Fórum aprova plano para fortalecer a presença de jovens no mercado de trabalho

As ações aprovadas no Fórtum têm o objetivo de ampliar a inserção e a permanência de jovens no mercado de trabalho.

O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional aprovou ontem (3) um documento com nove ações para ampliar e fortalecer a aprendizagem profissional no Brasil, principalmente de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social

O novo Plano Nacional de Aprendizagem Profissional terá vigência de 2018 a 2022, com a meta anual de aumentar em 10% o número de jovens aprendizes contratados no país.
Dentre as ações previstas no plano estão a criação de lei que torna obrigatória a contratação de aprendizes na administração direta; ações para integrar os mais vulneráveis ao mundo do trabalho ; e a sensibilização do empresariado por meio de seminários, reuniões e campanhas. O documento também propõe estabelecer diretrizes para a oferta de programas de aprendizagem; desenvolver estratégias de benefícios fiscais para estimular a contratação de aprendizes pelas empresas; e o monitoramento dos egressos da aprendizagem e avaliação dos programas pelos aprendizes, empregados e instituições.
De acordo com os registros do Ministério do Trabalho da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Brasil fechou 2017 com 387.167 jovens aprendizes contratados, sendo 203.654 homens e 183.137 mulheres. Do saldo entre admitidos e demitidos, São Paulo foi o estado que mais abriu vagas para jovens de 14 a 24 anos (9.431), seguido por Santa Catarina (2.783), Bahia (2.344), Paraná (1.976), Minas Gerais (1.722) e Mato Grosso (775).
Já os setores que mais absorveram essa força de trabalho foram serviços, com saldo positivo de 9.431, representando 42,79% do total; e a indústria, com 6.139 novos contratados, ou 25,23% do resultado global. O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional é composto por representes de governo, entidades formadoras, empregados e empregadores, sociedade civil, conselhos e Ministério Público do Trabalho; e apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT) (ABr).

Acidentes de trabalho: quedas e adoecimento ocupacional

Acidentes temproario

No Brasil, um acidente de trabalho ocorre a cada 48 segundos e a cada quatro horas uma pessoa morre na mesma circunstância. Ciente disso, o Ministério do Trabalho lançou ontem (4) a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho 2018, que tem como foco o adoecimento ocupacional e a ocorrência de quedas entre trabalhadores durante o cumprimento de suas funções.
No ano passado, o INSS contou 349.579 comunicações de acidentes de trabalho, referentes a acidentes e doenças, sem contar os acidentes de trajeto. Desse total, 10,6% (37.057) foram quedas com diferença de nível, isto é, ocorridas em ambientes altos, como plataformas, escadas ou andaimes. Das 1.111 mortes no âmbito laborativo, 14,49% (161) derivaram de quedas. Em fevereiro, foram constatados 18 mil acidentes de trabalho.
Em 2017, foram concedidos 196.754 benefícios a empregados afastados do trabalho por mais de 15 dias. A média foi de 539 afastamentos por dia. Destacam-se as reações ao estresse e transtornos de adaptação, que justificaram 3.170 dos benefícios deferidos; o transtorno depressivo recorrente, com 797 benefícios; e os 364 registros de transtorno afetivo bipolar.
Um aspecto preocupante é que o procedimento de amputação traumática de punho e mão aparece em oitavo lugar na tabela de afastamentos por acidente, com 4.682 incidências. O impacto das doenças e acidentes de causa laboral é equivalente a 4% do PIB, que, no caso do Brasil, corresponde a prejuízos de R$ 200 bilhões por ano.à economia (ABr).

