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Campanha em São Paulo alerta sobre trabalho infantil na cadeia têxtil

A plataforma Rede Peteca, Chega de Trabalho Infantil, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e o Ministério Público do Trabalho, distribuiu ontem (25), em oito escolas dos bairros do Pari, Brás, Bom Retiro, Vila Maria e Vila Guilherme, folhetos alertando e orientando os alunos e seus pais contra o trabalho infantil na cadeia têxtil.

Campanha temproario

As famílias vítimas da exploração do trabalho infantil sequer sabem que estão sofrendo uma violação de direito. Foto: Rede Peteca/Divulgação

As escolas foram escolhidas porque se situam em bairros onde há grande número de oficinas de costura.

A intenção não é apenas explicar quais são as consequências do trabalho infantil, mas também orientar as famílias sobre os órgãos públicos que podem auxiliá-las. De acordo com a coordenadora da ação na Rede Peteca, uma plataforma que visa a promoção dos direitos da criança e do adolescente e a erradicação do trabalho infantil no país, Bruna Ribeiro, a ideia é mostrar aos pais que eles são vítimas da situação e precisam proteger os filhos, trocando o trabalho infantil pela escola.

“Fazer com que as próprias crianças levem a informação para suas casas é uma maneira de envolver as famílias no combate ao trabalho infantil de sua comunidade”, explicou. O trabalho infantil na indústria da moda é um dos que chama mais atenção e causa preocupação por conta da subnotificação. Segundo Bruna, é difícil para a fiscalização ter acesso às oficinas onde muitas vezes as crianças e adolescentes ficam porque os pais também estão em condições análogas à escravidão.

“Muitas vezes a família que está nessa situação de vulnerabilidade é vítima também e desconhece quais são os seus direitos e serviços que poderiam ser usados. Às vezes, os pais estão trabalhando e as crianças estão ali no pé da máquina”, acentuou. Bruna ressaltou ainda que as consequências do trabalho infantil são diversas, passando pelas físicas, chegando às psicológicas e no próprio desenvolvimento sem viver a infância plenamente, queda do rendimento escolar, além do risco de acidentes.

“Muitas famílias também moram no mesmo local de trabalho, mas não têm consciência de que aquilo é uma condição análoga à escravidão", disse. A campanha visa ainda despertar a comunidade para a necessidade de denunciar situações que remetam à possibilidade de trabalho escravo ou infantil. "Se você percebe uma movimentação estranha na casa do lado, percebe que tem uma oficina, que as crianças ficam lá dentro o tempo todo, você pode buscar a rede de proteção e comunicar o que está observando", finalizou (ABr).

Bélgica assume liderança do ranking da Fifa

Belgica temproario

A Bélgica agora é líder do ranking da Fifa. Foto: John Thys/AFP

A Fifa divulgou divulgou ontem (25) a tabela atualizada de seu ranking. O grande destaque vai para a Bélgica, que assumiu a liderança isolada da lista. Sem perder desde a semifinal da Copa do Mundo de 2018, a Bélgica chegou aos 1.733 pontos na tabela, superando por apenas um ponto a atual campeã mundial, França.

Ainda entre as 10 primeiras posições, a Inglaterra ultrapassou o Uruguai e assumiu a quinta colocação do ranking, com 1.619 pontos, dois a mais em comparação ao país sul-americano. O Brasil estacionou na terceira colocação, com 1.669 pontos. Já a Itália subiu uma posição e ocupa agora a 19ª posição, tendo 1.533 pontos.

A seleção que mais ganhou posições foi Gibraltar. O pequeno país europeu fez história ao vencer a Armênia e Liechtenstein na Liga das Nações e subiu oito degraus na lista, ocupando agora a posição 190, que também é a maior colocação já alcançada pela nação. As seleções de Burundi (142ª), Zimbábue (110ª), Namíbia (109ª), Egito (58º) e Rússia (41º) foram outros países que subiram cinco ou mais posições.

Por outro lado, a seleção de Moçambique foi a que teve o pior restrospecto, caindo nove posições. O país africano ocupa no momento a posição 122. Outras que registraram grandes quedas foram Irlanda do Norte (34º), Congo (46º) e Hungria (55º), que desceram seis colocações.

Confira o "top 10" do ranking: 1 - Bélgica - 1733 pontos; 2 - França - 1732 pontos; 3 - Brasil - 1669 pontos; 4 - Croácia - 1635 pontos; 5 - Inglaterra - 1619 pontos; 6 - Uruguai - 1617 pontos; 7 - Portugal - 1616 pontos; 8 - Suíça - 1598 pontos; 9 - Espanha - 1594 pontos; e 10 - Dinamarca - 1584 pontos (ANSA).

