Agência da ONU alerta para perigo de “pesca fantasma”

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A  Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em conjunto com a ONU Meio Ambiente, está alertando para a “pesca fantasma”, que ocorre quando o equipamento perdido ou abandonado por pescadores nos oceanos permanece capturando espécimens e sendo um perigo para a vida marinha

Calcula-se que cerca de 10% de todo o lixo deixado no mar tenha origem em restos de material de pesca perdidos ou abandonados.
No total, cerca de 640 mil toneladas deste equipamento é perdido nos oceanos todos os anos. Além dos prejuízos para a fauna e o meio ambiente, a pesca fantasma representa uma ameaça à subsistência de milhões de pessoas que vivem da pesca em todo o mundo. Segundo a FAO, os “países estão desenvolvendo grandes esforços para melhorar o estoque de peixes, mas esses esforços podem ser prejudicados drasticamente se o impacto da pesca fantasma continuar a aumentar.”
Este material mata peixes e outras espécies, como baleias, golfinhos, focas e tartarugas. Também prejudica o fundo do mar e o ambiente marinho e cria problemas de navegação quando fica preso nas hélices, cascos ou lemes de embarcações. Este lixo também chega ao litoral, tornando-se um perigo para pássaros, caranguejos, tartarugas e outras espécies costeiras.
O material de pesca acaba largado no mar por diferentes razões, incluindo mau tempo, acidentes, negligência, ou mesmo abandono por estar danificado ou não interessar mais. A FAO diz que existem várias estratégias para resolver o problema. A agência sugere marcar o equipamento com o nome do dono para facilitar a sua recuperação. Também propõe não responsabilizar o culpado, como forma de aumentar as denúncias e a probabilidade de recuperar o material.
Combater a pesca ilegal, dar incentivos financeiros para a devolução, e usar novas tecnologias, como dispositivos de localização, são outras sugestões. A FAO também acredita que os portos devem ser equipados com equipamentos de recolha do material perdido e com locais específicos onde o material possa ser despejado. Isto porque cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo dependem da pesca ou da aquacultura para a sua subsistência, e a pesca fantasma reduz os estoques de pescado (ONU News).

Ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero é banido do futebol

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A Câmara Adjudicatória do Comitê de Ética da Federação Internacional de Futebol (Fifa) baniu na sexta-feira (27) o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, de atividades relacionadas ao futebol. A punição o impede de continuar a exercer qualquer atividade tanto em nível nacional quanto internacional.
Além disso, a Fifa impôs ao ex-presidente da CBF uma multa de 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 3,5 milhões).
Del Nero começou a ser investigado pelo comitê em novembro de 2015, por suspeita de envolvimento em esquemas de recebimento de propina para beneficiar empresas de mídia e de marketing em torneios de futebol, como as copas América, Libertadores e do Brasil. Segundo a Câmara Adjudicatória da Fifa, Del Nero foi considerado culpado por recebimento de propina e envolvimento em corrupção, por oferecer/aceitar presentes ou outros benefícios e por conflito de interesse, entre outros.
Del Nero é formado em Direito pela Universidade Mackenzie desde 1967, tendo se especializado na área de Direito Penal. Em 1971, foi nomeado diretor da Comissão de Sindicância do Palmeiras, onde foi diretor jurídico, diretor de futebol e secretário do Conselho de Orientação e Fiscalizador. Em 1985, passou a integrar o Tribunal de Justiça Desportiva da FPF, que foi presidido por ele de 1988 a 2002. Em 2003, foi eleito vice-presidente da federação e, em seguida, assumiu a presidência, tendo sido reeleito em 2010.
Foi indicado para ser o chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, e, em 2014, foi eleito presidente da CBF, substituindo José Maria Marin, que se encontra preso em Nova York. Diante das investigações internacionais que recaíram sobre ele, e com medo de ser preso, a exemplo de seu antecessor, Del Nero não viaja para o exterior desde maio de 2015 (ABr).

Trump ameaça países pela Copa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou em seu Twitter a existência de um suposto complô contra a candidatura tríplice com Canadá e México para sediar a Copa do Mundo de 2026. O Marrocos, na África, é o único desafiante da América do Norte na disputa para sediar o primeiro Mundial com 48 seleções.
“Os EUA fizeram uma forte oferta com Canadá e México pela Copa do Mundo de 2026. Seria uma vergonha se países que sempre apoiamos fizessem lobby contra a candidatura dos EUA”, escreveu Trump. Além disso, o presidente ainda questionou se deve continuar “apoiando”, inclusive na ONU, países que não estão ao lado dos EUA.
O magnata, no entanto, não citou o nome de nenhuma nação. A escolha da sede da Copa de 2026 deve ser anunciada em junho próximo (ANSA).

Turismo enogastronômico cresceu 100% na Itália

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O turismo enogastronômico, ou seja, de comidas e vinhos, dobrou na Itália em 2017, de acordo com um relatório apresentado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Turísticas (Isnart). Segundo o estudo, as estruturas receptivas desse segmento no país registraram 110 milhões de diárias no ano passado, o que representa um aumento de 100% em relação a 2016.
Dentre as atividades praticadas pelos visitantes, cerca de 13% estão ligadas à degustação de produtos locais, enquanto que 8,6% adquirem itens artesanais e enogastronômicos típicos italianos. Além disso, 6,6% dos turistas gostam de participar de eventos de comidas e vinhos durante a estadia, e o que os visitantes mais procuram é qualidade na oferta de bebidas e alimentos.
O turismo enogastronômico também teve impacto na economia: estima-se que o setor tenha movimentado mais de 10 bilhões de euros em 2017.
O resultado positivo foi apresentado no “Ano da Comida Italiana”, iniciativa dos Ministérios das Políticas Agrícolas e dos Bens Culturais e Turismo (ANSA).

Minc anuncia o Prêmio Culturas Populares


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O Ministério da Cultura (Minc) lançou na sexta-feira (27) a edição de 2018 do prêmio Culturas Populares. Os prêmios somam R$ 10 milhões, que serão destinados a 500 projetos em todo o país. No total, serão 100 iniciativas contempladas por região. Cada vencedor vai receber R$ 20 mil.
Os prêmios serão divididos em 200 para mestres, voltado a pessoas físicas; 180 para grupos não profissionais, sem Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ); 70 para associações e outros tipos de pessoas jurídicas sem fins lucrativos e 30 para organizações com ações em acessibilidade cultural.
O objetivo é reconhecer e valorizar expressões culturais e populares com profunda inerção e que digam respeito às tradições culturais do país, além de permitir, com apoio financeiro, que essas expressões possam ganhar visibilidade. “É fundamental que possamos, a partir do Ministério da Cultura, contribuir para a preservação e para a expansão das expressões culturais que compõem o nosso repertório simbólico, artístico e que fazem parte da nossa identidade cultural”, diz o ministro Sérgio Sá Leitão.
Será constituída uma comissão julgadora formada por especialistas no tema. A avaliação das candidaturas será feita com base em critérios definidos no âmbito do ministério. Na análise, serão considerados aspectos como a importância, o grau de inserção, a vinculação com as tradições e o reconhecimento. A referência do exame será a carreira ou história das pessoas ou projetos.
A expectativa é receber cerca de 3 mil inscrições, que poderão ser feitas entre 29 de maio e 28 de julho. Os candidatos poderão se inscrever pela internet, no site (http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/) , do Minc, ou pelo correio. Mais informações sobre o processo estão disponíveis na página oficial do prêmio (http://culturaspopulares.cultura.gov.br/) (ABr).

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