Putin: Estado Islâmico ‘pode atacar’ em outros países

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu ontem (4) que a organização terrorista Estado Islâmico (EI), apesar da derrota militar no Iraque e na Síria, pode atacar em outros países. Ele fez a declaração em mensagem aos participantes da VII Conferência de Moscou sobre Segurança Internacional. “Apesar de sua derrota militar, este grupo terrorista (o EI) conserva um grande potencial destrutivo, a capacidade de mudar rapidamente de tática e atacar em diferentes países e regiões do mundo”, afirmou.
Nestas condições, acrescentou,”é necessário idealizar conjuntamente outras formas de cooperação multilateral que permitam consolidar os sucessos alcançados na luta contra o terrorismo e impedir a propagação desta ameaça”. O texto da mensagem presidencial foi lido pelo chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB) da Rússia, Nikolai Patrushev, que, em seu discurso, denunciou “tentativas sistemáticas” de alguns países para atuar à margem da ONU, “sem levar em conta seu papel coordenador nas relações internacionais”.
Patrushev afirmou que esse tipo de conduta desestabiliza a situação internacional, afasta a solução dos problemas e dificulta a resposta aos desafios e ameaças que o mundo enfrenta atualmente. “Saltam à vista as pretensões de uma série de países de ter o papel de fiscais e juízes que consideram aceitável fortalecer a paz por meio da força se isso responder a seus interesses egoístas”, disse o diretor do FSB (ABr/EFE).

Percentual de famílias endividadas sobe pela primeira vez no ano

Cartão de crédito é o principal compromisso financeiro para 76,4% das famílias com dívidas.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual. A constatação é da pesquisa divulgada ontem (4), pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Ela aponta o cartão de crédito como o principal compromisso financeiro para 76,4% das famílias endividadas.
O percentual das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, passou de 9,7% em fevereiro para 10% em março, apresentando queda em relação aos 10,4% de março de 2017. Os dados são coletados em todas as capitais, abrangendo cerca de 18 mil consumidores.
Para a economista Marianne Hanson, da CNC, a alta é influenciada pelo efeito sazonal provocado pelos gastos de fim de ano. “O efeito sazonal do comprometimento de renda com gastos extras de início de ano influencia esse resultado”, afirmou. O estudo aponta, no entanto, que a proporção de famílias endividadas se manteve estável nos 61,2% de fevereiro, o mesmo não acontecendo quando a comparação é com março do ano passado, com o indicador subindo 0,4 ponto percentual.
Os dados da publicação da CNC indicam que a proporção das famílias que se declararam muito endividadas também aumentou em relação a fevereiro, passando de 13,6% para 14,1% do total de entrevistados, uma alta de 0,5 ponto percentual. Já na comparação anual, houve queda de 0,6 ponto percentual nesta proporção dos muitos endividados.
Neste último caso, segundo Marianne Hanson, a retração decorreu “da queda das taxas de juros e da recuperação da renda do trabalho que têm favorecido uma recuperação gradual em algumas modalidades de crédito, o que impacta diretamente o endividamento” (ABr).

Estado australiano punirá com prisão perpétua casos de pedofilia

O governo do estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, anunciou que estabelecerá punições mais duras contra a pedofilia, incluindo a prisão perpétua para casos reiterados de abuso sexual de menores. A reforma do Código Penal atende às recomendações do relatório publicado em dezembro do ano passado pela comissão governamental, que verificou a resposta das instituições australianas aos abusos sexuais.
“Essa reforma é projetada para dar aos sobreviventes a justiça que merecem e impor sanções mais duras aos agressores pelos horríveis abusos contra crianças”, disse a chefe do governo estadual, Gladys Berejiklian. A proposta, que deverá ser aprovada pelo Parlamento estadual, também considera crime o fato de não informar ou proteger os menores dos abusos sexuais, seduzir um adulto para obter acesso a um menor e o toque com intenção sexual de uma criança sob cuidados especiais.
Os crimes de pedofilia no estado de Nova Gales do Sul eram punidos até agora com uma pena máxima de 25 anos de prisão. Com a reforma, a condenação poderá ser de prisão perpétua quando o abuso de menores for cometido de forma “persistente”. A comissão acompanhou, durante cinco anos, a resposta à pedofilia em organizações públicas e religiosas, incluindo as pertencentes à Igreja Católica, com entrevistas com mais de 8 mil vítimas de abusos cometidos em mais de 4 mil centros desde a década de 20 (ABr/EFE).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mais Lidas