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Imposto de importação aumenta custos de produtos nacionais

Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contabiliza que a sociedade brasileira gasta R$ 130 bilhões a mais para usufruir serviços, consumir produtos industrializados ou primários por causa de barreira tarifária.

Imposto temproario

A indústria de transformação é a que mais se beneficia com a possibilidade de cobrança do Imposto de Importação. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O valor equivale à “assistência efetiva”, definida pelo Ipea como uma estimativa do valor líquido indiretamente recebido pelos produtores domésticos em função da proteção que as tarifas de importação proveem a esses produtores, permitindo que eles pratiquem preços mais elevados no mercado doméstico do que aqueles que prevaleceriam na ausência da tarifa.

“Esses R$ 130 bilhões não é o governo que está arrecadando. São os produtores que estão ganhando um valor adicional pelo fato de poderem cobrar mais caro pelos produtos que vendem aqui dentro porque o importado sairia mais caro por conta da tarifa”, explica Fernando Ribeiro, coordenador do estudo. A indústria de transformação é a que mais se beneficia com a possibilidade de cobrança de Imposto de Importação. Em 2015, a tributação para produtos industrializados ergueu uma barreira equivalente a R$ 150 bilhões, que garante uma reserva de mercado.

“Tem uma economia política em que muitos setores se organizam, fazem lobby, fazem pressão, para ao menos conseguir preservar o nível de proteção. Principalmente, quando eles percebem que não têm um nível de competitividade adequado ou precisam dessa proteção para conseguir se manter no mercado”, descreve Ribeiro. Os benefícios para alguns setores econômicos custeados pela sociedade ainda são maiores. O estudo não contabiliza subsídios diretos, barreiras não tarifárias e desonerações de outros impostos.

O Ipea calcula que a “assistência efetiva” é maior para subsetores de produção de automóveis, caminhões e ônibus; de vestuário e acessórios, de têxteis; de biocombustíveis; e de informática, produtos eletrônicos e ópticos. A análise assinala que os setores de serviços, construção civil e a indústria extrativista não se beneficiam de barreiras tarifárias. "O que está em jogo é o que a sociedade como um todo está pagando a mais para os produtores domésticos, que são esses R$ 130 bi, porque existe uma tarifa de importação que permite que eles vendam mais caro do que eles venderiam se não houvesse a tarifa", diz Ribeiro (ABr).

Mercado reduz previsão de déficit nas contas públicas

Mercado temproario

A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo de R$ 159 bilhões. Foto: Divulgação

Agência Brasil

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas, neste ano. A estimativa do déficit primário do Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central, passou de R$ 137,259 bilhões para R$ 131 bilhões, neste ano. A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo de R$ 159 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Para 2019, a estimativa das instituições financeiras é déficit de R$ 115,503 bilhões, contra R$ 117,772 bilhões previstos em outubro. A mudança na projeção para as contas públicas ocorreu porque as instituições preveem menos despesas (de R$ 1,362 trilhão para R$ 1,360 trilhão) e mais receitas líquidas (de R$ 1,223 trilhão para R$ 1,226 trilhão), neste ano. Para 2019, a previsão de receita líquida do Governo Central é R$ 1, 312 trilhão, ante valor de R$ 1,311 trilhão estimado no mês passado. No caso da despesa total, a projeção ficou em R$ 1,426 trilhão, ante a previsão de R$ 1,427 trilhão de outubro.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 76,80% do PIB, neste ano. A previsão anterior era 77% do PIB. Para 2019, a estimativa ficou em 78,50% do PIB, ante 78,65% previstos no mês passado.

Governo eleito estuda privatizar a BR Distribuidora

Agência Brasil

O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, negou na quarta-feira (14), na sua conta do Twitter, que defenda a privatização da Petrobras. Ele esclareceu que é favorável a privatizar a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

“Esclarecendo qualquer possível dúvida quanto ao publicado pela imprensa hoje: em videoconferência com investidores reunidos ontem (13) nos EUA informei que o futuro governo estuda a possibilidade de privatizar a BR Distribuidora. Considero a Petrobras empresa patrimônio do Brasil”.

A BR Distribuidora é uma sociedade anônima de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, subsidiária da Petrobras. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou anteriormente que pensa em privatizar algumas empresas e extinguir outras. Mas não mencionou áreas específicas que podem ser privatizadas.

Classic, Gol e Celta estão entre os seminovos mais vendidos

Os veículos Classic, Gol e Celta lideram o ranking dos automóveis seminovos mais procurados no comércio eletrônico este ano. Segundo levantamento da plataforma AutoAvaliar, utilizada atualmente em mais de 2,5 mil concessionárias de veículos e cerca de 30 mil revendedores multimarcas no Brasil, os três modelos tiveram a maior procura pelos lojistas brasileiros para alimentar o estoque e a oferta no varejo.

No ranking da AutoAvaliar com os dez mais procurados no comércio B2B, também aparecem na lista o Ford Ka, o Onix, e o Palio. O levantamento foi feito com base no volume de comercialização realizado na plataforma B2B da AutoAvaliar, onde as concessionárias anunciam seus veículos para repasse e os lojistas arrematam os modelos que lhe interessam, dentro de um sistema de pregão online.

De janeiro à setembro, as concessionárias repassaram, via no pregão online da AutoAvaliar, cerca de 81 mil veículos usados aos revendedores multimarcas no País. O levantamento mostra ainda que o custo médio com as transações de seminovos e usados também cresceu de um período para outro. De janeiro a setembro de 2018, a média foi de R$ 28,7 mil por automóvel, ante os R$ 26 mil verificados no exercício anterior.

Segundo JR Caporal, CEO da AutoAvaliar, o mercado de repasse de veículos pela internet é atualmente um dos mais promissores dentro do setor automobilístico. “O uso de uma plataforma B2B para comércio de veículos traz mais agilidade e garante sobretudo maior transparência no repasse de automóveis feito entre concessionárias e lojistas” (www.autoavaliar.com.br).

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