Documentário mostra papel das mulheres no futebol de várzea paulistano

Sindy, 27 anos, está envolvida desde criança com a várzea. “Eu sempre participei, desde pequenininha”, afirma Sindy, mãe de cinco filhos.

O papel das mulheres nos times de futebol amador na periferia de São Paulo é o tema do documentário ‘Mulheres do Progresso: muito além da várzea’

“Quando a gente fala de futebol, automaticamente já vem essa imagem masculina, A gente nunca imagina que o diretor do time é uma mulher”, destaca a diretora e roteirista Jamaica Santarém, ao comentar como o documentário mostra a importância das mulheres na organização dos times.
O trabalho delas se estende, segundo a cineasta, também para fora do campo. “A gente percebeu que toda a atuação dessas mulheres vai além da várzea. A várzea é como se fosse um elo para que elas tenham uma atuação voltada a essa periferia. Todas têm jornada dupla, tripla, são mães. Todas têm uma atividade que executam dentro da comunidade”, acrescentou.
Um exemplo disso é Sindy Rodrigues, que não só é vice-presidente do Esporte Clube Explosão da Vila Joaniza, na zona sul paulistana, como faz parte do Conselho de Políticas para Mulheres da região. Acompanhando o pai desde o começo do time, Sindy, que hoje tem 27 anos, está envolvida desde criança com a várzea. “Eu sempre participei, desde pequenininha”, afirma Sindy, que é mãe de cinco filhos.
Nos últimos seis anos, quando começou a exercer cargos na gestão do time, ajudou a expandir a atuação do Explosão. “Eu consegui, de certa forma, levar o nome do time para outras regiões. Antes, a gente só jogava aqui na região. Começamos a jogar na zona norte, na zona leste”, conta. O esporte é uma forma de troca e união entre os moradores das zonas periféricas. “Esses campeonatos criam essa possibilidade de unir todas as quebradas. Você vê que todo mundo dos times se conhece, por mais que exista uma rivalidade dentro de campo”, ressalta a diretora do filme.
Os times são núcleos, de acordo com Jamaica, de afeto e solidariedade. “Cada time é uma família. Eles se ajudam. Se um tá com problema financeiro, eles juntam grana para ajudar o jogador. Se tem um jogador que precisa de atendimento médico e não tem condições, eles se ajudam”, exemplifica. No Explosão, Sindy busca agora forças para apoiar as categorias de adolescentes. “A gente poder oferecer o lanche antes da partida, uma chuteira decente. Porque tem criança que nem tem chuteira, pega emprestado”, diz, ao comentare o tipo de estrutura que gostaria que o clube pudesse oferecer aos jovens (ABr).

Interino deve permanecer no Ministério do Trabalho até março

Ministro interino do Trabalho, Helton Yomura.

Na reunião do presidente Temer com líderes do PTB, ontem (21), ficou decidido que o ministro interino do Ministério do Trabalho, Helton Yomura, ficará no cargo até março. A informação é do líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO), segundo o qual as discussões sobre um nome do PTB para ocupar definitivamente a pasta serão feitas mais perto da mudança. “Vamos deixar para discutir isso quando estiver mais próximo”, disse o líder.
Ministros do governo do presidente Temer que vão se candidatar nas eleições de outubro precisam deixar o cargo até abril, em cumprimento à legislação eleitoral. A nomeação definitiva do ministro do Trabalho ficaria para esse período de mudanças nos comandos dos ministérios. Além de Jovair Arantes, também participaram da reunião com Temer, no Palácio do Planalto, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e a deputada federal Cristiane Brasil (RJ).
Cristiane foi indicada pelo PTB em janeiro para assumir o Ministério do Trabalho, mas foi impedida de tomar posse no cargo por decisões da Justiça. De acordo com o líder Jovair Arantes, durante a reunião, Cristiane Brasil agradeceu ao presidente Temer pela nomeação. Helton Yomura, que está no comando da pasta, foi superintendente regional do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro e, em outubro de 2017, assumiu o cargo de secretário-executivo (ABr).