Escolas de São Paulo terão aulas gratuitas de italiano

O cônsul-geral italiano em São Paulo, Filippo La Rosa, assinou um acordo de parceria com a Prefeitura de São Paulo para o ensino do idioma italiano em escolas da rede pública. Ao todo, 200 professores estão recebendo aulas e treinamentos, patrocinados pelo governo italiano, para que possam dar aulas do idioma na rede.

A rede pública de São Paulo conta com 85 mil professores e 1 milhão de alunos, sendo 500 mil apenas no Ensino Fundamental. "Quando encontrei o prefeito Bruno Covas, há 40 dias, a primeira coisa que ele falou foi 'precisamos do ensino da língua italiana', assim como outros prefeitos do estado de São Paulo", contou La Rosa. "O italiano era um curso pedido há muito tempo", completou.

O cônsul ressaltou que "o italiano não é somente o idioma dos avós, mas também é o idioma do design, do automobilismo, do canto lírico, do direito, da igreja católica. Tem um viés profissional e as pessoas procuram o italiano por isso hoje em dia. Cada dia notamos mais interesse de estudantes em fazer faculdade na Itália", afirmou.

"Esse projeto é importante por ser estratégico, pois nos ajuda a buscar jovens talentos brasileiros que têm interesse na Itália, ressaltou La Rosa. O secretário de Educação da cidade, Alexandre Schneider, afirmou que já é possível pensar em extensões para o acordo. Uma das ideias seria realizar palestras, mostras culturais e atividades sobre a Itália dentro da rede pública de ensino. "Assim, um professor ou aluno de italiano pode ter uma vivência mais completa e uma relação direta com a cultura do país", afirmou (ANSA).

Morreu norueguês que frustrou plano nuclear de Hitler

Morreu temproario

Joachim fugiu para a Suécia esquiando 200 km, seguido por tropas alemãs. Foto: ANSA

O homem que sabotou as ambições nucleares da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, o combatente norueguês Joachim Ronneberg, morreu no último domingo (21) aos 99 anos. As causas da morte não foram reveladas.

Em 1943, ele liderou uma operação secreta em uma usina hidrelétrica fortemente vigiada na cidade de Rjukan, na região sul da Noruega, que pôs fim às intenções nucleares de ataques do líder nazista Adolf Hitler. O feito foi levado ao cinema em 1965, em "Os heróis de Telemark", filme dirigido por Anthony Mann e realizado por Kirk Douglas. Ronneberg fugiu da Noruega em 1940 após a invasão nazista, em um barco rumo à Escócia, com oito amigos. No entanto, estava determinado a voltar e lutar.

Figura chave da resistência, ele liderou o comando de cinco pessoas para atacar a usina de Telemark, que produzia a chamada "água pesada", necessária para produzir bombas atômicas. A equipe saltou de paraquedas e, uma vez nas proximidades da usina hidrelétrica, colocou explosivos e causou uma devastação. Logo depois, fugiu para a Suécia esquiando 200 km, seguido por tropas alemãs.

Esta operação, juntamente com os ataques aéreos dos Estados Unidos no ano seguinte, levou os alemães a abandonarem seus planos nucleares. Durante a Segunda Guerra aconteceram muitas sabotagens, mas esta foi, sem dúvida, a mais bem-sucedida. "Nós éramos um grupo de amigos que fazia um trabalho juntos", disse Ronneberg à BBC no 70º aniversário da missão (ANSA).

Barça sem Messi e Real em crise duelam no domingo

Barcelona e Real Madrid se enfrentarão neste domingo, no estádio Camp Nou, pela décima rodada do Campeonato Espanhol, em jogo que os anfitriões não terão o atacante argentino Lionel Messi, e o time visitante tentará superar a sequência de partidas seguidas sem vitórias na competição. O clássico acontecerá em meio a situação pouco comum, em que os arquirrivais estão separados por seis posições na tabela de classificação.

Os 'Blaugranas' ocupam o primeiro posto, com 18 pontos, enquanto os 'Merengues' aparecem apenas na sétima posição, com 14. Apesar de liderar o Espanhol, é bem verdade que o Barça não vem navegando tranquilamente, já que superou no último fim de semana uma série de quatro partidas sem vencer. Ao passar pelo Sevilla por 4 a 2, em casa, no entanto, os comandados por Ernesto Valverde conseguiram retormar a ponta da tabela.

O Real Madrid, por sua vez, nas últimas quatro vezes que entrou em campo no Espanhol, perdeu para Sevilla, Alavés e, mais recentemente, para o Levante, além de ter empatado com o Atlético de Madrid, resultados que colocaram em xeque o trabalho do técnico Julen Lopetegui. Na terça-feira (23), a equipe passou pelo Viktoria Plzen, da República Tcheca, por 2 a 1, pela Liga dos Campeões. O resultado, no entanto, não trouxe paz, já que os torcedores presentes no estádio Santiago Bernabéu não pouparam vaias pelo desempenho do campeão continental (ANSA).

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