Dez cargos de TI que serão destaque para as contratações neste ano

A recuperação econômica em 2018 é quase uma unanimidade entre as empresas e os especialistas. Apesar do mercado de tecnologia não ter sofrido tanto com a crise dos últimos anos, a expectativa é que o cenário esteja ainda melhor para contração de profissionais do setor

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Paulo Exel (*)

O fato é que na última década o volume dados e informações das empresas cresceu exponencialmente, e passou a ser gerenciado de maneira totalmente digital. A tecnologia, que antes era coadjuvante nas empresas, passou a ser uma área estratégica e de alto impacto para o negócio. Essa transformação fez crescer a demanda por profissionais e impulsiona as contratações do setor.

A curva de crescimento e de demanda por profissionais de TI só tende a aumentar nos próximos anos e ao que tudo indica em 2018 iremos presenciar grandes oportunidades para os profissionais da área. Sendo assim acho importante falarmos sobre as habilidades que são mais procuradas, e também sobre os 10 cargos que tendem a ter um aumento na demanda desse ano.

Quando pensamos em tecnologia, as habilidades técnicas sempre foram a base para as contratações, mas de agora em diante as habilidades de relacionamento e liderança serão cada dia mais avaliadas nos processos seletivos. Orientação para resultados, atitude de dono, empreendedorismo para resolução de problemas, criatividade e habilidade de comunicação em diferentes níveis, são algumas das características mais buscadas entre os profissionais de meio e topo de pirâmide.

A visão holística do profissional é outro elemento indispensável para os que estão construindo carreira na área. Mais do que as habilidades técnicas entender o impacto das ações de TI para o negócio, os resultados finais de cada operação e o por que está desenvolvendo aquela função é fundamental para os profissionais de tecnologia daqui em diante.

Separei os 10 cargos que devem experimentar aumento na procura em 2018, são eles:

#1 Cientista/Engenheiro de Dados – profissional responsável por captar, agrupar, tratar, organizar e analisar massas de dados. A capacidade de cruzar dados de diferentes setores e tornar a informação armazenada fácil de ser encontrada e utilizada pela empresa;

#2 Dev Ops – profissional responsável pelo desenvolvimento de aplicações e manutenção e adaptações da mesma;

#3 Especialista em Cloud – Profissional capaz de planejar, executar e direcionar a capacidade de processamento e armazenamento de informação na nuvem;

#4 Segurança da Informação – profissional responsável por administrar sistemas e processos que visam proteger as informações geradas por uma empresa;

#5 Engenheiro de Software - atua com arquitetura e desenvolvimento de sistemas e criação de softwares em multiplas plataformas;

#6 Analista de Negócios – profissional com visão holística e formação técnica, capaz de criar uma interface entre as demandas das áreas de negócios da companhia e traduz e direciona para área de tecnologia;

7# Desenvolvedor Fullstack - atua com programação web tanto na esfera de backend quanto frontend;

#8 CTO (Chief Technology Officer) - executivo responsável pela operação e estratégia de toda área de Tecnologia. Profissional está sendo buscado por empresas onde a T.I passou a ser uma área estratégica para a companhia;

#9 Analista de Suporte Bilíngue – profissional responsável pelo atendimento remoto para aplicações e infraestrutura de TI com abrangência internacional;

#10 PMO (Gestão de projetos) – profissional responsável por conduzir e garantir que cada projeto tenha começo, meio e fim;

O ano de 2018 deve ser um excelente período para os profissionais que estão começando agora, iremos presenciar a abertura de muitas vagas novas e muita oferta de trabalho para a base da pirâmide. A principal dica para esses profissionais é manter-se atualizado sobre as novidades com um olhar de atenção para o futuro.

Apesar de ser um ano com grandes oportunidades, os profissionais precisam estar emocionalmente preparados, pois o maior desafio do setor está ligado a alta carga de trabalho. Com poucas pessoas capacitadas e uma alta demanda, os profissionais irão experimentar um grande volume de trabalho e características como gestão do tempo, organização e trabalho em multiprojetos serão habilidades altamente requisitadas.

(*) É formado em Administração de Empresas, possui MBA executivo em Gestão de Negócios e tem certificação em coaching. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de Tecnologia, Digital e Vendas, Exel é diretor da Yoctoo.

