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Produção de alimentos não ameaça meio ambiente, acredita consumidor

A ameaça ao meio ambiente causada pelo processo de produção, consumo e desperdício de alimentos não é reconhecida por 91% dos consumidores.

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Segundo a WWF, a cadeia de produção de alimentos usa 34% do solo e 69% da água disponível nos rios. Foto: Elza Fiúza/ABr

A constatação é da organização ambiental WWF, em levantamento com 11 mil pessoas de dez países, entre eles o Brasil.

A pesquisa, divulgada ontem (16), Dia Mundial da Alimentação, mostra que, apesar do sistema alimentar ser o maior consumidor de recursos naturais e o maior emissor de gás de efeito estufa, a maioria dos entrevistados não faz a conexão deste processo com a ameaça à natureza.

De acordo com o estudo, 40% dos jovens entre 18 e 24 anos acham que a ameaça ao planeta é menos que significante e apenas 9% deles acreditam que a forma de produção de alimentos é a maior ameaça. Nessa faixa etária, 11% respondeu que não vê nenhuma ameaça. A consciência sobre o assunto é maior entre as pessoas com mais de 55 anos. Mais da metade dos entrevistados nessa idade, acreditam que a produção e consumo de alimentos representam ameaça significante à natureza.

Segundo a WWF, a cadeia de produção de alimentos usa 34% do solo e 69% da água disponível nos rios. É ainda a maior causa de desmatamento e perda de habitat. A organização aponta ainda que um terço de todos os alimentos produzidos nunca é consumido e o volume desperdiçado é responsável por um terço das emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo sistema alimentar. Na última semana, relatório da ONU destacou o prazo curto para conter os problemas que o sistema de alimentos acarreta para a questão das mudanças climáticas.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, se o mundo não evitar o aquecimento global acima de 1,5°, em relação ao nível pré-industrial, haverá resultados catastróficos e devastadores até o fim deste século para a humanidade. Entre as consequências estão a perda de ecossistemas, da biodiversidade, de habitats naturais e espécies, aumento do nível do mar, além de impacto na saúde humana, na produção de alimentos (com redução dos campos de milho, arroz, trigo e outros grãos) e no acesso à água.

Na pesquisa, 80% dos entrevistados sentem que o problema pode ser resolvido. Para 66%, os governos devem agir mais e outros 60% querem que as empresas aumentem seus esforços para conter o problema. A WWF diz que é possível fazer que o sistema alimentar funcione para as pessoas e para a natureza se a comida for produzida de forma mais sustentável, distribuída de forma mais justa e consumida de maneira mais responsável.

Papa diz que 'falta vontade política' para erradicar fome

Papa temproario

Segundo o Pontífice, aumenta o número de pessoas que não têm nada para comer. Foto: Divulgação

O papa Francisco denunciou ontem (16), por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, a "falta de vontade política" para erradicar a fome no mundo. A mensagem foi enviada ao diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva. A data é celebrada anualmente em mais de 150 países e também corresponde à fundação da própria FAO.

"Como em outras problemáticas que atingem a humanidade, enfrentamos obstáculos na solução dos problemas, com barreiras inevitáveis em função de indecisões ou atrasos, com a falta de determinação dos responsáveis políticos, tantas vezes imersos somente nos interesses eleitorais", explicou. O tema da data neste ano é: "As nossas ações são o nosso futuro. Um mundo com fome zero para 2030 é possível".

Para Francisco, resulta imprescindível que a "sociedade civil organizada, os meios de comunicação e as instituições educativas unam suas forças na direção certa". Segundo o Pontífice, aumenta cada vez mais o número de pessoas que não têm nada ou quase nada para comer, e o tema se torna um chamado urgente à responsabilidade a todos os atores que compartilham a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

Além disso, o Papa também atribui a fome à extrema desigualdade, à má distribuição de recursos, às consequências das mudanças climáticas e a conflitos armados. Ainda que o programa internacional "Fome Zero 2030" tenha 12 anos para ser completado, Francisco afirma que "os pobres não podem esperar". "É necessário agir urgentemente de modo coordenado e sistemático", disse (ANSA).

Samarco será reiniciada no início de 2020

Rio, 16 (AE) - A operação da mineradora Samarco deverá ser reiniciada no início de 2020, segundo o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que participa do evento FT Commodities, no Rio de Janeiro. O executivo informou ainda que a empresa consumiu R$ 5,3 bilhões em indenização e que esse valor não representa nem a metade do que deve ser gasto para compensar as pessoas prejudicadas pelo acidente provocado pela mineradora.

"A percepção por causa do acidente da Samarco foi muito ruim. Mas o que podemos fazer? Todos lamentamos muitíssimo, mas temos que seguir em frente. Nossa fundação tem o objetivo de indenizar os afetados pelo acidente. É importante enfatizar que foi uma opção, porque, se quiséssemos podíamos deixar por conta do judiciário, que é lento. Mas fizemos o contrário", afirmou o presidente da Vale.

