Governo extingue 60 mil cargos vagos ou que dependeriam de concurso

O decreto do presidente Temer sobre os cargos extintos foi publicado ontem (10), no DOU.

O governo federal formalizou a extinção de 60,9 mil cargos da administração pública que já estão vagos ou que dependeriam de novos concursos públicos

O decreto do presidente Temer com detalhes sobre os cargos que serão extintos, referentes a diversos órgãos, foi publicado ontem (10) no Diário Oficial da União e deve passar a valer até março.
A maioria da redução das despesas com pessoal está relacionada à extinção de cargos atualmente vagos. É o caso de agentes administrativos de ministérios, odontólogos, auxiliares de enfermagem e agentes de saúde pública da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), na qual deixarão de existir 5 mil cargos. Funções que hoje não são mais exercidas também estão na lista, como datilógrafos, agente de microfilmagem, perfurador digital, que são quadros da Imprensa Nacional.
A medida foi anunciada em agosto do ano passado. Na ocasião, o ministério do Planejamento afirmou que, como os postos já estão desocupados, a extinção não geraria impacto econômico de imediato, mas evitaria o aumento de gastos no futuro. Outros cargos que devem ficar vagos no futuro também estão incluídos no decreto.
Outra mudança, que entra em vigor automaticamente é a proibição de novos concursos públicos ou a ampliação do número de vagas adicionais em relação ao que foi previsto inicialmente nos editais. Trata-se de planos de carreira para discotecário, guarda florestal, fotogravador, seringueiro, técnico em refrigeração, economista doméstico e revisor de textos, dentre vários outros (ABr).

Inflação para terceira idade fecha 2017 em 3,8%

A taxa é berm inferior aos 6,07% acumulados em 2016.

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, fechou 2017 em 3,80%. A taxa é inferior aos 6,07% acumulados em 2016. O dado foi divulgado ontem (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Apesar da queda de um ano para outro, o IPC-3i fechou 2017 com a taxa acima do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de idade e que ficou em 3,23% no período. Considerando-se apenas o quatro trimestre de 2017, o indicador acumulou alta de preços de 1,18%, taxa superior ao 0,68% do terceiro trimestre do ano. O comportamento foi seguido por três das oito classes de despesas que compõem o índice,
Os alimentos passaram de uma deflação (queda de preços) de 2,19% no terceiro trimestre para uma inflação de 0,45%, principalmente por causa das hortaliças e legumes, que passaram de uma deflação de 16,26% para uma inflação de 7,60%.
Outras classes de despesas que contribuíram para a alta do IPC-3i no período foram saúde e cuidados pessoais (de 1,21% para 1,47%) e habitação (de 1,08% para 1,21%).
Cinco grupos tiveram queda na taxa do terceiro para o quarto trimestre de 2017: transportes (de 3,14% para 2,51%), vestuário (de 0,62% para -0,07%), educação, leitura e recreação (de 1,42% para 1,11%), comunicação (de 0,40% para 0,20%) e despesas diversas (de 0,74% para 0,65%) (ABr).

Pedidos de recuperação judicial diminuíram em 2017

De acordo com Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, em 2017 foram requeridos 1.420 pedidos de recuperações judiciais, número 23,8% menor do que o apresentado em 2016, quando o resultado (1.863) foi o maior para o acumulado do ano desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências (junho/2005).
Segundo os economistas da Serasa Experian, depois de ter atingido recorde histórico em 2016, refletindo o auge do processo recessivo iniciado em 2014, os pedidos de recuperação judicial recuaram em 2017 influenciados tanto pela retomada do crescimento econômico quanto da pela redução contínua das taxas de juros. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de 2017, com 860 pedidos, seguidas pelas médias (357) e pelas grandes empresas (203). Na comparação entre dezembro/2017 e dezembro/2016, houve queda de 18,6%, de 118 para 145.
Em 2017 foram realizados 1.708 pedidos de falência em todo o país, queda de 7,8% em relação aos 1852 requerimentos efetuados em 2016, quando foi registrado o maior número dos últimos quatro anos (1.852 em 2016; 1.783 em 2015; 1.661 em 2014 e 1.758 em 2013). Dos 1.783 requerimentos de falência efetuados em 2017, 910 foram de micro e pequenas empresas, 392 de médias e 406 de grandes (Serasa Experian).

Venezuela quita dívida com Brasil e evita calote

A Venezuela quitou uma parcela no valor de US$ 262 milhões, que havia vencido em setembro, com o Brasil e evitou um calote, informou ontem (10) o jornal “Folha de S. Paulo”. De acordo com a publicação, o pagamento foi realizado na segunda-feira (8) por “meio da transferência de valores que a Venezuela tem como cotista” do FMI. No entanto, a parcela de US$ 270 milhões que vence neste mês não entrou no acerto.
O pagamento refere-se aos créditos relativos às exportações cobertas pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que é uma empresa pública, do território nacional para os vizinhos venezuelanos. Caso não tivesse sido quitado em até 120 dias, ou seja, agora em janeiro, era o Brasil quem deveria pagar o financiamento realizados pelos bancos, neste caso, Banco da China, BNDES e Credit Suisse.
Não apenas o Brasil tem dinheiro a receber do governo de Nicolás Maduro, sendo que China, Rússia e até Moçambique já são afetados pelos atrasos nos pagamentos. Por conta da situação, diversas agências de classificação de risco já declararam que Caracas está em “default seletivo”, ou seja, paga um credor de cada vez - atrasando as parcelas dos outros (ANSA).

 
 

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