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Brasil e Chile devem assinar acordo de livre comércio em novembro

O diretor do Departamento de Integração Econômica do Ministério das Relações Exteriores, ministro Michel Arslanian Neto, disse ontem (23) que o acordo de livre comércio entre Brasil e Chile, que poderá ser assinado no mês que vem, é o mais amplo em matéria não tarifária já negociado pelo país.

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Presidentes do Brasil e do Chile, Michel Temer e Sebastián Piñera. Foto: Cesar Itiberê/PR/ABr

Foram concluídas, em Santiago, as negociações para o documento. O tratado ainda precisa ser ratificado pelo parlamento dos dois países para entrar em vigor.

Segundo o diplomata, o acordo poderá servir de parâmetro para futuras negociações do Mercosul com o Canadá e com a Aliança do Pacífico, por exemplo. “Há expectativa de que se criem efeitos multiplicadores na região e para além”, completou. Ao todo, o novo acordo incluirá 17 temas de natureza não tarifária, como comércio de serviços; comércio eletrônico; telecomunicações; medidas sanitárias e fitossanitárias; obstáculos técnicos ao comércio; facilitação de comércio; propriedade intelectual; e micro, pequenas e médias empresas.

“A ideia é ter em um único instrumento todo o marco não tarifário que regula as relações do Brasil com o Chile”, disse Arslanian Neto. “Esse acordo se insere numa dinâmica bastante intensa de acordos comerciais na região, que teve uma aceleração nos últimos tempos”, disse. Ele destacou os aspectos inovadores do texto em que o Brasil assumirá, pela primeira vez, em um documento bilateral de comércio: compromissos em comércio eletrônico, boas práticas regulatórias, transparência em anticorrupção, gênero e meio ambiente, além de temas trabalhistas.

O Chile é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Em 2017, o intercâmbio comercial bilateral alcançou US$ 8,5 bilhões, incremento de 22% em relação ao ano anterior. O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América Latina e principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de US$ 31 bilhões. Arslanian informou que a América do Sul terá, em janeiro de 2019, uma virtual área de livre comércio em matéria tarifária, com praticamente a eliminação das tarifas de importação aplicadas ao comércio entre os países da região (ABr).

Prévia da inflação oficial é de 0,58% em outubro

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Alimentos, que registraram queda de preços de 0,41% em setembro, tiveram inflação de 0,44% em outubro. Foto: Tânia Rêgo/ABr

Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou alta de preços de 0,58% em outubro. A taxa é superior ao 0,09% de setembro e ao 0,34% de outubro de 2017. Os dados foram divulgados ontem (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado da prévia, o IPCA anota taxas de 3,83% no ano e de 4,53% em 12 meses, acima dos 4,28% acumulados em 12 meses até setembro. Os grupos que mais contribuíram para o aumento do IPCA-15 de setembro para outubro foram alimentação e transportes.

Os alimentos, que tinham registrado deflação (queda de preços) de 0,41% na prévia de setembro, passaram a ter uma inflação de 0,44% na prévia de outubro. O resultado foi influenciado pela alta nos preços de alimentos como tomate (16,76%), frutas (1,90%) e carnes (0,98%).

Já a inflação dos transportes subiu de 0,21% na prévia de setembro para 1,65% na prévia de outubro, por causa principalmente da gasolina, que teve o maior impacto individual do IPCA-15 com um aumento de preços de 4,57%.

Confiança do empresário da eletroeletrôniva volta a subir

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico atingiu 53,8 pontos, neste mês, registrando 2,1 pontos acima do resultado apontado em setembro (51,7 pontos). É o que mostram os dados da CNI, agregados pela Abinee. A melhora ocorreu tanto na área elétrica, que subiu de 50,9 para 51,2 pontos, como na área eletrônica, que aumentou de 52,5 para 56,7 pontos, comparados ao mês imediatamente anterior.

“O resultado positivo demonstra uma oscilação na confiança do empresário do nosso setor, uma vez que em setembro o resultado apresentou queda frente a agosto (54,1 pontos)”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Segundo ele, essa variação positiva foi observada em função da sazonalidade típica do segundo semestre.

Mesmo com as variações ocorridas nos últimos meses, o ICEI do setor permaneceu acima da linha dos 50 pontos pelo terceiro mês consecutivo. Porém, continua abaixo do registrado nos primeiros meses deste ano, que estava por volta de 60 pontos. O ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário industrial e abaixo de 50 pontos mostram falta de confiança (Abinee).

Inflação ficará em 5,7% nos próximos 12 meses

Agência Brasil

O consumidor brasileiro acredita que a taxa de inflação ficará em 5,7% nos próximos 12 meses. O dado é de pesquisa de outubro feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cujo resultado é calculado com base na seguinte pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”.

Em setembro, a expectativa dos consumidores era de uma taxa de 5,6%. Em outubro do ano passado, a taxa era de 6,4%. Segundo o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV, o resultado mostra que, apesar de uma elevação das expectativas do mercado para o próximo ano, o consumidor continua mantendo expectativa de inflação estável.

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