Ele ainda acrescentou que negocia com a sócia BHP a composição da Samarco para retomar a operação. "É muito mais importante ter esse recomeço do que saber quem vai administrar a empresa", complementou. Durante o evento, o presidente da Vale ainda informou que o contrato firmado no ano passado para que permaneça no cargo se encerra no ano que vem, mas que há a possibilidade de renová-lo.

Itália aprova corte em aposentadorias de senadores

A mesa diretora do Senado da Itália aprovou ontem (16) uma deliberação para recalcular as aposentadorias de parlamentares. A medida, que já havia sido adotada pela Câmara, em julho passado, recebeu 10 votos favoráveis na mesa diretora e apenas um contrário, mas a votação foi boicotada pelos oposicionistas Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e Força Itália (FI), de centro-direita.

Apesar do discurso do governo de que esse é o "fim dos vitalícios", a medida, na verdade, apenas muda a forma de calcular as aposentadorias. Os benefícios concedidos no passado, que foram definidos em função do último salário recebido, passarão a ser baseados na contribuição efetuada durante o mandato parlamentar.
"Dito e feito. Promessa mantida. Tchau, tchau, vitalícios. Esse privilégio não existirá mais para ninguém", comemorou o líder do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e ministro do Trabalho, Luigi Di Maio.

A aprovação da medida levou os membros do partido a celebrarem na frente do Senado. Além disso, Di Maio afirmou que o governo cortará os repasses para as regiões que não reduzirem aposentadorias de ex-dirigentes. "Não deve existir um vitalício sequer na Itália", ressaltou (ANSA).

A verdadeira data de erupção em Pompeia

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Inscrição que pode reescrever a história de Pompeia. Foto: ANSA

Uma descoberta feita por arqueólogos italianos pode ajudar a desvendar a verdadeira data da erupção do vulcão Vesúvio que devastou a antiga cidade romana de Pompeia, no ano 79 d.C. Até então, acreditava-se que a catástrofe havia ocorrido em agosto, mas uma inscrição feita em carvão vegetal indica que ela pode ter acontecido em outubro daquele ano.

A escrita, descoberta nas escavações na casa conhecida como "Regio V", diz "17º dia antes das calendas [primeiro dia de cada mês no antigo calendário romano] de novembro", o que corresponde a 17 de outubro. "É uma descoberta extraordinária", afirmou o ministro dos Bens Culturais da Itália, Alberto Bonisoli. "Pode ser que alguém tenha errado e feito uma inscrição não fiel, mas, com muita humildade, talvez estejamos reescrevendo os livros de história", acrescentou.

Segundo o diretor-geral do sítio arqueológico, Massimo Osanna, a inscrição pode ter sido feita por um "operário bem-humorado" na parede de um cômodo que estava em reforma. "É algo extraordinário poder finalmente datar a erupção de maneira segura", declarou.
Pompeia fica nos arredores de Nápoles e foi totalmente destruída pela erupção do Vesúvio em 79 d.C., que deixou corpos petrificados até os dias de hoje. O local é atualmente a segunda atração turística mais visitada da Itália, atrás apenas do Coliseu (ANSA).

Ebola: OMS pode declarar emergência no Congo

Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou uma reunião do comitê internacional para definir se o surto de ebola identificado na República Democrática do Congo configura emergência em saúde pública de interesse internacional. A previsão é que o grupo se reúna hoje (17) para a tomada de decisão.

Em agosto, o diretor-geral da OMS chegou a fazer um apelo para que todas as partes envolvidas em conflitos armados na República Democrática do Congo baixassem as armas e ajudassem a conter o avanço do surto. Na ocasião, Tedros disse estar mais preocupado com este novo surto da doença, identificado inicialmente na província de Kivu do Norte, do que ficou com o surto anterior, que atingiu a província de Equateur.

“Na noite em que ficamos em Beni [município de Kivu do Norte], houve um incidente a cerca de 15 km. Quatro civis foram mortos e vários deles foram sequestrados. Este ambiente é realmente propício para que o ebola se espalhe livremente”, disse. A província de Kivu do Norte concentra mais de 1 milhão de refugiados e faz fronteira com Ruanda e com Uganda. A OMS chegou a alertar autoridades de países vizinhos para que se mantenham alertas e preparadas, caso seja necessário agir contra o ebola.

A República Democrática do Congo registrava, até segunda-feira (15), um total de 214 casos de ebola, sendo 179 confirmados e 35 prováveis. Há ainda 25 casos classificados de suspeitos e em fase de investigação. Também foram contabilizadas no país, segundo a entidade, 139 mortes provocadas pela doença.

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