Pecados de um dedinho invasivo

Aí você baixa o WhatsApp no celular e... não mais que de repente começam a cair “cousas do além”

Vídeos de duração infinita, que demoram um tempão pra baixar e (pior!) não são do seu interesse. Piadinhas das quais você não consegue rir. Vídeos pornôs sem que estejas com o menor interesse em assisti-los pelo celular. Grupos de discussão em que a pessoa não quer entrar. Conversas paralelas cujo desejo é ficar distante. Enfim, quem nunca recebeu isto que atire o primeiro SMS.

nelson tucciNelson Tucci
É jornalista, com extensão em Meio Ambiente pela ECA-USP; pós-graduado em Comunicação e Relações com Investidores pela FIPECAFI (FEA-USP), diretor da Virtual Comunicação, membro da Comissão Brasileira do Relato Integrado e palestrante.

Em um mundo touch screem, em que tudo está a um toque do seu dedinho – ou quase isso -, a vida pode ser enormemente facilitada. Ou ficar irritante se te colocam no cenário de um filme no qual você tem um zizilhão de facilidades, informação e interação, mas não te é permitido o sossego.
Algumas universidades já estudam o vício da conexão. A isto dá-se o nome de nomofobia. Do inglês “no mobile phobia”, pesquisadores já estudam pessoas que sentem angústia, desconforto, ansiedade e nervosismo quando estão longe do celular, levando-as à dependência do aparelho.
Portanto, pode-se determinar como doente alguém que “não fica” sem celular, internet e outros “apetrechamentos tecnológicos” (expressão usada no Nordeste, que gosto porque reflete bem o que se quer dizer).
Isso vale tanto para você, colaborador de uma empresa, quanto para o seu colega de trabalho como para o seu chefe, líder ou diretor. Poucas coisas são mais desconfortáveis que você tentar conversar com alguém e a pessoa ficar com a cabeça baixa teclando compulsoriamente.
Terrível é também você receber uma mensagem via Whats no sábado à noite, ou domingo, quando se trata de trabalho e que você só resolverá na segunda-feira. É o equivalente a alguém te acordar para um assunto fugaz, altas horas da noite, e te pedir desculpas depois.
Na vida pessoal, ou corporativa, pessoas precisam ter equilíbrio e sensatez. Estressar as outras, ou cometer atitudes invasivas verdadeiramente não colaboram para melhores resultados. Pense nisso antes de enviar a sua próxima mensagem. Afinal, a tecnologia deve ser algo para te servir e não o contrário. All right?

 

 

 

 

 

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Rebeca Toyama

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