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Atacado paulista volta a gerar vagas com carteira assinada

O comércio atacadista do Estado de São Paulo voltou a gerar vagas com carteira assinada pelo segundo mês consecutivo.

Atacado temporario

O setor encerrou o mês com um estoque de 504.442 empregos formais. Arte: TUTU/Fecomercio

Em agosto, foram criados 1.692 postos de trabalho, resultado de 15.909 admissões contra 14.217 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque de 504.442 empregos formais, alta de 1,6% em relação ao mesmo período de 2017, maior patamar desde outubro de 2015 e a mesma alta apontada em julho de 2018.

No acumulado de 2018, o saldo ficou positivo em 6.292 vínculos celetistas. Na soma dos últimos 12 meses, 7.836 postos de trabalho formais foram abertos. Os dados são da pesquisa realizada mensalmente pela FecomercioSP, com base nos dados do Caged e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista. No acumulado dos últimos 12 meses, destaque para o comércio atacadista de produtos farmacêuticos e higiene pessoal com 2.152 vagas abertas, a maior taxa entre os dez segmentos analisados.

Em seguida, aparecem as atividades de papel, resíduos, sucatas e metais (2,9%); e de máquinas de uso comercial e industrial (2,8%), enquanto os segmentos de materiais de construção, madeira e ferramentas (-0,8%); e de vestuário, tecidos e calçados (-0,5%) são os únicos a registrar queda na mesma base comparativa. De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, os dados retratam o início do melhor período do ano, visto que o atacado se prepara também para o Natal, antecipando os movimentos do comércio varejista (AI/FecomercioSP).

Vagas temporárias podem crescer 3% até o Natal

Vagas temporario

Mauricio Stainoff, presidente da Federação. Foto: Divulgação

O fim do ano já chegou e a busca por vagas temporárias como uma oportunidade de recolocação ou como chance de ter uma primeira experiência no currículo, movimenta alguns setores da economia, especialmente, o varejo. Segundo pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado, cerca de 40% dos varejistas esperam ter um aumento de 3% no quadro de funcionários.
“O Natal representa 80% das contratações de fim de ano, seguidos por Black Friday e Dia das Crianças, que são datas próximas. É mais evidente a necessidade destas contratações por causa das festas, que são as datas mais importantes para o varejo com relação às vendas”, explica o presidente da entidade, Maurício Stainoff.

Outra pesquisa que aponta otimismo é da Assertem e da Caixa Econômica Federal, que mostram que até dezembro devem ser abertas 434,4 mil vagas temporárias no mercado. Os setores que mais devem contratar são comércio de vestuários, calçados e cosméticos (AI/FCDL).

Com início de chuvas, comitê não liga termelétricas

Agência Brasil

Com o início do período chuvoso, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) reafirmou a decisão de não despachar usinas termelétricas mais caras, fora da ordem de mérito de custo. A operação dessas usinas começou em setembro, permanecendo ligadas até a primeira semana de outubro, em razão do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

O comitê também decidiu que não há necessidade de continuar com reuniões semanais. "Caso haja alteração significativa das condições de suprimento até a próxima reunião ordinária do Comitê, prevista para 7 de novembro, poderá ser agendada reunião extraordinária", disse o CMSE.

Nos últimos sete dias choveu nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste com valores ligeiramente superiores à média histórica. “Nos próximos sete dias as precipitações deverão atingir as regiões Sudeste, Centro-Oeste e oeste do Nordeste. Essa situação caracteriza o início do período chuvoso", informou o CMSE em nota.

De acordo com o comitê, as bacias mais beneficiadas serão as dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco, Doce, Tocantins e, em menor medida, Xingu, Itaipu, Iguaçu e Madeira. O nível de armazenamento do subsistema Sudeste/Centro-Oeste está 3,0% acima da curva de referência para este subsistema.

Queda de preços da cebola é devido a produção elevada

A cebola continua sem pesar no bolso do consumidor. O produto apresentou a maior queda de preços dentre as hortaliças com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do país. Rio de Janeiro foi o estado com índice de queda mais expressivo, registrando baixa de cerca de 33%, seguido de São Paulo, Recife e Goiânia. Os dados estão no 10º Boletim Prohort, divulgado ontem (18), pela Conab, com os preços de frutas e hortaliças das Ceasas.

A tendência de preços baixo vem ocorrendo desde maio e se explica pela maior oferta no atacado. A grande produção está vindo sobretudo das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A quantidade de cebola no mercado não é impactada com a maior exportação do produto, principalmente para o Paraguai e a Argentina, que chega a 18 mil toneladas até setembro, um aumento de 274% comparado com o mesmo período de 2017.

Por outro lado, o mamão deve encarecer a compra. Somente a Ceagesp em São Paulo apresentou redução de preços superior a 10%, enquanto nos demais mercados atacadistas houve aumento, chegando a mais de 17% na Ceasa/MG e Ceasa/PE. A variante formosa foi a que mais contribuiu para valorização das cotações no mercado, em virtude da redução de oferta pelo efeito das chuvas que afetaram a produtividade nas principais regiões produtoras nos meses anteriores (GI/Conab).

Recuou a intenção de consumo das famílias

Agência Brasil

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,3% de setembro para outubro e chegou a 86,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na comparação com outubro do ano passado, no entanto, o indicador medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avançou 11,3%.

Quatro dos sete componentes pesquisados tiveram queda de setembro para outubro, com destaque para o momento ser adequado para a compra de bens duráveis (-3,3%) e para a perspectiva de consumo (-1,2%). Dos três componentes em alta, o destaque ficou com a renda atual (1%). Na comparação com outubro de 2017, todos os componentes tiveram alta, com destaque para o nível de consumo atual (24,4%) e para a perspectiva de consumo (15%).

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