famílias com até dez salários mínimos. Os níveis de inadimplência e de não pagamento estão elevados, o que significa que os efeitos dos dados do emprego, que vêm apresentando melhoras, não chegaram de forma mais expressiva nas classes mais baixas para que dessem uma condição mais adequada para equilibrar as contas das famílias (AI/FecomercioSP).

Educação financeira pode reduzir endividamento excessivo

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A melhoria dos níveis de educação financeira leva a uma demanda e uso mais responsável do crédito, com menor risco de endividamento excessivo e, portanto, uma menor inadimplência. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, ontem (14), em Brasília, durante a abertura da 5ª Semana Nacional de Educação Financeira.
“Esses efeitos contribuem para a redução do custo do crédito”, disse Goldfajn, acrescentando que ao aumentar a propensão do cidadão a poupar, a educação financeira estimula o desenvolvimento econômico do país e para o bem-estar da população. Goldfajn também citou a inovação tecnológica, que tem levado ao surgimento de novas instituições, as chamadas fintechs (empresas de inovação e tecnologia no setor financeiro).
Ele lembrou que recentemente o BC regulamentou as fintechs de crédito para aumentar a competição no mercado de crédito. “Aliada a mecanismos de proteção resultantes da regulação e da supervisão do sistema financeiro, a educação financeira é, sem dúvida, fator fundamental na preparação de um ambiente seguro e sustentável para o consumidor desses novos serviços”, disse (ABr).

 
 

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