FMI: economias emergentes devem estar atentas à China

Diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que as economias emergentes devem estar atentas à situação na China, que anunciou queda na produção industrial pelo sexto mês consecutivo

Ela advertiu que o crescimento mundial este ano deverá ficar abaixo do previsto. Em discurso na Universidade de Jacarta, declarou que o crescimento mundial será provavelmente mais fraco do que o previsto, menos de dois meses depois de o FMI ter revisto para baixo as previsões para 2015, que ficaram em 3,3%.
Segundo a diretora, os mercados emergentes, entre eles a Indonésia e o Brasil, foram particularmente atingidos pela desaceleração da China, segunda economia mundial. Uma queda na procura chinesa de matérias-primas, ou seja, de exportações de que dependem muitas economias emergentes, teve consequências para esses países, dificuldades que foram agravadas com a recente desvalorização do yuan, a moeda chinesa. O FMI espera que a Ásia estimule o crescimento mundial, mas o ritmo é menor que o previsto e ainda pode cair, afirmou Lagarde, insistindo na necessidade de “uma resistência maior”.
A queda do crescimento chinês já era esperada e não foi brusca, acrescentou a dirigente do FMI, lembrando que a transição do país para uma economia maior de mercado era “complexa e pode ter sido um pouco caótica”. Para Lagarde, outras economias emergentes, incluindo a Indonésia, devem estar atentas para enfrentar um possível impacto da desaceleração da China e um endurecimento das condições financeiras mundiais” (ABr).

Confiança do empresário do comércio cai 4,7%

O índice atingiu o patamar mais baixo desde março de 2011.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 4,7% na passagem de julho para agosto deste ano. Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador, já que na passagem de junho para julho, já havia registrado recuo de 1,7%. Em agosto, o índice atingiu o patamar mais baixo desde março de 2011. Na comparação com agosto de 2014, a queda foi 24,6%.
A queda de 4,7% na passagem de julho para agosto deste ano foi provocada por recuos em oito dos nove componentes do índice, com destaque para a expectativa do empresário em relação à economia (-7,8%), a intenção de contratação de funcionários (-6,8%) e a avaliação em relação à condição atual da empresa (-6,2%). Apenas a avaliação sobre a situação dos estoques teve uma leve alta (0,1%).
Na comparação com agosto de 2014, houve quedas nos nove componentes, com destaque para as avaliações das situações atuais da economia (-64,1%), do setor (-44,9%) e da empresa (-34,1%). Outros componentes com grande recuo foram as intenções de investimentos na empresa (-30,5%) e de contratação de funcionários (-29,7%) (ABr).

IPC-S acumula alta de 9,73% da inflação nos últimos 12 meses

O IPC-S encerrou o mês de agosto com variação de 0,22% na última semana, o que significa uma alta menor em relação à terceira prévia do mês (0,27%). No acumulado desde janeiro, o índice registra percentual de 7,22% e, nos últimos 12 meses, 9,73%. Os dados são da pesquisa do Ibre da FGV. Dos oito grupos pesquisados, dois apresentaram recuo: alimentação (0,06% para -0,11%) e habitação (0,50% para 0,36%). No grupo alimentação, a queda foi puxada pelas hortaliças e legumes, que tiveram baixa de 7,29% para 10,28%.
Os preços aumentaram nos grupos transportes (0,13% para 0,18%); educação, leitura e recreação (0,45% para 0,48%); vestuário (-0,30% para -0,10%); comunicação (0,21% para 0,36%) e despesas diversas (0,09% para 0,12%). No grupo saúde e cuidados pessoais, a taxa ficou estável em 0,64%. Os itens que mais subiram no período foram: refeições em bares e restaurantes (0,77%), plano e seguro de saúde (de 0,99%), taxa de água e esgoto residencial (1,76%); aluguel residencial (0,42%) e condomínio residencial (0,71%).
Entre os itens que mais colaboraram para reduzir o ritmo de alta da inflação foram: batata-inglesa (-20,28%), tomate (-17,06%), cebola (-9,7%), tarifa de eletricidade residencial (-0,59%) e banana-prata (-7,29%). O levantamento coletou preços em sete capitais: São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília (ABr).

Faturamento da indústria cai 0,2% em julho

O faturamento da indústria caiu 0,2% em julho, em relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados ontem (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda no mês passado foi menos intensa que a registrada em junho (-2,5%). Na comparação com julho de 2014, a queda do faturamento ficou em 6,7%.
Os dados da CNI revelam ainda que a indústria continua a reduzir postos de trabalho: o emprego no setor teve queda de 0,8% em julho, na comparação com junho. Com essa redução, a massa salarial real – que é a soma da remuneração paga ao total de empregados – e o rendimento médio real também caíram 2,5% e 1,6%, respectivamente, entre junho e julho.
Segundo o economista da CNI, Flávio Castelo Branco, a queda no emprego é significativa. Ele citou a comparação dos dados de julho com o mesmo mês de 2014, que registrou queda de 6,3%. E que o rendimento de quem se mantém no trabalho teve reposição da inflação, nas negociações salariais, o que impede uma queda maior na renda. Ele acrescentou que seria preciso um aumento da produtividade para reduzir essa pressão nos custos.
As horas trabalhadas na produção caíram 2,3% e a indústria operou, em média, com 78,6% da capacidade instalada em julho – queda de 0,9 ponto percentual em relação a junho. “Esse é o maior grau de ociosidade que temos em mais de 10 nos”, acrescentou (ABr).

 
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