Confiança Empresarial recua depois da greve dos caminhoneiros

Aumento do desânimo se deve aos desdobramentos econômicos e políticos da greve dos caminhoneiros.Os desdobramentos econômicos e políticos da greve dos caminhoneiros no final do mês de maio levaram ao recuo do Índice de Confiança Empresarial (ICE) em 1,9 ponto em junho, para 90,5 pontos

Na média do segundo trimestre de 2018, o indicador também fechou em queda de 1,9 ponto em relação ao trimestre anterior.
O Índicefoi divulgado ontem (2), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), e consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pela entidade: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. A avaliação da FGV é de que a queda do ICE em junho decorreu da piora “tanto da percepção dos empresários sobre o momento presente quanto das perspectivas de curto prazo”.
Para o Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., o recuo da confiança empresarial em junho “aprofunda uma tendência esboçada nos dois meses anteriores”. Segundo o economista, parte do aumento do desânimo neste mês está relacionada aos desdobramentos econômicos e políticos da greve dos caminhoneiros do final de maio. “Á este efeito, aparentemente temporário, somaram-se outros fatores que vinham provocando quedas da confiança: insatisfação com o ritmo lento de retomada da economia, falta de confiança na política econômica e aumento da incerteza política e eleitoral”, explicou.
Os dados indicam que, em junho, os índices de confiança caíram em todos os setores, com destaque para a Comércio e a Construção, com quedas de 3,0 e 3,1 pontos, respectivamente. Os setores que mais contribuíram negativamente foram comércio, que respondeu por uma retração de 32% no índice agregado, e Serviços, com queda no índice agregado de 42%.
O estudo constatou ainda que em junho houve alta da confiança em apenas 27% dos 49 segmentos que integram o Índice de Confiança Empresarial. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta, também diminuiu em relação ao mês anterior, para 36% do total. Os dados têm por base coleta de informações de 5.549 empresas entre 4 e 26 de junho (ABr).

Inflação pelo IPC-S acumula alta de 3%

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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 1,19% na última semana do mês de junho, registrando alta de 0,2 ponto percentual em relação à semana imediatamente anterior. Com a alta da última semana do mês, o IPC-S fechou os primeiros seis meses do ano com variação acumulada de 3%.
Os dados foram divulgados ontem (2), pelo Ibre/FGV, e indicam que o IPC-S acumulado nos últimos 12 meses é de 4,43%. A alta da última semana de junho reflete variações positivas de preços em quatro das oito classes de despesas, com destaque para o grupo habitação, cuja taxa passou de 1,51% para 1,93% – alta de 0,4 ponto percentual em relação à terceira semana do mês.
A alta do grupo habitação teve forte influência do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 7,16% para 8,83% – variação de 1,67 ponto percentual em relação à terceira semana do mês.
Também registraram alta os grupos educação, leitura e recreação, cuja taxa passou de -0,07% para 0,28%; Comunicação (de 0,22% para 0,32%); e Despesas Diversas (0,10% para 0,15%).
Entre os quatro grupos que registram queda de preços, o destaque para alimentação, que variou de 1,80% para 1,59%, queda de 0,21 ponto percentual em relação à semana imediatamente anterior. Transportes passou de 1,45% para 1,25%; Vestuário (de 0,73% para 0,20%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,49% para 0,40%) (ABr).

Países do EFTA negociam livre-comércio com Mercosul

A quarta rodada de negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre-comércio (EFTA) começou ontem hoje (2), em Genebra, e deve terminar na sexta-feira (6), segundo confirmaram fontes brasileiras. Em junho de 2017, os quatro países que formam a EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) e os do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) iniciaram a primeira rodada de negociações para alcançar um acordo de livre-comércio entre os dois organismos.
Desde então houve três rodadas, a última em abril na cidade de Buenos Aires. Nesse encontro, foram tratados desde temas de denominação de origem até barreiras ao comércio, problemas de saúde e fitossanitários, investimentos e propriedade intelectual, entre outros. Os países do EFTA já têm um convênio de livre-comércio com Costa Rica, Panamá, Guatemala, México, Chile, Colômbia, Equador e Peru (ABr/EFE).

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