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Comportamento dos japoneses que encantou o mundo é rotina no Japão

O comportamento dos jogadores da seleção do Japão, que limparam os vestiários da Rostov Arena, depois da derrota para a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo, voltou a surpreender o mundo, mas nada mais é do que uma prática natural no país, ensinada para todas as crianças

Comportamento temporario


Para os japoneses, a limpeza dos espaços públicos é uma tradição e também uma obsessão, um dever que é ensinado às crianças. Foto: Bartlomiej Zborowski/EFE-EPA

As cenas têm se tornado cada vez mais frequentes nas competições esportivas internacionais que têm a presença dos japonses.
Há quatro anos, no Brasil, as imagens de torcedores recolhendo lixo nas arquibancadas, após cada jogo, viralizaram.
O caso mais recente, em que os integrantes do elenco se preocuparam em deixar limpo o vestiário, chamou a atenção da imprensa internacional, por se tratar de uma partida com contornos dramáticos, em que os Samurais Azuis perderam a chance de alcançar às quartas de final do Mundial. O Japão vencia a partida por 2 a 0, mas os belgas conseguiram empatar depois do intervalo e marcaram o gol da virada nos acréscimos do segundo tempo. Mesmo assim, após o jogo, a torcida pegou os sacos para lixo que tinha levado e limpou as arquibancadas, enquanto os jogadores deixaram o vestiário impecavelmente limpo, com uma mensagem de agradecimento em russo, uma cena que foi registrada pela Fifa, compartilhada nas redes sociais e acabou viralizando na internet.
Enquanto o mundo se rendia em elogios aos asiáticos, no país, o comportamento foi visto sem qualquer comoção, já que se trata de prática ensinada desde a infância. “Pode ser que seja motivo de orgulho, mas para nós é o normal. O anormal seria sair deixando lixo por lá, e passar essa imagem ruim em um país que não é o seu”, diz Yumi Takada, uma japonesa de 61 anos que passou a madrugada acordada para assistir a partida. “É mais surpreendente a reação dos veículos de imprensa sobre o fato da torcida limpar as arquibancadas. Para nós, é uma questão de bom senso, algo que aprendemos em casa. De todas formas, é lindo que os japoneses sejam reconhecidos por algo assim”, afirma a compatriota Masafumi, de 36 anos.
Para os japoneses, a limpeza dos espaços públicos é uma tradição e também uma obsessão, um dever que é ensinado para as crianças desde os 6 anos de idade, quando são obrigadas a organizar as salas de aula e outros espaços, como instalações esportivas. No Japão, quando acontecem as festividades ao ar livre, como os populares “Hanami” - reuniões para ver as cerejeiras em flor -, os japoneses deixam os parques no mesmo estado em que encontraram, ou até mais limpos.
Além disso, no mundo do esporte japonês, o peso das regras, as hierarquias e a consideração pelo grupo são tão fortes que, em algumas ocasiões, prejudicam o rendimento dos atletas, dos quais são exigidos um comportamento exemplar, principalmente em modalidades tradicionais como o sumô. Apesar dos elogios recebidos mundialmente pelo comportamento na Rússia, nem todos os japoneses ficaram contentes com o rendimento da seleção na Copa. “Não podemos ficar mais satisfeitos em sermos bons perdedores”, publicou o jornal japonês “Asahi” após a eliminação para a Bélgica (Agência EFE).

OMS: baixa qualidade de serviços compromete avanços na saúde

OMS temporario

A situação, segundo a entidade, é pior em países
de baixa e média renda. Foto: Jacob Kuehn/MSF

A baixa qualidade dos serviços prestados está retendo avanços e melhorias na saúde em países de todos os tipos de renda, segundo relatório divulgado ontem (5) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Banco Mundial e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês).
Diagnósticos imprecisos, erros médicos, tratamentos inapropriados ou desnecessários, uso inadequado e pouco seguro de instalações clínicas e profissionais sem treinamento adequado e com pouco conhecimento prevalecem em todos países, alertou a OMS, por meio de comunicado. A situação, segundo a entidade, é pior em países de baixa e média renda, onde 10% dos pacientes hospitalizados correm risco de adquirir algum tipo de infecção durante o período de internação, comparado a 7% em países de alta renda.
A OMS lembra que infecções hospitalares podem ser facilmente prevenidas por meio de melhorias na higiene, do controle de práticas hospitalares e do uso correto de antibióticos. O relatório destaca também que um em cada dez pacientes apresenta algum tipo de ferimento durante atendimento médico prestado em países de alta renda. “Doenças associadas a cuidados de saúde de baixa qualidade impõem despesas adicionais às famílias e aos sistemas de saúde”, reforçou a OMS.
Ainda de acordo com o documento, profissionais de saúde de sete países africanos de baixa e média renda só conseguiram fazer diagnóstico adequado entre 33% e 75% dos casos, enquanto diretrizes clínicas para situações comuns e de pouca complexidade foram seguidas em menos de 45% do tempo, em média. Além disso, cerca de 15% dos gastos hospitalares em países de alta renda se devem a erros no atendimento ou a pacientes infectados enquanto recebem cuidados em unidades de saúde.
A OMS lembrou, entretanto, que foram registrados alguns avanços – por exemplo, nas taxas de sobrevivência ao câncer e a doenças cardiovasculares. Mesmo assim, segundo a entidade, os custos econômicos e sociais provocados pelo atendimento de baixa qualidade, incluindo incapacidades de longo prazo, prejuízo e perda de produtividade, são estimados em trilhões de dólares todos os anos.
“Estamos comprometidos em garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam ter acesso a serviços de saúde quando e onde precisam”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Estamos igualmente comprometidos em garantir que esses serviços sejam de boa qualidade. Honestamente, não há como ter cobertura universal em saúde sem cuidados de qualidade”, concluiu (ABr).

