Aumento do desemprego e inflação preocupam Dilma

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a primeira ministra alemã, Angela Merkel, durante encontro no Palácio do Planalto, em Brasília.

A presidente Dilma Rousseff admitiu ontem (20), em entrevista no Itamaraty, que o aumento do desemprego e a inflação a preocupam “todo santo dia”

A declaração foi dada no dia que o IBGE informou que taxa de desemprego no País chegou a 7,5% em julho, a maior para o mês em seis anos.
“Tem duas coisas que me preocupam todo santo dia. Uma é a elevação do desemprego, porque eu sei que isso provoca sofrimento nas famílias desse País. Tudo o que eu faço é para impedir que isso aumente”, disse. “A segunda questão é a inflação, porque corrói o bolso das pessoas. Eu tenho certeza que vai melhorar”, completou Dilma, após almoço com a chanceler alemã Angela Merkel.
Dilma evitou comentar sobre possíveis aumentos de impostos para compor o caixa do governo, bem como não falou se haverá a antecipação do 13º salário dos aposentados. “Eu não vou me manifestar sobre isso, vou me manifestar absolutamente e oficialmente quando a gente tomar uma posição”, disse sobre o pagamento aos aposentados. “É uma questão que no seu tempo oportuno ficará bem clara”, emendou ao ser questionada sobre aumento de impostos.
A presidente brincou e reafirmou que convidou Merkel para vir aos Jogos Olímpicos em 2016, garantiu que a competição vai ser um sucesso e admitiu ter conversado com a chanceler alemã sobre os 7 a 1 sofridos pelo Brasil para a Alemanha na Copa 2014. “Ontem no jantar eu falei: é fato, perdemos de 7 a 1, mas estamos nos preparando para que, em algum momento no futuro, essa seja uma situação que se transformará”, concluiu (AE).

Porcentual de cheques devolvidos aumentou em julho

porcentual temporario

São Paulo - O porcentual de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos ficou em 2,24% do total movimentado em julho, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. Em junho o porcentual estava em 1,98% e em julho de 2014 estava em 2,15%. Na passagem de junho para julho, o número absoluto de cheques devolvidos aumentou 5,5% , para 1,296 milhão, enquanto o de cheques movimentados recuou 6,6%, para 57,914 milhões.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o porcentual de cheques devolvidos sobre o total de movimentados subiu para 2,16%, ante 2,05% do mesmo período do ano passado. Segundo a Boa Vista SCPC, no período de janeiro a julho de 2015, a quantidade de cheques devolvidos recuou 5,5%, enquanto a de cheques movimentados caiu 10,0%. Na mesma base de comparação, a devolução de cheques recuou 7,6% entre as pessoas físicas e 0,1% entre as pessoas jurídicas (AE).

Pessimismo da indústria de MG está maior

Belo Horizonte - O pessimismo do empresário industrial mineiro se manteve em agosto. Conforme a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o índice de confiança (ICEI-MG) ficou em 33,7 pontos ante 34,3 pontos de julho, bem abaixo da linha divisória dos 50,0 pontos. “Comparativamente a agosto de 2014, o ICEI está 8,8 pontos menor, indicando que a falta de confiança dos empresários está mais intensa do que no período pré-eleição”, explicou a instituição, em nota. O pessimismo do empresário industrial mineiro é maior do que o executivo nacional.
Na análise por porte de empresa, as de pequeno porte são as mais pessimistas, com 31,6 pontos, enquanto o indicador das médias e grandes empresas registrou 34,5 e 34,4 pontos, respectivamente. A insatisfação é mais intensa com as condições de negócios da economia brasileira (14,8 pontos), seguidas das estaduais (16,5 pontos) e das condições na própria empresa (28,8 pontos).
As expectativas permanecem pessimistas, com indicador de 38,5 pontos, e estão disseminadas em todos os segmentos pesquisados: economia brasileira (27,4 pontos), economia do Estado (28,0 pontos) e economia da própria empresa (43,4 pontos). “Diante desse cenário, não há perspectiva de retomada da confiança”, frisou a Fiemg (AE).

 
 

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