Cinco dicas para começar um negócio

 

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Daniel Hoe (*)

Seja fiel à sua identidade
Desde criança, aprendemos que precisamos ter uma personalidade forte e definida, pois essa é a nossa identidade, é a maneira como as pessoas nos reconhecem. No mundo dos negócios funciona exatamente igual. Sua identidade e cultura organizacionais precisam estar bem estabelecidas desde a abertura da empresa.

Às vezes, uma ação pode alavancar muito os negócios, mas vai na contramão de tudo o que a empresa acredita. Pergunte-se o preço que está disposto a pagar para crescer e lembre-se da sua identidade e motivos que o levaram a criar a empresa. O resultado vai definir se seus negócios irão crescer de acordo com seus princípios.

Alinhe o seu negócio
Agora que a cultura está bem estabelecida, é preciso colocá-la em prática. Tudo que sua empresa fizer ou falar precisa estar alinhado com o que acredita e com o que deseja representar. De que adianta possuir uma cultura riquíssima se ela não é posta em prática e os colaboradores da empresa não acreditam nela?

Por isso, é importante fazer um alinhamento corporativo – uma planilha composta por cinco itens: Visão, Valores, Métodos, Obstáculos e Mensuração. Na Salesforce, por exemplo, este documento é público e transparente, e cada área e funcionário da empresa têm sua própria planilha. Assim é possível analisar e conhecer as metas de cada um e perceber se o funcionário está inserido ou não na cultura da organização.

Aprenda a arte da prospecção
O grande desafio das empresas hoje é conseguir gerar uma receita previsível. Para alcançar este feito é preciso dividir as equipes da empresa e segmentar cada tarefa.

Ou seja: divida sua equipe em dois times, um focado em inbound (estratégia que visa atrair os clientes de maneira orgânica e espontânea), e outro em outbound (estratégia agressiva de marketing, usada pelo setor de vendas), já que são ciências totalmente distintas. Ainda que você só tenha um funcionário para esta tarefa, o ideal é que ele nunca faça as duas coisas ao mesmo tempo, mas divida seu horário entre as tarefas.

Também é preciso ter métricas claras e identificar seu território de vendas. Você precisa segmentar suas contas e não se preocupar somente com os números, mas com quem está comprando, pois não adianta vender muito se o cliente acaba te abandonando.

Foque no cliente
Ter uma estratégia focada no cliente é sempre a melhor opção. É preciso tratá-lo como seu parceiro, estando perto dele e entendendo suas necessidades.

Na Salesforce, por exemplo, criamos uma mídia social própria. Possuímos um canal pelo qual o cliente recebe informações e novidades sobre os produtos e também se conecta com outros usuários. Nessa rede, os clientes trocam informações sem intervenção da empresa. São clientes que trocam ideias entre si.

Também é interessante investir em informá-lo sobre a sua empresa, mas não se trata de dizer ao consumidor que a sua organização existe e o que ela oferece, e sim uma área de educação e treinamentos, em que seja possível contar ao cliente como vocês trabalham e qual a melhor maneira dele usar o seu produto ou serviço.

Prepare-se para uma grande jornada
Todo cliente tem uma jornada. Mas qual é, de fato, o caminho pelo qual você deseja que o seu cliente siga? Muito mais do que consumidores, seus clientes precisam ser verdadeiros porta-vozes da sua marca. É preciso que eles acreditem naquilo que consomem e que confiem na sua empresa.

Essas pessoas precisam ser como fãs, que compartilham os valores da empresa e que promovem sua marca ou empresa de maneira espontânea, simplesmente por gostarem daquilo que você proporciona.

(*) É diretor de Marketing da Salesforce para América Latina e Caribe.

