De novo, a crise. Abrace-a até encontrar o lado B: a oportunidade

“Na calmaria todos navegam, mas no mar revolto só os melhores”

A frase, lida um dia desses na internet, chamou a minha atenção. É natural do ser humano adaptar-se às diversas situações. Do luxo à penúria, o bicho homem vai se ajeitando, acomodando e, quando menos se dá conta, atinge a tal zona de conforto.

Adaptação nem sempre é mérito. Tampouco deve ser entendida como letargia ou inércia. Pode ser resultado de meta planejada e conquistada. Então, vamos devagar com a generalidade. É preciso conhecer caso a caso antes do “julgamento” a que somos tentados a fazer.

Estabelecidas as premissas do “peraí, mano, vê direito isso”, vamos ao tema que motiva este artigo: só os melhores navegam. Ou... pelo menos têm mais empuxo e saem invariavelmente na frente e ali ficam. E o que significa necessariamente ser melhor? Ter o melhor produto, o melhor serviço ou aproveitar a melhor oportunidade?

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Nelson Tucci
Nelson Tucci é jornalista, com extensão em Meio Ambiente pela ECA-USP; pós-graduado em Comunicação e Relações com Investidores pela FIPECAFI (FEA-USP), diretor da Virtual Comunicação, membro da Comissão Brasileira do Relato Integrado e palestrante.

Vivemos um momento de dificuldades generalizadas nos negócios. O dinheiro anda mais escasso e o ministro da Fazenda recém-empossado disse com todas as letras em Davos, no Fórum Mundial: “O Brasil terá um primeiro trimestre recessivo”. Mas... (atente para este “mas) “isso não é o fim do mundo, porque recentemente tivemos igual performance também e depois melhoramos”.

Em livre tradução podemos dizer o seguinte: ou a gente senta na calçada e chora, com espírito de auto piedade, ou parte pra cima do adversário como se faz em qualquer esporte quando se quer vencer. E se você quer vencer esta e outras batalhas precisa “replanejar” a vida, “replanejando” a empresa e a atividade profissional.

É um lugar comum, mas a frase volta a fazer sentido: na crise encontramos oportunidades. E se não as encontramos facilmente é preciso criá-las. Mais que coçar a cabeça é preciso ter “punch”, coragem, ousadia. E como saber o que fazer? Talvez seja o momento de falar menos e ouvir mais, porque quando os “canais” estão abertos as mensagens sutis chegam de forma certeira. Feliz 2015!


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Coordenação: Lilian Mancuso e Rebeca Toyama

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