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Custo da construção cai para 0,30% em agosto

A inflação da construção civil, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), fechou em 0,30% em agosto contra 0,72% de julho.

Custo temporario

Custo da construção caiu em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador, mas subiu em Belo Horizonte. Foto: Elza Fiúza/ABr

Divulgado ontem (27) no Rio de Janeiro pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), o percentual reflete a variação de 0,65% nos grupos de Materiais, Equipamentos e Serviços, contra variação de 0,97% da taxa de julho.

O índice da Mão de Obra não registrou variação em agosto. Foi o mesmo de julho: 0,51%. No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos foi de 0,73%, caindo 0,37% em relação a julho (1,11%). Todos os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo nas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, que caíram de 1,27% para 0,16%. A parcela relativa a Serviços recuou de 0,43% em julho para 0,33% em agosto.

Segundo apurou a FGV, o índice da Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, havia sido de 0,51%. A queda do INCC-M de agosto reflete retração de preços em seis das sete capitais pesquisadas.
A menor variação de preços ocorreu em Brasília, onde caiu de 0,45% para 0,15% entre um período e outro, seguida do Rio de Janeiro (de 0,51% para 0,20%) e Salvador (de 0,94% para 0,21%). A única exceção foi Belo Horizonte, onde subiu de 0,36% para 0,51%. Em São Paulo, recuou de 0,65% para 0,28% (ABr).

Mercado eleva estimativa de inflação e reduz projeção do PIB

Foto: 

Agência Brasil

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram as estimativas para a inflação neste ano e em 2019. A informação consta do boletim Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Por outro lado, a projeção de expansão do PIB foi reduzida de 1,49% para 1,47%. A estimativa para o IPCA passou de 4,15% para 4,17%. Para 2019, a projeção subiu de 4,10% para 4,12%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, foi ajustada de 3,90% para 3,92%.

Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

A projeção para a expansão do PIB foi reduzida de 1,49% para 1,47% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB segue em 2,5%. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75 no final deste ano e permanece R$ 3,70 no fim de 2019.

Contas externas voltam a ficar negativas

Agência Brasil

As contas externas brasileiras apresentaram resultado negativo em julho, após quatro meses seguidos de superávit. O déficit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações, chegou a US$ 4,433 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). O resultado do mês passado superou o déficit de julho de 2017: US$ 3,419 bilhões.

De acordo com o BC, o déficit foi maior em julho por conta da redução no superávit comercial, um dos itens das transações correntes. Em julho, o superávit comercial ficou em US$ 3,9 bilhões, contra US$ 6,055 bilhões em igual mês de 2017. Por outro lado, o BC também registrou crescimento de 21,9% das exportações, impulsionado pela venda de plataforma de petróleo, no valor de US$ 1,3 bilhão, com amparo do Repetro.

Em julho, o resultado negativo para as contas externas não foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país anota saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 3,897 bilhões.

Nos sete meses do ano, entretanto, o IDP (US$ 33,772 bilhões) supera com folga o déficit em transações correntes (US$ 8,078 bilhões). Mas neste ano, o déficit está maior do que o de janeiro a julho de 2018 (US$ 2,835 bilhões).

 
 
 
 

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