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SP: 82% dizem que cresceu número de crianças e jovens usando drogas

Oito em cada dez paulistanos acreditam que aumentou o número de crianças e adolescentes usando álcool e drogas na cidade nos últimos doze meses.

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Faltam políticas públicas que priorizem as crianças da periferia, negras e mais pobres. Foto: Reprodução/noethy

Para 76%, cresceu o número daqueles que pedem dinheiro e para 73%, o de crianças morando na rua. Além disso, para 51% aumentou o número de crianças e adolescentes trabalhando em São Paulo. Os dados fazem parte da Pesquisa 'Viver em São Paulo - Criança', feita pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope.

De acordo com o estudo, 45% da população de São Paulo mora com crianças ou adolescentes – 26% mora apenas com crianças, 11% com adolescentes e 8% com ambos. Entre os entrevistados, 71% afirmam que as crianças e adolescentes por quem são responsáveis estudam em escola pública, 21% em escola particular e 3% em ambas. Quem circula pela cidade com crianças e adolescentes diz que a principal dificuldade é a lotação do transporte público (22%), seguida da falta de respeito da população (11%), insegurança do transporte (11%), a multidão nas ruas da cidade (10%). Outros 21% dizem utilizar outro tipo de meio de transporte e não o ônibus por ser muito cheio.

Quando questionados sobre a utilização dos espaços públicos, quatro em cada dez avaliaram a qualidade dos Centros Culturais e bibliotecas públicas como ótimas ou boas. Um em cada dez disse que é ruim ou péssimo. A qualidade dos espaços de lazer e convivência dos CEUs é boa ou ótima para 34% dos paulistanos e ruim ou péssima para 16%. Parques e praças são bem avaliados por 20% e mal avaliados por 30%. Os parquinhos públicos receberam a pior classificação do paulistano: 40% dizem que a qualidade é ruim ou péssima e 20% que é boa.

"Fica evidente que o paulistano entende que São Paulo é uma cidade pouco acolhedora para as crianças. Infelizmente são apenas destaques negativos que a pesquisa traz e que reforça o que já sabíamos que ainda há muito a fazer na cidade de São Paulo para a primeira infância", disse o gestor da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio. “Faltam políticas públicas que priorizem as crianças da periferia, negras e mais pobres. Para todas as áreas precisaria ter um trabalho de começar as políticas públicas pela criança e depois olhar para os diferentes extratos da sociedade”, concluiu.

Porte de drogas para consumo não pode agravar pena

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A decisão foi unânime entre os ministros da Quinta Turma do STJ,  Foto: Tânia Rêgo/ABr

Agência Brasil

O porte de drogas para consumo próprio não poderá ser considerado para o agravamento de pena, se a mesma pessoa flagrada no primeiro delito cometer outro crime posteriormente. A decisão de afastar o caráter de reincidência desses casos foi unânime entre os ministros da Quinta Turma do STJ, que se viram diante de um impasse jurídico ocorrido em São Paulo.

Uma pessoa presa por transportar 7,2 gramas de crack recebeu a sentença do TJ-SP para cumprir pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e multa. A Justiça estabeleceu a punição depois de considerar que a mesma pessoa já tinha sido flagrada anteriormente com pequena quantidade de drogas. Essa era uma situação que ainda não tinha consenso entre os magistrados do STJ, que já tinham manifestado divergências sobre o tema em casos anteriores.

Desta vez, diante desse julgamento, a questão acabou sendo pacificada e valerá para orientar situações futuras. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que foi relator do processo, disse que não poderia alterar a caracterização do crime de tráfico, já que “o TJ-SP firmou sua convicção sobre a ocorrência do delito com base em amplo exame das provas”.

Apesar disso, pela atual lei, o magistrado considerou que pela quantidade portada a punição deve se limitar a advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade ou participação em curso educativo. Pelo artigo 28 da Lei 11.343/06, o porte de drogas com a finalidade de consumo pessoal não permite a possibilidade de converter essas penas em privativas de liberdade, mesmo em caso de descumprimento de punições.

Yoko Ono lança versão de 'Imagine'

A cantora Yoko Ono lançou uma versão do clássico "Imagine", de John Lennon, na terça-feira (9), dia em que o músico teria completado 78 anos. A homenagem estará no próximo álbum da artista, chamado "Warzone", que tem data de lançamento marcada para 19 de outubro.

