“Alice no País das Maravilhas”

O clássico infantil de Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”, que atravessou os séculos como uma ode ao imaginário da infância, ganhou um versão urbana graças à Cia. Le Plat du Jour

Na releitura da Cia. Le Plat du Jour, a correria do dia-a-dia e a vida na cidade grande não impedem que a menina viva muitas aventuras.

Na recriação, Alice é uma menina que vive na cidade grande, mas por viver isolada em um condomínio, não consegue brincar com as outras crianças como gostaria. Então, ela resolve dar um mergulho em sua imaginação. A correria do dia-a-dia e a vida na cidade grande não impedem que a menina viva muitas aventuras. “Eu queria tanto que tudo fosse tão diferente” é o que diz na busca do lugar ideal, o paraíso perdido, seu verdadeiro “Jardim das Maravilhas”. A partir do desejo de Alice, o público vê a grande viagem da personagem. Nesta aventura, tudo é possível: ela diminui e aumenta de tamanho, encontra situações e personagens inusitados como um coelho que anda de ponta cabeça, um cachorro gigante, um cogumelo que canta, um dragão que voa, uma rainha autoritária, entre outros personagens. O humor irreverente e nonsense da Cia Le Plat du Jour unido às técnicas circenses utilizadas no espetáculo dão a graça e a beleza que agradam não somente às crianças mas também aos adultos.

Serviço: Teatro Folha  Av. Higienópolis, 618, tel. 3823-2323. Sábado (16) e domingo (17) às 16h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia).

REFLEXÃO

Ouvidos de ouvir
Perguntado sobre como vê a marcha da evolução humana, Jean Yves Leloup respondeu:
“ Vejo a humanidade em uma situação de apocalipse, entendendo a palavra apocalipse como revelação. Há algo desmoronando, e há também algo que está nascendo.
Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que brota. Ouvimos o ruído das torres desmoronando, mas não escutamos a consciência que desperta.
No mundo de hoje há muitas coisas que desmoronam e em geral falamos das coisas que fazem ruído, mas não falamos das sementes de consciência e de luz que estão germinando.”

No circo

Beatriz Gimenes e Rodrigo Inamos.

Na peça “É Como Diz o Ditado...”, Isabel e Joaquim são um casal de circenses. Ela, a mulher barbada e cigana. Ele, o versátil palhaço Coriza. Os dois, antigos artistas do grandioso Circo Vital. Um dia depois do casamento, por uma falha, o casal acorda e o circo não está mais lá. Abandonados, os dois descobrirão uma nova forma de viver com muita criatividade. A narrativa passeia pelos ditados populares, tão presentes no nosso dia-a-dia, mas que muitas vezes nós nem nos damos conta de como eles resumem nossas situações mais corriqueiras. Assim, entrando numa saga repleta de aventura e emoção, os dois personagens vão nos mostrando suas histórias com muito humor, fazendo com que o público se identifique logo de cara. A concepção de cenário e sonoplastia também tem a cara do artista popular, aquele que vive no improviso. Com uma cortina pendurada num varal, e alguns e adereços, a cigana e o palhaço conseguem expandir os limites da imaginação, gerando interesse aos olhos dos pequenos. A direção também traz a criatividade nos elementos sonoros. Como se o casal tivesse “perdido tudo” na partida do circo, até a sonoplastia é feita no improviso. Com, Beatriz Gimenes e Rodrigo Inamos.

Serviço: Teatro Dr. Botica (Shopping Metro Tatuapé), R. Dr. Melo Freire, s/n, tel. 9-8193-0556. Sábado (16) e domingo (17) às 17h. Ingresso: R$ 40.

Homenagem a Elza Soares

Elza Soares ganha homenagem na reinauguração do Auditório Simón Bolívar, do Memorial da América Latina.

Depois de passar por quatro anos de reforma, após um incêndio, o Auditório do Memorial da América Latina volta à ativa neste sábado, dia 16 de dezembro. O show de abertura é uma grande homenagem a Elza Soares, com show da própria, acompanhada da Orquestra Jazz Sinfônica e de divas da nossa música. O espetáculo «Jazz & Divas – Uma homenagem a Elza Soares”, reúne a diversidade da nossa música, em um show único. Elza recebe o tributo, acompanhada da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, e com participação de grandes divas no palco: Baby do Brasil, Sandra de Sá, Rosana, Vânia Bastos, Liniker, Paula Lima, As Bahias e a Cozinha Mineira, além de atrações surpresas. A apresentação fica por conta de Vera Fischer.

Serviço: Auditório Simón Bolívar – Memorial da América Latina, Av Auro Soares de Moura Andrade, 664. Portão 12, Barra Funda, tel. 3823-4600. Sábado (16) às 21h. Ingresso: de R$ 80 a R$ 140.

Comemoração

A cantora e compositora Roberta Campos apresenta um show muito especial. Antecipando a comemoração do seu aniversário, celebrado no dia 29, ela apresenta alguns dos seus maiores sucessos com as participações de Paulo Miklos, Fernando Anitelli (Teatro Mágico) e da revelação Gabriel Elias. No repertório estão os hits “Abrigo, que está na trilha da novela “O Outro Lado do Paraíso” (TV Globo); “Minha Felicidade”, que foi tema de abertura da novela “Sol Nascente” (TV Globo) e “De Janeiro a Janeiro”, entre outros. Ela ainda interpreta algumas releituras de canções como “Porque eu sei que é amor”, dos Titãs, e“Último Romance”, do Los Hermanos. Roberta será acompanhada pela banda formada por Zeca Loureiro (guitarra, vocais e escaleta), Pit.

Serviço: Casa Natura Musical,. .R. Artur de Azevedo, 2134, Pinheiros. Domingo (17) às 20h30. Ingressos: de R$ 40 a R$ 100.

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