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Vendas dos supermercados crescem 1,91% em sete meses

As vendas do setor supermercadista cresceram 1,91% de janeiro a julho em grande parte do país, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado ontem (4). Em julho, as vendas registraram crescimento de 1,12% em relação a junho e alta de 0,30% na comparação com o mesmo mês de 2017.

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Faturamento dos supermercados aumentou 1,91% de janeiro a julho. Setor espera vender mais no segundo semestre. Foto: Tânia Rêgo/ABr

Segundo os dados apurados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 1,45% na comparação com junho e, quando comparadas a julho do ano anterior, crescimento de 4,78%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,34%.

“A recuperação da economia ainda é lenta, embora a taxa de desemprego esteja em queda, ainda atinge cerca de 13 milhões de brasileiros economicamente ativos, o que impacta diretamente no poder de compra das pessoas. Mas, nossas expectativas para os próximos meses são boas, com o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e a liberação do PIS/Pasep, acreditamos que a economia ganhará um impulso a mais no segundo semestre”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Os dados mostram ainda que o preço da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,55% em julho, ao passar de R$ 457,27 para R$ 464,36. Os produtos com as quedas mais significativas nos preços foram cebola (-34,74%), tomate (-22,36%), batata (-21,97%) e ovo (-4,24%). As maiores altas ficaram por conta da massa sêmola espaguete (14,58%), farinha de mandioca (11,59%), leite longa vida (8,55%) e sabão em pó (5,74%). A apuração demonstrou também que a região Norte foi a que apresentou maior variação nos preços da cesta de julho (6,65%), chegando a R$ 522,45. A Região Sul registrou a maior queda (-0,14%) (ABr).

Com alta de 1,68% anunciada para hoje, gasolina tem recorde de preço

Com temproario

É o valor mais alto cobrado pelo preço do litro da gasolina desde junho do ano passado. Foto: Tomaz Silva/ABr

Agência Brasil

Cinco dias após o último aumento no preço da gasolina, a Petrobras acaba de anunciar que a partir de hoje (5), nas refinarias de todo o país, o preço do derivado estará 1,68% mais caro. Com o novo aumento, o preço do litro da gasolina passará para R$ 2,2069. É o valor mais alto cobrado pelo preço do litro da gasolina desde junho do ano passado, quando a Petrobras mudou a política de preços e passou a acompanhar as oscilações do preço da commoditie no mercado externo.

“Os preços médios informados consideram a média aritmética nacional dos preços à vista, sem encargos e sem tributos, praticados na modalidade de venda padrão nos diversos pontos de fornecimento, que variam ao longo do território nacional, para mais ou para menos em relação à média. Essa variação pode ser de até 12% para gasolina A”, informa a Petrobras.

Na última sexta-feira (31), após três meses de congelamento em decorrência de acordo do governo que pôs fim à greve dos caminhoneiros e que envolveu subsídio governamental ao produto, a Petrobras anunciou aumento de 13% no preço médio do óleo diesel comercializado nas refinarias do país.

Aumentou a inadimplência de micro e pequenas empresas

O Brasil encerrou julho de 2018 com mais um recorde histórico da inadimplência entre micro e pequenas empresas. O indicador de MPEs com dívidas em atraso chegou a 5,208 milhões no sétimo mês deste ano – o maior já apurado pela Serasa Experian desde março de 2016, quando teve início o levantamento. O aumento é de 9,4% frente a julho de 2017 (4,759 milhões). Já a comparação com junho deste ano (5,174 milhões) apontou aumento de 0,7%.

Segundo a avaliação dos economistas da Serasa Experian, o avanço entre os inadimplentes ainda demonstra os efeitos da lenta recuperação da economia para a atividade de micros e pequenas empresas. A expectativa é de que esse indicador comece a se estabilizar, diante das condições mais favoráveis para a renegociação de contas em aberto, incentivadas pela manutenção das taxas de juros em níveis baixos, o que permitirá aos empreendimentos desse porte retomarem a utilização do crédito para investir e voltar a crescer (Serasa/Experian).

Inflação recua em 4 de 7 capitais pesquisadas pela FGV

Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de julho para agosto. A maior queda ocorreu em Salvador, com 0,20 ponto percentual (pp), já que a capital baiana registrou uma deflação (queda de preços) de 0,03% em agosto, ante uma inflação de 0,17% em julho.

Outras cidades com queda na taxa de inflação foram São Paulo (0,15 pp, ao passar de 0,28% para 0,13%), Porto Alegre (0,12 pp, ao passar de 0,13% para 0,01%) e Belo Horizonte (0,07 pp, ao passar de 0,27% para 0,20%). Três capitais tiveram alta na taxa. No Recife, a inflação subiu de 0,11% para 0,19% (0,08 pp).

No Rio de Janeiro, a taxa aumentou 0,02 ponto percentual, ao passar de 0,10% para 0,12%. Em Brasília, a taxa aumentou 0,01 ponto percentual, mas a cidade continuou registrando deflação de 0,19%. A média nacional do IPC-S em agosto ficou em 0,07%, uma queda de 0,10 ponto percentual em relação à taxa de julho (0,17%).

 
 

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