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Uma semana para que entidades cheguem a consenso sobre frete

Ministro do STF, Luiz Fux, coordena audiência de instrução do processo que questiona a legalidade da tabela de preços do frete.O ministro Luiz Fux, do STF, realizou ontem (20) uma audiência sobre a tabela de preços mínimos para o frete rodoviário no Brasil, medida que é contestada na Corte

Ele deu um prazo até a próxima quinta-feira (28) para que representantes dos caminhoneiros, da indústria e do agronegócio cheguem a um consenso sobre o custo do transporte.
“Todos entenderam que o Brasil não pode mais passar pelos momentos que passou. Então cada um vai dar uma cota de colaboração para o país e entenderam de se reunirem em uma semana para encontrar um preço intermediário e apresentá-lo em juízo”, disse Fux, ao acrescentar que, se não for apresentado tal preço intermediário na próxima reunião, ele realizará uma audiência pública para colher informações de especialistas e, somente então, decidir sobre o assunto.
Fux é o relator de três ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) contra a MP que prevê uma tabela de frete mínimo para o transporte rodoviário. As ações foram abertas pela ATR Brasil, que representa empresas transportadoras, pela CNI e pela CNA. As entidades alegam que a tabela fere os princípios constitucionais da livre concorrência e da livre iniciativa, sendo uma interferência indevida do governo na atividade econômica.
Do lado dos caminhoneiros, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Diumar Bueno, afirmou que a categoria não concorda com tabela de referência, não abrindo mão de um preço mínimo de frete “que dê condições de sobrevivência” aos motoristas. Ao editar a tabela, o governo atendeu a uma das reivindicações dos caminhoneiros.
Em manifestação enviada ao STF, a AGU defendeu a validade da tabela. Para o órgão, a fixação do preço mínimo do frete tenta garantir valor adequado para a prestação do serviço, que deve ser compatível com os custos incorridos no transporte rodoviário de carga (ABr).

Venda direta de etanol aos postos pode reduzir preço

Venda direta de etanol, dos produtores aos postos de combustíveis, pode diminuir preço para o consumidor.

A venda direta de etanol, dos produtores aos postos de combustíveis, pode ser permitida em breve e levantou mais uma discussão sobre o setor de combustíveis. O Senado aprovou o projeto que trata da medida. Agora, o texto será encaminhado para votação na Câmara. Atualmente, essa venda direta é proibida pela ANP. Apenas distribuidores autorizados e fornecedores cadastrados na agência podem comercializar etanol combustível. O projeto modifica esse artigo e permite a venda direta.
Segundo a proposta, o objetivo é aumentar a concorrência no mercado de combustíveis e, assim, baixar o preço para o consumidor. A medida é defendida pela Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que representa produtores e fornecedores independentes de cana-de-açucar em 13 estados. Para a federação, a venda direta melhora a formação de preços ao consumidor, já que exclui as margens de lucro das distribuidoras.
“Temos que modernizar a comercialização do etanol, não pode ser como se comercializa a gasolina. São poucas destilarias de gasolina, então comercializar por meio de distribuidoras facilita a logística e distribuição. No caso do etanol, temos 400 unidades industriais pelo país e ele pode ser vendido regionalmente”, disse o diretor da Feplana, José Ricardo Severo. Para ele, a venda direta de etanol pode, inclusive, pressionar para uma redução nos preços da gasolina, por exemplo, ao dificultar a formação de cartéis.
Em nota, a Plural, associação de distribuidores de combustíveis, afirmou que o projeto não leva em conta as complexidades que envolvem o setor.
“Na realidade, o preço final ficará mais caro, a garantia de qualidade mais difícil e a arrecadação por parte do estado mais vulnerável. Não à toa, além da Plural, as outras duas principais entidades que representam o setor de etanol são contra a proposta: a Unica, dos produtores, e a Fecombustíveis, dos postos revendedores”, diz a nota (ABr).

Confiança do empresário industrial tem maior queda desde 2010

A paralisação do transporte rodoviário de cargas e as medidas adotadas para solucionar a crise, como o tabelamento do frete, abalaram a confiança do empresário em junho, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve queda de 5,9 pontos frente a maio e atingiu 49,6 pontos em junho, no maior recuo da série mensal, que começou em 2010.
Quando o indicador fica abaixo da linha dos 50 pontos, há falta de confiança dos empresários. Índice acima de 50 pontos indica otimismo. Desde janeiro de 2017, o índice estava acima dos 50 pontos. O índice sobre as condições atuais da economia brasileira foi de 48,3 pontos em maio para 37,1 pontos em junho. O indicador de expectativas para a economia passou de 54,1 pontos para 46,6 pontos no período.
A CNI explica que o Icei é um indicador que ajuda a entender as tendências da indústria e da economia. Empresários confiantes tendem a ampliar a produção e os investimentos, o que estimula o crescimento da economia. A pesquisa foi feita entre 4 a 14 e junho, com 2.779 empresas (ABr).

Starbucks fechará 150 lojas nos EUA

A rede norte-americana de cafeterias Starbucks decidiu fechar 150 lojas com baixo desempenho nos Estados Unidos. A medida faz parte de um plano estratégico de longo prazo que inclui maior remuneração aos investidores e uma meta para acelerar o crescimento nos Estados Unidos e na China. A notícia prejudicou os títulos da Starbucks na Bolsa, onde chegaram a perder até 6,3% na tarde de terça-feira (19).
“Embora certos obstáculos de demanda sejam transitórios, e alguns de nossos aumentos de custos sejam investimentos apropriados para o futuro, nosso desempenho recente não reflete o potencial de nossa marca e isso não é aceitável”, disse o presidente-executivo da empresa, Kevin Johnson. “Precisamos nos movimentar mais rapidamente para atender às preferências e necessidades de nossos clientes”, ressaltou.
No plano, a Starbucks levou sua previsão de dividendo em 20%, para um retorno trimestral de 36 centavos de dólar por ação. A empresa planeja devolver US$ 25 bilhões a acionistas em dividendos e recompras durante o ano fiscal 2020 (ANSA).

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