Pagamento do PIS para nascidos em março e abril

Começa hoje (22) o pagamento do abono salarial PIS do calendário 2017/2018, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos nos meses de março e abril. Segundo a Caixa, os valores variam de R$ 80 a R$ 954 conforme o tempo de trabalho em 2016. Os pagamentos são realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador, e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos beneficiários ficam disponíveis até 29 de junho de 2018. Os últimos a sacar serão os nascidos em maio e junho, a partir de 15 de março.
São liberados R$ 15,7 bilhões para 22,1 milhões de beneficiários em todo o calendário. Para os nascidos em março e abril, estão disponíveis R$ 2,664 bilhões para mais de 3,745 milhões de trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site do banco ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800 726 0207. A Caixa lembra que tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos (ABr).

Pisa será aplicado em maio para 19 mil estudantes

As provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) serão aplicadas em maio em mais de 80 países. No Brasil, 19 mil alunos de 661 escolas passarão pela avaliação conduzida pelo Inep. O público-alvo do Pisa são estudantes de 15 anos, nascidos no ano de 2002 e matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental. A avaliação é feita a cada três anos e abrange as áreas de leitura, matemática e ciências.
Também são coletadas informações contextuais por meio de questionários aplicados aos estudantes, professores, diretores de escola. Em 2018, pela primeira vez, os pais dos estudantes selecionados deverão responder a um questionário em papel.
A divulgação dos dados ocorre no ano seguinte à aplicação. Considerada a maior avaliação internacional em educação, o Pisa é coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (ABr).

Itália pede queda de liminar contra extradição de Battisti

Liminar impede a extradição de Cesare Battisti.

Os governos de Brasil e Itália apresentaram documentos ao STF pedindo a derrubada da liminar do ministro Luiz Fux que impede a extradição de Cesare Battisti. A decisão foi tomada no dia 13 de outubro e vale enquanto o caso do italiano não for apreciado novamente pela corte. Segundo o jornal “O Globo”, Brasília e Roma argumentam que palavra final na extradição de um estrangeiro cabe ao presidente da República - membros do governo já confirmaram que Temer decidiu pela expulsão de Battisti e aguarda apenas um posicionamento do STF.
Em 2009, o Supremo aprovou a extradição do italiano, mas também determinou que a decisão final cabia ao presidente. No ano seguinte, em seu último dia de mandato, Lula autorizou a permanência de Battisti no Brasil. Já a defesa do italiano alega que o prazo para rever a decisão de Lula era de apenas cinco anos. A Itália voltou à carga para conseguir a extradição após a posse de Temer e reforçou o pedido depois de Battisti ter sido preso na fronteira com a Bolívia - ele acabou virando réu por evasão de divisas.
A notícia do pedido dos governos italiano e brasileiro ao STF chega no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores do país europeu, Angelino Alfano, desembarca em São Paulo para uma visita de três dias, que também incluirá Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O caso em tramitação no Supremo diz respeito a um pedido de Battisti contra uma eventual revisão da decisão de Lula. O relator é Fux, que dedicou as últimas semanas a coletar os pareceres das partes envolvidas. O italiano foi condenado à prisão perpétua em seu país por quatro assassinatos ocorridos na década de 1970 e envolvimento com o terrorismo (ANSA).

Alemanha permitirá caça de javalis durante todo o ano

O javali é um potencial transmissor da peste suína africana.

O Conselho de Ministros alemão aprovou ontem (21) uma diretriz que permite a caça de javalis durante todo o ano no país, como uma medida para reduzir o risco de que desses animais sejam o agente transmissor do surto de peste suína africana na Alemanha. A nova norma também contempla outras medidas de prevenção contra a doença, como a desinfecção de veículos nos quais se transportam suínos.
“Além disso, ampliar o período de caça também responde à necessidade de reduzir a população de javalis, que cresceu nos últimos anos em parte devido aos invernos suaves”, explicou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert. A medida ainda deve ser aprovada pelo Conselho Federal (Bundesrat), a Câmara Alta do Parlamento, na qual estão representados os governos dos 16 estados federados.
Até agora, a caça de javalis na Alemanha só está autorizada entre meados de junho e finais de janeiro. A extensão do período de caça se deve ao fato de que a peste suína africana vem se estendendo desde a Rússia em direção ao oeste da Europa. O vírus não afeta os seres humanos, mas costuma ser mortal para os porcos e javalis (ABr/EFE).

 
 
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