A canção faz parte do segundo disco de estúdio de Lennon, lançado em 1971 e que também se chama Imagine. Yoko Ono também participou da composição, mas até pouco tempo atrás a canção era creditada apenas ao britânico. Somente a partir do ano passado o nome da japonesa foi adicionado, em reconhecimento por sua contribuição (ANSA).

Brasil tem 2.044 casos confirmados de sarampo

Agência Brasil

O Brasil registrou até 8 de outubro 2.044 casos confirmados de sarampo, sendo 1.629 no Amazonas e 330 em Roraima. Casos isolados foram identificados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (36), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (17), em Sergipe (4) e no DF (1). Há ainda, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, um total de 7.966 casos em investigação.

Os surtos, segundo a pasta, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que circula no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta surto de sarampo desde 2017. “O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”.

Até o momento, no Brasil, foram confirmadas dez mortes pela doença, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro), quatro no Amazonas (todos brasileiros, dois de Manaus e dois do município de Autazes) e dois no Pará (indígenas venezuelanos).

Arqueólogos acham pedra de 2 mil anos com inscrições

Arqueologos temproario

As inscrições da época do Primeiro e Segundo Templo mencionando Jerusalém são escassas. Foto: Atef Safadi/EFE

Especialistas da Autoridade de Arqueologia de Israel (AAI) encontraram uma pedra com uma inscrição de 2 mil anos de idade na qual se lê "Jerusalém" em hebraico. Encontrada em uma escavação no Centro de Convenções de Jerusalém, durante a reforma de uma estrada. O texto, no qual se lê: "Hananiah, filho de Dódalos de Jerusalém", é o mais antigo em hebraico com o nome da cidade santa de forma completa e como se pronuncia hoje.

A pedra estava em uma coluna de um edifício romano, onde aparece a inscrição aramaica, escrita em letras hebraicas caraterísticas da época do Segundo Templo (século I d.C.) e os especialistas afirmam que data da época do reinado de Herodes, o Grande. "Como morador de Jerusalém, me sinto emocionado por poder ler esta inscrição, feita há dois mil anos", afirmou em comunicado o professor Ido Bruno, diretor do Museu de Israel, em referência à recuperação do idioma hebraico após o nascimento do Estado de Israel.

"As inscrições da época mencionando Jerusalém são escassas. E mais raro ainda é que esteja escrita completamente da forma como fazemos hoje, já que, normalmente (o nome da cidade), aparece abreviado", explicou o arqueólogo Yuval Baruch, da AAI, e Ronny Reich, professor da Universidade de Haifa. "Esta é a única inscrição em pedra do período do Segundo Templo onde aparece soletrada totalmente. Só foi encontrada (a palavra completa) em outro lugar, em uma moeda da Grande Revolta contra os romanos (66-77 d.C.)", acrescentou (Agência EFE)..

Museu de Florença cria algoritmo para zerar filas

As Gallerie degli Uffizi, situadas em Florença, e consideradas o principal museu renascentista do mundo, criaram um algoritmo para zerar suas famosas filas de entrada, que podem até superar o período de quatro horas. Quiosques interativos imprimem um ingresso com o horário exato da visita, usando como base os dados do algoritmo, que calcula os fluxos de pessoas, a permanência de visitantes e até considera questões meteorológicas, a fim de eliminar esse problema crônico.

O sistema é fruto de dois anos de pesquisas, conduzidas pelo museu em colaboração com a Universidade de L'Aquila, e entrará em vigor a partir do ano que vem. O método já foi testado no último dia 7, durante o sempre lotado último domingo de entrada gratuita da alta temporada, e funcionou, segundo o diretor das Gallerie degli Uffizi, Eike Schmidt. Mais de 7 mil visitantes passaram pelo museu sem enfrentar nenhuma fila.

Assim, será possível iniciar o tour nos "ofícios" no horário programado sem problemas, usando o tempo de espera em outros museus ou passeando pelo centro de Florença. "Estou contente que os turistas e os amantes da arte, pela primeira vez depois de tanto tempo, possam entrar no museu sem estar exaustos pelas horas de fila", acrescentou Schmidt.

Segundo o diretor, quando o sistema entrar em vigor, outros problemas do museu também podem ser resolvidos. "Desaparecerá o tráfico de bilhetes abusivos e a praga dos furtos. Sem contar o aspecto da segurança. Nesse período de alerta antiterrorismo, as filas são um alvo fácil, e eliminá-las é uma vantagem para todos", concluiu (ANSA).

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