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Comércio e serviços devem gerar 59,2 mil vagas para o fim de ano

Os setores de comércio e serviços já abriram as portas para a contratação de trabalhadores.

Comercio temporario

Aproximadamente 59,2 mil vagas serão abertas nos segmentos do comércio e serviços. Foto: Arquivo/ABr

Essa pode ser a última oportunidade do ano para recuperar os prejuízos, enquanto os profissionais desempregados veem nesse período a chance de voltar ao mercado de trabalho. Uma pesquisa feita nas capitais e interior do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que, pelos próximos meses, aproximadamente 59,2 mil vagas serão abertas nos segmentos do comércio e serviços.

O número é levemente superior aos 51 mil novos postos que foram previstos para o mesmo período do ano passado. Os dados mostram um cenário de moderada melhora na comparação com 2017. Embora ainda representem a maioria, caiu de 82% para 72% o percentual de empresários que não têm a intenção de fazer contratações extras nesse fim de ano. Em sentido oposto, aumentou de 13% para 17% o percentual dos que devem integrar ao menos um novo colaborador à sua equipe.

Reforçar o quadro de funcionários para dar conta do aumento da demanda neste período do ano (81%) é o motivo mais citado na hora de justificar as contratações, mas há também empresários que contratam pensando em melhorar sua competição no mercado (8%) e aqueles que se planejam para lidar com a rotatividade de funcionários (5%). A maior parte (46%) dos empresários consultados deve contratar apenas um funcionário, enquanto 28% pretendem contratar dois novos colaboradores.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, embora o número de 59,2 mil vagas seja uma pequena fração diante do contingente de quase 13 milhões de desempregados no país, os dados sinalizam uma recuperação gradual da economia e injetam algum otimismo para o início do novo ano. “Quem procura há meses uma recolocação no mercado de trabalho pode encontrar nas vagas de fim de ano a chance para começar a colocar a vida financeira em ordem”, afirma a economista (CNDL/SPC).

Inflação anual na Venezuela chega a 81.000%

Inflacao temporario

Dados foram divulgados pela Assembleia Nacional do país. Foto: ANSA

A Comissão de Finanças Assembleia Nacional Venezuelana (AN) anunciou que inflação anual acumulada no país chegou a 81.043,5%. Somente no último mês de setembro, o índice foi de 233%. "Estamos falando de um número histórico. Tudo indica que ele só vá aumentar no próximo mês", disse o deputado Juan Andrés Mejía, membro da Comissão, em entrevista coletiva convocada para apresentar os números, em Caracas.

Ele destacou que não há maneira de solucionar o problema que não seja a mudança do modelo econômico, que "acabou com a produção do país, expropria empresas privadas, ataca os comerciantes e prende gerentes de lojas que fazem seu trabalho". Mejía afirmou que a inflação diária no país é de 4% e tem pequenas oscilações que fazem com que o resultado mensal sofra variações.

Ele também advertiu que no próximo dia 27 vence a segunda parcela de quatro amortizações de títulos da dívida da PDVSA, estatal venezuelana de petróleo. "Estamos falando de US$ 841 milhões. Somente no mês de outubro, a nação acumulou uma dívida de US$ 1,5 bilhão", destacou o parlamentar. O FMI divulgou que prevê que a inflação venezuelana chegue a 10.000.000% (dez milhões por cento) em 2019, além de ter revisto a previsão de alta de preços deste ano de 1.000.000% (um milhão por cento) para 1.370.000% (um milhão, trezentos e setenta por cento).

Nicolás Maduro tenta conter a crise econômica com um pacote de medidas que instituiu uma nova moeda, o "bolívar soberano", que cortou cinco zeros dos antigos bolívares. Ele ainda tenta estimular a população a vender seus dólares e poupar em "Petros", uma criptomoeda que tem lastro no valor de minerais como ouro e diamante, ferro e alumínio (ANSA).

Produção de motocicletas cresceu 5,2% em setembro

Agência Brasil

A produção de motocicletas em setembro foi de 80.690 unidades, crescimento de 5,2% sobre o mesmo mês em 2017. O levantamento foi divulgado ontem (9) pela Abraciclo. No acumulado de janeiro até setembro, a alta na produção foi de 19,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com agosto, houve redução de 23,4% atribuído, em parte, ao menor número de dias úteis (quatro a menos).

As vendas no atacado tiveram alta de 20,9% em setembro sobre o mesmo mês em 2017. Na comparação com agosto, houve queda de 19,3%. O acumulado de nove meses teve avanço de 18% sobre o mesmo período de 2017. No varejo, as vendas totalizaram 74.067 unidades em setembro, alta de 11,9% sobre o mesmo mês em 2017. Na comparação com agosto, foi registrada queda de 16,7% e, no acumulado do ano, a comercialização cresceu 8,7% em relação a período similar no ano passado.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, avalia que o setor tem se beneficiado da expansão do crédito ao consumidor para as vendas no varejo. Fermanian citou a greve dos caminhoneiros e a crise da falta de combustíveis como fatores impulsionadores do mercado. Apesar desse cenário, nos últimos seis anos as empresas concessionárias perderam em capacidade. “Além das que fecharam, muitas estão com dificuldades de se recuperar”, disse.

As exportação caíram devido à crise da Argentina, país que responde por 72,4% do volume exportado pelo Brasil. Em setembro, foram enviadas 3.336 unidades ao exterior, redução de 70,2% sobre o mesmo mês em 2017. Em relação a Agosto, houve queda de 55,7%. A entidade manteve as projeções para o final do ano. A produção deve crescer 11%, as vendas no atacado devem aumentar 10,5% e o varejo está previsto para crescer 7,5%. A exportação, no entanto, sofrerão redução de 2,2%.

Região Sul é a campeã no uso de cartão

A região Sul é a única do Brasil onde o uso de cartão de crédito e de débito é mais frequente que o de dinheiro vivo. A constatação é da pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, divulgada pelo Banco Central. Entre os meios de pagamentos utilizados com maior frequência, 18,2% dos sulistas citam o cartão de crédito e 35,8%, o cartão de débito. Juntas, as duas modalidades somam 54% no Sul como mais utilizadas para efetuar pagamentos, enquanto 44,8% mencionam o dinheiro em espécie para essas negociações.

Como explica o coordenador do curso de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter, Daniel Cavagnari, uma das questões que influencia na escolha da forma de pagamento é a renda per capita. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os três da região Sul - estão entre os cinco estados com a maior renda média do país. “Outra questão acerca da renda é o acesso à disponibilidade de cartões para essa fatia da população”, explica Cavagnari.

Outro dado importante e que certamente contribui para o maior uso de cartões por parte dos sulistas é o hábito de consumo. Os três estados estão entre os que mais fazem compras on-line. As negociações pela internet têm como característica específica o uso de meios de pagamento eletrônicos e, raramente, são efetuadas via boleto. “Uma vantagem de pagamento com cartão é a segurança em não portar dinheiro em espécie, bem como a facilidade e conveniência, uma vez que não há volume de dinheiro ou necessidade de troco”, comenta o professor (Uninter).

 

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