Amazon vende lagostas vivas online no Reino Unido

A transnacional de comércio eletrônico Amazon colocou em sua página no Reino Unido diversos anúncios de lagostas vivas, que também podem ser enviadas ao exterior. A oferta gerou reações na Europa, e a Entidade Nacional de Proteção dos Animais (Enpa), maior organização do tipo na Itália, afirmou que não se pode consentir que alguém “venda animais na plataforma”.
“Os animais são colocados em caixas e mandados ao endereço de destino, onde chegam em alguns dias”, declarou a Enpa. “Embalar uma lagosta viva, tirando-a do seu habitat e obrigando-a a viajar em uma caixa por centenas ou milhares de quilômetros, é uma forma evidente de maus tratos”, lamentou.
A ONG pede que a Amazon seja sensível às causas dos animais e leia todas as críticas recebidas de seus próprios usuários. Caso os anúncios não saiam do ar, a Enpa disse estar pronta para começar uma “greve de compras”, mesmo que coincida com o Amazon Prime Day, o maior evento de descontos da empresa, marcado para 16 de julho.
“O e-commerce não pode ser terra de ninguém, um mercado virtual onde a falta de referência territorial seja pretexto para que não sejam considerados nem os elementos mais básicos de respeito aos seres vivos não-humanos”, conclui a entidade italiana (ANSA).

Mulheres são prefeitas em 11,9% das cidades brasileiras

Mulheres temporario

 

O Nordeste tem a maior presença de prefeitas, que governam 16,3% de seus municípios. Foto: Marcello Casal/ABr

Enquanto 4.908 homens administram cidades no Brasil, apenas 662 mulheres têm a mesma função - e a participação delas caiu em 2017. Os dados são do IBGE, que divulgou ontem (5) o Perfil dos Municípios Brasileiros. Em 2017, ano em que novos gestores municipais tomaram posse, 88,1% dos prefeitos do Brasil eram homens, e 11,9%, mulheres. O percentual da participação feminina era maior em 2013, quando atingiu 12,1%.
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste tem a maior presença de prefeitas, que governam 16,3% de seus municípios. Em 2013, o percentual era de 16,5%. No Norte do Brasil, 14,7% das cidades eram administradas por prefeitas em 2017, um aumento em relação a 2013, quando havia 12,7%. Nesse dado, o estado de Roraima se destaca com 33,3% de mulheres prefeitas. Os menores percentuais estão no Sul (8%) e no Sudeste (8,8%). No Centro-Oeste, 13,3% dos municípios têm mulheres à frente de sua gestão.
O Espírito Santo é o estado do Brasil onde as mulheres estão menos presentes nas prefeituras, ocupando apenas 5,1% das vagas. No Rio Grande do Sul, as mulheres governavam 6,8% das cidades em 2017. A pesquisa mostra que, em relação a 2001, a presença feminina nas prefeituras praticamente dobrou. Naquele ano, o Brasil tinha 6% de prefeitas (ABr).

PF combate fraudes no Ministério do Trabalho

A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem (5) a 3ª fase da ‘Operação Registro Espúrio’, com o objetivo de combater uma organização criminosa que atuava na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Os federais cumpriram dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, em Brasília e no Rio de Janeiro.
Os mandados foram expedidos expedidos pelo STF. “Foram impostas aos investigados medidas cautelares consistentes em proibição de frequentar o ministério e de manter contato com os demais investigados ou servidores da pasta, bem como a suspensão do exercício do cargo”, diz a nota da PF.
A nota diz ainda que a ação decorreu de investigações e da coleta de material nas primeiras fases da ‘Operação Registro Espúrio’, que indicam a participação de novos suspeitos e “apontam que importantes cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas praticadas na pasta”.
O, então ministro do Trabalho, Helton Yomura, prestou depoimento na superintendência do órgão, em Brasília. Ele apresentou-se acompanhado por seu advogado e depôs por cerca de 1h. Como as investigações correm em sigilo, a PF não confirmou detalhes da operação. Em nota, a corporação explicou apenas que a nova fase da operação Registro Espúrio tem o objetivo de combater uma organização criminosa que atuava na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho (ABr).

 

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