As perspectivas da IoT no Brasil e as vantagens de conhecê-la a fundo

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O interesse em torno da Internet das Coisas (da sigla em inglês IoT, Internet of Things) deixou de ser, e isso há algum tempo, uma exclusividade dos entusiastas e especialistas em tecnologia. E não é fantasia afirmar que a IoT deixou de ser uma tendência (ou uma mera previsão) para se transformar em uma realidade que promove mudanças constantes e aceleradas nos mais diversos segmentos. Entretanto, ainda são poucos os brasileiros que incorporaram esse importante recurso ao topo da transformação digital de seus negócios ou que de fato conhecem suas inúmeras possibilidades de aplicação.
A IoT pode ser definida, de modo simplista, como a comunicação máquina a máquina (M2M) via Internet. Na prática, trata-se de um ambiente que reúne informações de vários dispositivos (tais como computadores, veículos, smartphones, semáforos e quase qualquer coisa com um sensor) e aplicações (como um sistema de produção ou um sistema de controle de tráfego, por exemplo). Graças à arquitetura única da IoT, hoje é possível fazer com que esses diferentes objetos compartilhem dados e informações via sensores, dispositivos e sistemas, que, por sua vez, analisam os dados recebidos e gerenciam as ações de cada item conectado à rede. Em outras palavras, trata-se de um caminho sem volta. Se você ainda não se convenceu, é só fazer as contas. Temos, atualmente, cinco objetos conectados para cada pessoa online, gerando a incrível soma de 10 bilhões de “coisas” mantendo comunicação.
Muitas coisas em nossas vidas já gravitam em torno do espectro da Internet das Coisas. Eletrodomésticos, dispositivos médicos, automóveis e lâmpadas inteligentes, dispositivos “vestíveis” e todo tipo de equipamento industrial estão se conectando, o que gera um estimulante cenário para a inovação, para os negócios e para o poder público. Mas, ao mesmo tempo em que a IoT transforma o mundo e traz inúmeros benefícios a partir das novas possibilidades de conexão e de otimização de processos, o desconhecimento sobre suas aplicações - ao menos no Brasil - torna o desenvolvimento de competências digitais que permitam sua compreensão em uma questão de sobrevivência. Isso não é simples força de expressão. Segundo dados da consultoria norte-americana Gartner, o número de “coisas” conectadas dobrará nos próximos dois anos, e a IoT será a mola propulsora da economia global até 2025. Num país como o nosso, em que os principais setores que investem nessa tecnologia são saúde, indústria, agricultura e infraestrutura urbana, conhecer ao menos o mínimo sobre a IoT transcende a mera atualização profissional e torna-se um diferencial competitivo.
É preciso ter a mente aberta para vislumbrar todas as possibilidades que a Internet das Coisas tem a oferecer ao Brasil. Uma delas gravita em torno das soluções para a área rural e para a indústria de base, dois setores que em breve possivelmente integrarão programas de investimento do BNDES. Se isso acontecer, será por conta do Plano Nacional de IoT, um documento elaborado em conjunto pela instituição e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que detectou nesses segmentos (responsáveis por grande parte do PIB nacional) uma alta capacidade de desenvolvimento. Os serviços baseados em IoT também merecem atenção, uma vez que terão influência direta na experiência do cliente em sua jornada de consumo. E consumo, como sabemos, não só é a mola mestra da economia, como também a razão de existência de muitas coisas - inclusive da IoT.

(*) É Diretor Geral e Head de Vendas LATAM da Telit (www.telit.com).

A responsabilidade corporativa no vazamento de dados

Jeferson Propheta (*)

Casos de vazamentos de dados continuam aparecendo nas manchetes dos jornais com frequência cada vez maior no mundo todo, inclusive no Brasil

Cibercriminosos utilizam técnicas avançadas para acessar os bancos de dados das empresas e roubar dados de clientes como logins, senhas, endereços, números de documentos e de cartões de crédito.
Os dados pessoais dos clientes são vendidos na dark web e podem render um bom lucro a quem conseguir roubá-los. Em posse dessas informações, criminosos podem enviar e-mails falsos contendo malwares, obter acesso às contas de e-mails e redes sociais ou mesmo usar os dados em golpes e fraudes financeiras como clonagem de cartões de crédito.
Mesmo ainda sem uma regulamentação voltada para a proteção de dados dos consumidores, como a que será implementada na União Europeia em breve, a justiça brasileira está começando a cobrar responsabilidade das empresas que tiveram os dados vazados. Em casos recentes, o Ministério Público pediu que empresas atacadas se explicassem à justiça e que notificassem os clientes sobre as informações confidenciais que foram expostas.
Com a exposição na mídia e a exigência de notificação pela justiça, as empresas são obrigadas a assumir as falhas e a se responsabilizarem por eventuais danos causados aos seus clientes. Os prejuízos incluem altos valores para corrigir as falhas de segurança e um grande impacto na reputação da companhia, que pode ser irreversível.
Muitas vezes é difícil saber como aconteceu o ataque, se por uma armadilha de phishing, engenharia social, vulnerabilidades de sistemas, falta de proteção adequada na nuvem, ou mesmo se o atacante conseguiu acesso por meio da rede de uma empresa parceira com falhas de segurança.
Uma boa estratégia contra o vazamento de dados deve ser prioridade para todos os gestores. As principais questões que os gestores fazem são: Como se defender contra esses ataques? A empresa deve investir mais em soluções de segurança para endpoint, criptografia, rede ou nuvem? Antes de sair comprando soluções novas é preciso avaliar a qual é a real postura de segurança da empresa. Cada empresa é diferente e cada uma tem vulnerabilidades diferentes, que devem ser tratadas de forma específica.
Os ambientes tecnológicos se tornaram tão complexos que perdemos a visibilidade do todo. Uma análise de postura de segurança pode fornecer conhecimento detalhado sobre a estrutura, o funcionamento dos produtos, apontar onde estão os riscos e também como aproveitar melhor as soluções já existentes. Muitas vezes os produtos necessários já existem, mas estão mal configurados, não estão integrados ou a equipe não está utilizando todos os recursos disponíveis. Às vezes, revisar os processos e investir em um projeto de classificação de dados é mais eficiente do que a aquisição de novas soluções.
O fato é que as empresas precisam ser mais responsáveis com a coleta e o armazenamento dos dados. As informações pessoais dos clientes tem grande valor no mercado do cibercrime e os atacantes vão continuar aprimorando suas técnicas para tentar subtrair tais informações.
A regulamentação proposta pela União Europeia irá impactar a forma como as empresas lidam com os dados dos clientes e, sem dúvida, novas leis e regras voltadas para a proteção de dados não tardarão a serem implementadas por aqui. A segurança de dados será um fator cada vez mais importante para o sucesso dos negócios e as empresas precisam se preparar o quanto antes para não estarem na próxima manchete do jornal.

(*) é diretor geral da McAfee no Brasil.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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