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Para UE, acordo por Brexit levará 'algumas semanas'

As negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) terão um novo capítulo hoje (17), quando lideranças britânicas, além de representantes dos outros 27 países-membros do bloco se reúnem em Bruxelas para uma rodada de dois dias de negociações.

Para UE temproario

O Reino Unido teme a criação de fronteiras dentro de seu próprio território. Foto: Hannah McKay/Reuters

"Eu espero que a primeira-ministra apresente algo criativo o suficiente para resolver este impasse", disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. "Nós precisamos de 'novos fatos' para avançar nas conversas", acrescentou.

"Nós não chegamos lá ainda", disse Michel Barnier, o negociador-chefe da UE para a questão. "Permanecem muitas questões em aberto, portanto precisamos de mais tempo para chegar a esse acordo global". Barnier disse que um acordo não deve acontecer até novembro, após as negociações realizadas no último fim de semana junto ao Conselho Europeu, em Luxemburgo. "Nós vamos usar esse tempo calmamente, com intenções sérias, para chegar a um acordo final nas próximas semanas", afirmou Barnier.

Após uma reunião de gabinete que durou três horas ontem (16), a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que o governo precisa se manter "junto e firme". A possível fronteira física entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte segue sendo o principal entrave para o acordo. Membros do governo May disseram à imprensa britânica que a questão das Irlandas é um "problema significativo", já que o Reino Unido teme a criação de fronteiras dentro de seu próprio território.

As negociações são regidas por um princípio chamado "backstop", que garante que, se não houver acordo, a fronteira entre as Irlandas permaneça inalterada, ou seja, inexistente. Se isso acontecer, a Irlanda do Norte, que é território britânico, continuaria no mercado comum e na união alfandegária e ficaria submetida a regras diferentes do restante do Reino Unido (ANSA).

Varejo paulista voltou a criar empregos formais em agosto

Varejo temproario

Destaque para os supermercados que geraram 4.782 novas vagas. Foto: Divulgação

O comércio varejista no Estado de São Paulo voltou a abrir novos postos de trabalho em agosto, após três meses de baixas. No mês, foram criados 8.862 empregos formais, resultado de 75.979 admissões e 67.117 desligamentos. Foi o melhor saldo para agosto desde 2014. Com esse desempenho, o setor encerrou agosto com um estoque ativo de 2.064.167 de vínculos empregatícios, leve queda de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, 1.741 vagas foram eliminadas. Os dados compõem a pesquisa realizada mensalmente pela FecomercioSP com base nos dados do Caged, e a Rais. Em agosto, as nove atividades analisadas registraram crescimento do estoque de empregados, com destaque para supermercados, com geração de 4.782 novas vagas.

No comparativo anual, quatro das nove atividades analisadas apontaram crescimento do estoque de empregados em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para os segmentos de farmácias e perfumarias (1,9%) e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (1,8%). Por outro lado, os setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2,4%) e lojas de móveis e decoração (-1,4%) sofreram as maiores quedas na mesma base comparativa (AI/FecomercioSP).

Acordo para retomar Comperj

Agência Brasil

A Petrobras assinou ontem (16) acordo com a China National Petroleum Corporation, para conclusão das obras da refinaria do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e investimentos no cluster de Marlim, na Bacia de Campos. A parceria prevê o desenvolvimento de estudos de viabilidade técnica do estado atual do Comperj e avaliação econômica.

Segundo a Petrobras, depois avaliados custos e benefícios do negócio, a intenção é formar uma joint venture, que será responsável pela conclusão do projeto e operação da refinaria, com 80% de participação da Petrobras e 20% da CNPC.

Há previsão de criação de uma joint venture também no segmento de exploração e produção da refinaria, com 20% de participação da empresa chinesa no cluster de Marlim, que integra as concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste, na Bacia de Campos.

Setor de serviços cresceu 1,2% de julho para agosto

Agência Brasil

O volume do setor de serviços cresceu 1,2% de julho para agosto, após ter recuado 2% de junho para julho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem (16), no Rio de Janeiro, pelo IBGE. Pela pesquisa, o setor teve crescimento de 1,6% na comparação com agosto do ano passado, mas teve quedas de 0,5% no acumulado do ano e de 0,6% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do segmento cresceu 1,1% de julho para agosto, 4,8% na comparação com agosto do ano passado, 2,2% no acumulado do ano e 2,8% no acumulado de 12 meses. O crescimento de 1,2% no volume de serviços de julho para agosto foi puxado pelos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios, que tiveram alta de 3,2%.

Também foram registrados aumentos nos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2%) e de outros serviços (1%). O estudo registrou queda nos serviços de informação e comunicação (-0,6%) e nos prestados às famílias (-0,8%).

FGV: baixa probabilidade de aumento da atividade

São Paulo, 16 (AE) - O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil teve queda de 1,6% em setembro, alcançando 113,8 pontos, informam o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e The Conference Board (TCB).

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mensura as condições atuais da economia, cedeu 1,4% no nono mês do ano, invertendo a dinâmica de alta após três aumentos consecutivos. Conforme o economista Paulo Picchetti, do Ibre/FGV, a oscilação negativa do ICCE em setembro dá continuidade à tendência de volatilidade em torno da estagnação que vem caracterizando os últimos meses.

"Em um contexto onde o cenário político ainda contamina as expectativas econômicas, a queda acumulada em seis meses do Iace acentuou-se, sinalizando uma baixa probabilidade de aumento no ritmo da atividade econômica nos próximos meses", informou.

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