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Livro resgata ideias econômicas de Roberto Simonsen

O pensamento do empresário, historiador e economista Roberto Simonsen (1889-1948) sobre a economia brasileira é resgatado em pesquisa da Faculdade de Filosofia da USP, que será lançada em livro no próximo dia 26

Wikimedia Commons

Simonense defendia que setor público planejasse e incentivasse a industrialização.

Júlio Bernardes/Agência USP de Notícias

Defensor do planejamento e incentivo à industrialização pelo Estado, Simonsen envolveu-se em uma controvérsia dentro do governo de Getúlio Vargas (1930-1945) com o economista Eugênio Gudin, partidário do livre mercado e do apoio à agricultura. A discussão levantada por Simonsen a respeito das alternativas para o desenvolvimento econômico do Brasil, abordada no estudo, permanece até os dias de hoje. A dissertação de mestrado do professor Luiz Felipe Bruzzi Curi, hoje doutorando, foi orientado pelo professor Alexandre Saes.

Simonsen atuou no comércio de exportação e importação no porto de Santos e também no setor da construção. “Sua empresa realizou obras como o prédio da Bolsa Oficial do Café, em Santos, e a construção de quartéis para o Exército”, diz Bruzzi. Em 1928, credencia-se como líder da classe industrial ao participar da fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). “O Ciesp surge de uma dissidência da Associação Comercial de São Paulo, motivada por divergências políticas e econômicas, como na questão do câmbio. Simonsen também teria atuação política, como deputado constituinte em 1934 e senador, entre 1947 e 1948”.

Empresário, historiador e economista Roberto Simonsen (1889-1948).As ideias econômicas de Simonsen se desenvolvem entre as décadas de 1920 e 1940, período em que a industrialização no Brasil ganha força e intensidade. “Avanços nas indústrias de transformação, como a têxtil e a metalúrgica, levaram gradativamente a uma defesa radical da industrialização para aumentar a diversidade produtiva e reduzir a dependência das receitas da produção de café”, observa o pesquisador. “Simonsen integra um movimento de tomada de consciência entre os industriais, que leva a produção de um pensamento econômico que sustentasse no plano teórico a defesa do desenvolvimento industrial”.

Livro narra controvérsia acontecida dentro do governo de Getúlio Vargas.

Em 1937, Simonsen lança o livro “História Econômica do Brasil”. Também atuou como professor na Escola Livre de Sociologia e Política, em São Paulo. De acordo com Bruzzi, o pensamento econômico de Simonsen se estruturava em dois eixos. “O primeiro deles era o protecionismo, a ideia de que para se industrializar o Brasil era preciso proteger a indústria nascente por meio de tarifas alfandegárias sobre produtos importados, ou seja, da proteção aduaneira”, diz. “O segundo era a crença de que o livre mercado não iria possibilitar o desenvolvimento industrial do País. Dessa forma, era necessário que o setor público planejasse e incentivasse a industrialização”.

No final da década de 1930, Simonsen começou a atuar na burocracia federal do governo de Getúlio Vargas por meio da participação no Conselho Federal de Comércio Exterior, primeiro, e depois no Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial. “Dentro desse órgão, ele formulou uma proposta para a organização da política industrial do Brasil”, relata o pesquisador. “A proposta de criação da Junta Central de Planificação Econômica é feita em um parecer de 1944, que seria analisado pelo economista Eugênio Gudin, integrante de outro órgão do governo, a Comissão de Planejamento Econômico”.

Gudin formula uma opinião contrária ao parecer. “O economista entendia que o Estado, ao invés de criar uma junta de planificação, deveria fomentar o setor agrícola, que considerava o mais produtivo da economia brasileira”, afirma Bruzzi. Planejar a industrialização, sob esse ponto de vista seria equivocado. “Gudin fazia parte de uma escola de pensamento econômico ligada à ideia de que o livre mercado aloca melhor os recursos da economia, permitindo que os setores produtivos possam se desenvolver”. A resposta de Gudin geraria uma réplica de Simonsen, insistindo na criação de um órgão central de planejamento industrial, que é rebatida pelo economista, adepto do livre mercado.

O episódio ficaria conhecido como “controvérsia do planejamento”. “O pedido não seria atendido, dentro da lógica varguista de negociar para resolver pendências ideológicas e políticas dentro do governo federal”, observa o pesquisador. “Mas as ideias de Simonsen repercutiriam ao longo da história, como no caso das propostas para incentivar a industrialização no Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1961. Houve momentos em que se caminhou na direção contrária, por exemplo, com as políticas liberais da década de 1990. Hoje, o debate continua, pois não há consenso entre os economistas sobre o modelo de desenvolvimento a ser seguido pelo Brasil”.

A pesquisa deu origem ao livro “Entre a história e a economia: o pensamento econômico de Roberto Simonsen”, publicado pela editora Alameda. O estudo e a publicação do livro tiveram apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Site ajuda a cotar preços de materiais de construção

siote temproarioAlunos do curso de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP lançaram startup voltada ao mercado de construção. Com foco no segmento de materiais de acabamento, a startup Siote desenvolveu um facilitador de orçamento que possibilita ao consumidor cotar, gratuitamente, diversos produtos em mais de 30 lojas de Ribeirão Preto.

De acordo com seu sócio-fundador, Thiago Farina, a ideia de criar um facilitador de orçamento de materiais de acabamento surgiu quando os pais dele fizeram uma obra e tiveram muita dificuldade para encontrar produtos nas melhores condições. “Fiquei com a sensação de que poderíamos solucionar esse problema”, afirma.

Farina moldou sua ideia juntamente com os colegas de curso Matheus Carreira Jorge e Victor Mian Zucolotto, além do ex-aluno da Informática Biomédica da USP, Marcelo Alexandre. Durante cinco meses, os alunos ouviram cerca de 150 consumidores e 150 lojistas para saber quais eram as maiores dificuldades na hora de comprar e vender os materiais de construção.

“Quisemos criar uma solução para um problema comum, já que para realizar a cotação de preços gasta-se combustível, telefone e, principalmente, tempo”, explica Farina. Com a mentoria do professor do Departamento de Administração Paulo Miranda, os alunos criaram então a Siote.

Por meio do site www.siote.com.br, o consumidor pode realizar a cotação não apenas por preço, mas também por localidade, entre outros critérios de busca. “É importante ressaltar que não realizaremos vendas online. O site funcionará apenas como um customizador de orçamentos”, comenta Farina. “Ainda possuímos um serviço inovador que, caso o consumidor não encontre o produto que deseja no nosso site, ele nos avisa do que precisa e a equipe irá procurar, de graça, pelos produtos nas lojas da região”, complementa.

A expectativa é que até abril o facilitador reúna produtos de 50 lojas da região. Além disso, futuramente a startup deve expandir e agregar os produtos de materiais de construção no geral, não apenas acabamento, bem como implementar novas soluções no site, visando melhorias nos processos de construção ou reformas (Ag. USP de Notícias).

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