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Banco do Brics deve ampliar atuação no Brasil

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado no âmbito do Brics (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), foi tema da reunião ontem (6), em Xangai,entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e o presidente do NDB, Kundapur Vaman Kamath

Banco temproario

Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes. Foto: Jefferson Rudy/Ag.Senado

Eles falaram sobre avanços institucionais do banco e os esforços para ampliar a sua atuação no Brasil.
Atualmente, o banco financia no país mais de US$ 600 milhões em projetos nas áreas de infraestrutura, transportes e saneamento básico. O ministro elogiou o progresso nos trabalhos do banco desde sua última visita a Xangai, ocorrida em maio. Nesse período, foi assinado acordo para a instalação do escritório regional da instituição para as Américas, em São Paulo. A previsão é de que a inauguração ocorra em maio de 2019.
O presidente da instituição falou também sobre os estudos para a futura adesão de novos membros e reforçou-se a prospecção de projetos a serem financiados no Brasil. “A representação do NDB facilitará o acesso de empresas e instituições públicas ao banco e dinamizará os trabalhos de prospecção e elaboração de projetos”. Kamath falou ainda que, em pouco tempo, deverão ser definidos os critérios para expansão do número de membros no banco, para que o NDB se torne uma instituição financeira de âmbito global.
Kamath disse ainda que a instituição vem trabalhando para a contratação de profissionais brasileiros, de maneira que “os Estados-membros tenham uma representação equitativa nos quadros da instituição. Ao término do encontro, o ministro Aloysio Nunes destacou que o NDB é uma das principais realizações já alcancadas no âmbito do Brics (ABr).

Atividade do comércio avançou 1,5% em outubro

Atividade temproario

O destaque foi o segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática que cresceu 2,1% no mês. Foto: Alexandre Battibugli/Veja

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país cresceu 1,5% em outubro. Quando comparado com outubro/17 houve alta de 7,9%. Com estes resultados, no acumulado do ano de 2018 até outubro, a atividade varejista cresceu 6,8% frente ao mesmo período de 2017. Segundo os economistas da Serasa Experian, a melhora foi proporcionada pelo fim das incertezas do período eleitoral e o Dia das Crianças, que ajudaram a impulsionar a atividade varejista.
O destaque foi o segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática que cresceu 2,1% no mês. O movimento dos consumidores nas lojas de veículos, motos e peças avançou 0,7%, seguido de perto pela alta de 0,6% do segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas. O segmento de material de construção também cresceu no mês passado: 0,3%. Por outro lado, dois segmentos varejistas registraram recuos em outubro: combustíveis e lubrificantes (-1,3%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,4%).
No acumulado do ano até outubro, o segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática cresceu 12,9% e o segmento de veículos, motos e peças 7,4%. Todos os demais segmentos varejistas ainda registram quedas: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,5%); combustíveis e lubrificantes (-1,6%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-2,6%); material de construção (-5,4%) - (Serasa Experian).

Restituição do IR, na sexta-feira

A Receita Federal abre nesta sexta-feira (9), a partir das 9h, consulta ao sexto lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física da declaração de 2018. O Fisco também abrirá consulta a lotes residuais das declarações de 2008 a 2017. Ao todo, a Receita pagará R$ 1,9 bilhão a 1.142.680 contribuintes. Desse total, 991.153 declarações são do Imposto de Renda deste ano, cujo pagamento totalizará R$ 1,676 bilhão.
As restituições terão correção de 4,16%, relativa às declarações de 2018, a 106,28%, para as declarações de 2008. Os índices equivalem à taxa Selic – juros básicos da economia – acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês. A relação dos contribuintes estará disponível na página da Receita Federal na internet.
A consulta também pode ser feita pelo telefone 146 ou nos aplicativos da Receita Federal para tablets e smartphones. O pagamento será feito no próximo dia 16. Caso o valor não seja creditado nas contas informadas na declaração, o contribuinte deverá receber o dinheiro em qualquer agência do Banco do Brasil (ABr).

Em março, varejo nacional registrará alta de 3,5%

O volume de vendas do varejo brasileiro deve apresentar alta de 3,5% em março de 2019, no período acumulado em 12 meses, segundo projeção da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Já a estimativa para o desempenho do setor no ano de 2018 é de crescimento de 3,1%, frente ao ano passado.
Segundo Alencar Burti, presidente da ACSP, a recuperação do comércio varejista ? assim como da atividade econômica em geral ? segue lenta em 2018, mais fraca do que se esperava. “Pesaram negativamente os juros ainda elevados, o desemprego alto e as indefinições político-eleitorais, que mantiveram baixas as confianças dos empresários e consumidores”.
Para ele, “dissipadas as incertezas, a confiança empresarial tende a aumentar, o que aquece o mercado de trabalho, puxa os salários, melhora a confiança do consumidor e, consequentemente, as vendas; por isso estimamos um crescimento mais vigoroso no primeiro trimestre de 2019”, diz Burti. Ele acrescenta que no início do ano que vem o cenário econômico deve melhorar, o que costuma acontecer nos 100 primeiros dias dos governos (AI/ACSP).

Previdência: se não for aprovada em 2018, 'faremos' em 2019

Brasília - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu novamente ontem (6), a aprovação da reforma da Previdência proposta pelo atual governo, mas reforçou que, se o Congresso não votar o texto, o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro apresentará uma nova proposta em 2019.
“A ideia da reforma da Previdência continua nos atraindo. Mas uma coisa é o diagnóstico de que ela precisa ser feita e outra é a situação política. Seria excelente aprovar a reforma da Previdência ainda este ano”, afirmou Guedes, ao chegar ao Ministério da Fazenda para reunião com o ministro Eduardo Guardia. Ele foi claro ao dizer que o governo Bolsonaro só apoiará a reforma do governo Temer se ela tiver condições reais de ser aprovada.
Segundo Guedes, Bolsonaro não irá arcar com o ônus de uma possível derrota com o atual Congresso. Questionado sobre a estratégia para a aprovação do texto ainda em 2018, o futuro ministro jogou a responsabilidade para o Parlamento. “Na minha cabeça hoje tem Previdência, Previdência e Previdência. Classe política, nos ajude a aprovar a reforma. A bola está com o Congresso: prensa neles!”, enfatizou (AE).

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