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Mercado reduz estimativa de inflação para 2018

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela terceira vez seguida.

Mercado temproario

As instituições financeiras mantiveram o crescimento do PIB em 1,36% em 2018. Foto: Newtrade/Reprodução

De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada ontem (12), em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,23%. Na semana passada, a projeção estava em 4,40%. Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,22% para 4,21%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,97% para 3,95%.

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Segundo o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.
A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento do PIB em 1,36% em 2018, e em 2,50% nos próximos três anos. A expectativa para a cotação do dólar segue em R$ 3,70 no fim deste ano, e passou de R$ 3,80 para R$ 3,76 no término de 2019 (ABr).

Vendas nos supermercados desaceleram e caem

Vendas temproario

O cenário é de retomada mais lenta da economia. Foto: Germano Lüders/Exame

O faturamento real dos supermercados no estado de São Paulo (deflacionado), no conceito de mesmas lojas – que considera as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses – apresentou queda de 1,08% em setembro, comparado ao mesmo mês de 2017. Este resultado fez o acumulado do ano chegar a 2,35% de crescimento em relação ao ano passado.

“A tendência de queda no acumulado deve-se em parte à quebra das expectativas positivas que havia no começo do ano, com os problemas políticos do governo atual, e pela volta do emprego formal muito mais lenta que o esperado”, explicou o economista da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), Thiago Berka.

Porém, a performance do setor não pode ser considerada tão ruim, segundo Berka, mesmo com o resultado de queda nas vendas. “O cenário é de retomada mais lenta da economia, quando se compara 2018 contra 2017. Além disso, os efeitos do calendário de liberação do FGTS também contam bastante, quando R$ 43,6 bilhões foram injetados na economia no ano passado”, analisou.

A Apas projeta que o último trimestre do ano deve demonstrar uma recuperação maior para o setor. Além de ser uma época tradicional de vendas – Natal, Réveillon e Black Friday –, há também a definição da questão política, que favorece ao consumidor fazer planos para o futuro (AI/Apas).

Turismo libera verba para Autódromo e Fábrica do Samba

O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, assinou assinou no domingo (11), em São Paulo, a autorização de pagamento de R$43 milhões para a finalização das obras do autódromo de Interlagos. O repasse vai encerrar as obrigações da Pasta referentes ao contrato de R$ 160 milhões assinado com a prefeitura de São Paulo. As obras viabilizadas pelo MTur fazem parte do compromisso assumido pela prefeitura com a organização da Fórmula 1 como contrapartida para manutenção do GP Brasil até 2020 em Interlagos.

Na mesma solenidade, o ministro e o prefeito Bruno Covas assinaram termo de compromisso para a contratação de R$ 40 milhões para a 2ª etapa da Fábrica do Samba, complexo com mais de 77 mil m² de área construída que vai renovar a organização e execução do Carnaval paulistano. Outros R$ 40 milhões do MTur já haviam sido investidos na 1ª etapa das obras, já finalizadas. O local será usado por todas as agremiações da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (AI/MTur).

 

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