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Economia deve crescer 0,3% do 1º para o 2º trimestre

A atividade econômica do país deverá fechar o segundo trimestre do ano com crescimento de 0,3% em relação ao primeiro trimestre, na série livre de influências sazonais.

Economia temproario

Atividade econômica deve fechar o segundo trimestre com crescimento de 0,3%. Foto: Amanda Oliveira/GovBA

A previsão consta do Monitor do PIB-FGV, divulgado ontem (20), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É a segunda taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. Como decorrência, em termos monetários, as projeções do PIB, em valores correntes, alcançaram R$ 3 trilhões, 467 bilhões, 157 milhões no acumulado do ano até junho.

Na variação mensal, os dados da FGV indicam que as previsões do monitor apontam para um crescimento do PIB de 3,3% em junho, quando comparado a maio, quando o resultado foi negativo em 2,6% sobre abril.

Na comparação interanual, as projeções da atividade econômica indicam crescimento de 1,2% no segundo trimestre, comparativamente ao segundo trimestre do ano passado, e 2,4% na comparação junho 2018/junho 2017.

Na avaliação do coordenador do monitor, Claudio Considera, os números indicam que a economia continua sua lenta trajetória de recuperação.

“O crescimento positivo de 0,3% do PIB no segundo trimestre indica que, a despeito dos impactos negativos que a greve dos caminhoneiros ocasionou na economia em maio, estes efeitos foram, em grande parte, revertidos em junho”, disse. "Mesmo com o trimestre tendo sido encerrado com retrações em segmentos como indústria, formação bruta de capital fixo e exportação, houve crescimento da agropecuária, serviços e consumo das famílias, fazendo com que a economia prossiga na sua trajetória de lenta retomada”, afirmou.

Os números da FGV indicam, ainda, que o consumo das famílias apresentou crescimento de 1,8% no segundo trimestre, na comparação interanual, representando movimento decrescente após ter crescido 3,1% no trimestre móvel fechado em abril. “Este resultado positivo teve forte contribuição do consumo de produtos duráveis, que expandiu 1 ponto percentual”, na mesma base de comparação (ABr).

Mercado mantém previsões para inflação e PIB neste ano

Agência Brasil

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) mantiveram a estimativa de crescimento da economia e da inflação neste ano. A informação consta da pesquisa Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A estimativa para o IPCA segue em 4,15%. Para 2019, também foi mantida a projeção de 4,10%. Para 2020, a estimativa é 4% e para 2021, foi ajustada de 3,93% para 3,90%. Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. A projeção para a expansão do PIB foi mantida em 1,49% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB segue em 2,5%. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e no fim de 2019.

Caixa teve lucro de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre

Agência Brasil

A Caixa teve lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre do ano, um crescimento de 63,3% em relação ao primeiro semestre de 2017, o que representa o maior resultado já alcançado pelo banco em um semestre. A carteira de crédito finalizou o primeiro semestre com saldo de R$ 695,3 bilhões, um recuo de 2,9% em 12 meses. Os números foram apresentados na manhã de ontem (20) pela direção do banco na capital paulista.

O índice de inadimplência registou 2,5%, um recuo de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre do ano, permanecendo estável em relação ao primeiro semestre de 2017. A média do mercado é de 3,6%.
A Caixa também mantém a liderança no mercado de crédito imobiliário, com 69,3% de participação no mercado. A carteira imobiliária registrou um saldo de R$ 436,5 bilhões, um aumento de 3,6% em 12 meses.

A poupança cresceu 8,4% em 12 meses, com saldo registrado de R$ 283,2 bilhões no primeiro semestre do ano, um avanço de 8,4% nos últimos 12 meses.

 
 

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