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Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia

Saques beneficiarão 28,7 milhões de pessoas que receberão R$ 34,3 bilhões no BB e na Caixa.

Desde ontem (18), os brasileiros com mais de 57 anos, que são titulares de contas inativas dos fundos dos programas de PIS e de Pasep, poderão sacar esses recursos

Entre os dias 14 e 28 de setembro, a autorização será ampliada para todas as idades. A estratégia do governo é impulsionar a economia, seguindo o modelo adotado na liberação de saques das contas inativas do FGTS, que representaram cerca de R$ 43 bilhões em movimentação.
Pelas contas do governo, 28,7 milhões de pessoas serão beneficiadas. Em cifras, são R$ 34,3 bilhões disponíveis para saque no Banco do Brasil e na Caixa. Isto porque 3,6 milhões de pessoas já resgataram R$ 5 bilhões em recursos dos dois programas. Tem direito ao saque servidores públicos e pessoas que trabalharam com carteira assinada de 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque.
Para saber se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites (www.caixa.gov.br/cotaspis) e (www.bb.com.br/pasep) (ABr).

Caiu a confiança dos donos de pequenos negócios

Divulgação

O cenário de incertezas proporcionado pela proximidade das eleições e a greve dos caminhoneiros impactaram diretamente a confiança dos donos de micro e pequenas empresas na economia brasileira. Sondagem Conjuntural do Sebrae revelou a queda do percentual de empresários que acreditavam em uma melhora da economia nos próximos 12 meses.
Em março, 49,2% apostavam em recuperação para o período futuro. Em junho, o índice de empreendedores otimistas com o rumo do país caiu para 31,4%, interrompendo uma sequência de crescimento observada ao longo da série, iniciada há um ano. A pesquisa foi feita entre 21 e 25 de maio de 2018 com 2.992 empresários.
Apesar do pessimismo dos empresários com a economia, não há grande perspectiva de demissões. Cerca de 47% devem manter o quadro de funcionários nos próximos 12 meses, mas caiu o percentual dos que pretendem contratar, de 26%, em março de 2018, para 17,6%, neste mês de junho.
“O empresário à frente de um pequeno negócio é otimista por natureza, mas não fica alheio aos acontecimentos do país. O fundamental é verificar que os empregos devem ser mantidos, reforçando o papel da micro e pequena empresa como a principal empregadora do país, mesmo em momentos de crise”, avalia a diretora técnica no exercício da presidência do Sebrae, Heloisa Menezes (Sebrae).

Mercado espera por manutenção da Selic em 6,50%

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,50% ao ano na reunião do Copom desta semana. A expectativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada na internet todas as semanas pelo BC. O Copom reúne-se hoje (19), em Brasília, e a decisão sobre a Selic será anunciada amanhã, após a segunda parte da reunião.
Em maio, após um ciclo de 12 quedas consecutivas, o Copom decidiu manter a Selic no atual patamar, o menor nível histórico. Para 2019, as intuições financeiras esperam aumento da Selic, encerrando o período em 8% ao ano. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.
A meta de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, o IPCA vai fechar este ano abaixo do centro da meta, em 3,88%. A estimativa da semana passada era 3,82%. Esse foi o quinto aumento consecutivo na projeção. Para 2019, a estimativa passou de 4,07% para 4,10%, no terceiro ajuste seguido.
A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua em queda. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,94% para 1,76%, na sétima redução seguida. A previsão de crescimento do PIB para 2019 caiu, pela segunda vez consecutiva, ao passar de 2,80% para 2,70%. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,53 para R$ 3,57, no final deste ano, e de R$ 3,48 para R$ 3,50 no fim de 2019 (ABr).

 

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