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Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para 4,40%

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela terceira vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada ontem (8), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,3%.

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Projeção da inflação para este ano subiu de 4,28% para 4,3%. Foto: Wilson Dias/ABr

Na semana passada, a projeção estava em 4,28%. Para 2019, a projeção da inflação também subiu. Passou de 4,18% para 4,20%. Esse foi o segundo aumento consecutivo. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, em 3,97%.

A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção é 8,19% ao ano, voltando a 8% ao ano no final de 2021.

As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento do PIB em 1,35% este ano e 2,5% nos próximos três anos. A expectativa para a cotação do dólar foi ajustada de R$ 3,90 para R$ 3,89 no fim deste ano, e de R$ 3,80 para R$ 3,83 ao término de 2019 (ABr).

Americanos ganham o Prêmio Nobel de Economia

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William D. Nordhaus e Paul M. Romer. Foto: Divulgação

Nova York - (AE) - Os americanos William D. Nordhaus e Paul M. Romer ganharam ontem (8), o Prêmio Nobel de Economia por abordarem métodos para favorecer o crescimento sustentável. Em seus estudos, eles integraram mudança climática e inovação tecnológica com o crescimento econômico, informou a Academia Real de Ciências da Suécia.

"Suas descobertas ampliaram o escopo da análise econômica ao construir modelos que explicam como a economia de mercado interage com a natureza e o conhecimento", disse a academia em um comunicado. Os premiados "desenvolveram métodos que abordam alguns dos desafios mais fundamentais de nosso tempo: combinar o crescimento sustentável a longo prazo da economia global com o bem-estar da população do planeta", indicou a academia.

Ao conceder o prêmio, a organização citou William Nordhaus por mostrar que "o remédio mais eficiente para problemas causados por gases de efeito estufa é um esquema global de impostos de carbono universalmente impostos". Membro do corpo docente da Universidade de Yale desde 1967, a pesquisa de Nordhaus concentra-se no crescimento econômico e recursos naturais e na economia da mudança climática.

As abordagens econômicas para o aquecimento global incluem modelagem para determinar o caminho eficiente para lidar com as mudanças climáticas. Ele também estudou comportamento de salários e preços, economia da saúde, contabilidade nacional aumentada, ciclo de negócios políticos, produtividade e "nova economia".

Atividade do comércio recuou em setembro

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país recuou 0,1% em setembro. Quando comparado com setembro/17 houve alta de 6,8%. Com estes resultados, no acumulado do ano de 2018 até setembro, a atividade varejista cresceu 6,7% frente ao mesmo período de 2017.

A alta do dólar perante as incertezas do quadro político-eleitoral abalou a confiança dos consumidores. Isto os deixou numa postura mais defensiva, diminuindo seu fluxo junto aos diversos segmentos varejistas. Todos os segmentos varejistas, excetuando-se o de materiais de construção (alta de 1,3%) exibiram recuos em setembro/18: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,1%); móveis, eletroeletrônicos e informática (-1,1%); combustíveis e lubrificantes (-0,4%); veículos, motos e peças (-0,1%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,1%).

No acumulado do ano até setembro, o segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática cresceu 14,1% e o segmento de veículos, motos e peças cresceu 6,7%. Todos os demais segmentos varejistas ainda registram quedas: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,7%); combustíveis e lubrificantes (-2,2%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-2,2%); material de construção (-5,7%) (Serasa Experian).

 
 
 

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