Sala de aula digital: um caminho sem volta

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Arrisco dizer que nunca foi tão difícil educar como é hoje em dia. Tanto para os pais quanto para os professores. Com toda essa tecnologia fazendo parte do cotidiano de crianças e adolescentes, como atrair a atenção dos alunos para os métodos tradicionais de ensino? A competição entre livros e cadernos com tablets e celulares chega a ser por vezes desleal. As ferramentas tecnológicas ganham de lavada o interesse dos alunos. E, em razão disso, não dá mais para os educadores fugirem desses recursos em sala de aula. As chamadas TDICs – Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação – podem e devem ser incorporadas nas práticas educativas. E te garanto que todos – alunos e professores – serão mais felizes, e o processo de ensino e aprendizagem, muito mais prazeroso.
Não adianta remar contra a maré; os estudantes de hoje em dia são nativos digitais. Para eles, tudo é online e a tecnologia é algo muito óbvio e natural. Por isso é tão difícil hoje despertar interesse pelo que foge a esse universo. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil, 22 milhões (91%) das crianças e adolescentes brasileiras acessaram a Internet pelo celular em 2016. Então, como não incorporar esse recurso como ferramenta pedagógica?
O desenvolvimento de aplicativos educacionais que auxiliam na alfabetização e no aprendizado da matemática, de ciências e de idiomas está bastante avançado e rico em conteúdo de qualidade. Diversas editoras também têm agregado conteúdo digital a seus livros didáticos. É só buscar os que mais se encaixam em seu planejamento educacional, que deve ser bem elaborado, com objetivos definidos. Dessa forma, os recursos tecnológicos tendem a ser um complemento no desenvolvimento das atividades em sala de aula, potencializando novas formas de aprendizagem.
Sim, é um desafio usar a tecnologia a nosso favor. Muitas vezes parece mais fácil lutar contra ela do que gerenciar o “efeito zumbi” que ela causa nos jovens. Afinal, a grande maioria de nós é um professor que está inserido em uma sala de aula no estilo do século 19, com a formação do século 20 e alunos do século 21, como dizia a mestra e especialista em Educação, Carolina Defilippe. Para mudar esse cenário é preciso capacitação com foco específico em tecnologia. Também é necessário engajamento e coragem para mudar a didática tradicional. Práticas inovadoras são sempre bem-vindas e devem ser integradas aos conteúdos.
Precisamos valorizar as inteligências múltiplas da nossa geração de alunos, que consegue interagir de diversas formas e executar inúmeras atividades ao mesmo tempo. Porém, é preciso direcioná-los pedagogicamente e tecnologicamente. Sem esse tipo de orientação, eles provavelmente se perderão no caminho da aprendizagem, desviando-se do foco proposto pelo professor. Esse é o papel que o educador moderno deve exercer em sala de aula.

(Fonte: Luis Antonio Namura Poblacion é Presidente da Planneta (www.planneta.com.br); Engenheiro Elétrico pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica; com especialização em Marketing e Administração de Empresas e MBA em Franchising pela Louisiana State University e Hamburguer University – Mc Donald´s. Atua na área de educação há mais de 35 anos).

O que a descontinuação do plug-in Java para navegadores pode impactar nos negócios dos fornecedores de tecnologia

Cláudio Martins Gualberto (*)

Recentemente, a Oracle comunicou que o Java 9, próxima versão do Java - plataforma de aplicações que roda em diversos ambientes, como servidores, desktops, navegadores, smartcards, Set-top boxes - não terá mais suporte ao plug-in que roda dentro dos navegadores web, o Java Applets

Com isso, aplicações que dependem desse recurso terão de migrar para outras tecnologias, como o Java Web Start (JWS), que funciona fora do navegador, ou mesmo reescrever a aplicação utilizando a única tecnologia nativamente suportada pelos navegadores, o HTML5.
Criado para rodar dentro dos navegadores de internet, o Java Applets utiliza um plug-in chamado Java Plugin que já não é suportado nativamente pela maioria dos navegadores (Google Chrome é apenas um deles), e que agora a Oracle resolveu descontinuar de forma definitiva, a exemplo do que foi feito com outras tecnologias, como Adobe PDF Plugin, Microsoft Silverlight, etc.
Essa tecnologia já está em desuso há muito tempo, e todos sabiam que os navegadores iriam deixar de suportá-la em algum momento. Na prática, não existem aplicações relevantes que rodam em Applets Java, mas sim, aplicações pequenas que servem apenas como suporte para outras aplicações que rodam dentro do navegador, como por exemplo, um gráfico online de cotações da bolsa de valores que fica no portal de uma financeira.
Fornecedoras que estão atentas a essas possibilidades de descontinuação, e que preferem utilizar tecnologias inovadoras com um ciclo de vida mais longo e promissor, saem na frente e se destacam da concorrência, evitando dor de cabeça aos seus clientes. Para substituir o Java Applets, muitas delas já adotam há anos a versão Java para servidores, o Java EE (Enterprise Edition), que é atualmente uma das tecnologias mais utilizadas no mundo inteiro para aplicações e serviços corporativos, como pode ser verificado em diversos estudos, dentre eles o Github (maior repositório de projetos de software do mundo).
Segundo o Github, em 2017 o Java ficou em terceiro lugar como tecnologia mais utilizada em projetos, sendo que em primeiro e segundo lugares estão Javascript e Phyton, que são amplamente usadas em projetos de aplicações client e scripts de administração, ou seja, Java é de fato a mais usada no quesito General purpose.
Essa plataforma despontou, desde o início dos anos 2000, como uma solução open source e multiplataforma para desenvolvimento de aplicações Web corporativas e é uma das únicas que traz robustez, segurança e o paradigma "Write once, run anywhere", o que significa que um programa escrito em Java roda sem modificações em diversas plataformas diferentes (Windows, Linux, Unix, MacOS, etc).
É de extrema importância avaliar se seu fornecedor de ERP atua com tecnologias adequadas, que não dependem de versão A ou B dos navegadores para continuarem funcionando, pois isso pode fazer a diferença em um momento crítico do seu negócio.

(*) Diretor de Desenvolvimento Web da Sankhya, fornecedora de soluções de gestão empresarial.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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