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O desafio do gerenciamento de tudo nas previsões de TI para 2018

Sistemas em múltiplas nuvens, dispositivos inteligentes espalhados, iniciativas de TI das áreas de negócios, aplicações que requerem mais e novos recursos, junto a exigências mais rígidas de governança e controle financeiro, marcam agenda dos profissionais de TI no ano que se inicia

Tecnologi22a temporario

André Migliorelli (*)

As diversas previsões para 2018 compiladas por analistas do Gartner, IDC e outras pesquisas constatam mudanças definitivas no papel de todos os profissionais da cadeia de serviços de TI, dos CIOs aos integradores de soluções. “Gerenciamento e integração de serviços em múltiplas nuvens vai ser crítico. Os times de TI e integradores mudam sua atuação, que deixa de ser orientada à execução de projetos e passa a ser uma habilitadora de soluções em nuvem”, diz Jay Gumbiner, vice presidente da IDC Latin América. “Mais de 30% dos gastos atuais em TI não fazem parte do orçamento do setor, mas a responsabilidade geral por apoiar essas iniciativas permanece com a TI tradicional. Gerenciar os provedores, fluxos de trabalho e novos tipos de ativos neste ambiente híbrido, independentemente de onde eles estão localizados, se tornará crucial para o sucesso da TI”, avalia David Cappucio, vice-presidente do Gartner.

Além dos desafios de gestão dessa infraestrutura híbrida, os vetores da “transformação digital” - como big data, Inteligência Artificial, IoT e os novos ecossistemas interconectados por APIs e microsserviços – trazem demandas sofisticadas de configuração e provisionamento de plataformas, segurança, compliance e planejamento financeiro. Nesse contexto, o provedor de consultoria, integração e suporte se prepara para atender alguns cenários, que devem ser típicos em 2018.

Multicloud – nuvens distribuídas e especializadas
Seja pela adoção de SaaS (em que o provedor da aplicação contrata sua nuvem), questões de aderência aos projetos e, evidentemente, comparações de preços, praticamente todas as empresas têm sistemas de negócios rodando em várias nuvens.“O multicloud será padrão no próximo ano”, afirma Gumbiner, da IDC.

Ele destaca a tendência de “nuvens distribuídas e especializadas”. O analista prevê que até 2020, 15% dos investimentos em cloud na América Latina serão destinados a serviços em plataformas específicas. “Caso típico é o de sistemas de hardware otimizados para Inteligência Artificial”, exemplifica.

Contudo, projetos de big data e IA também são geradores de negócios nas plataformas padrão, como AWS e Azure. Isto porque a necessidade de ingestão de dados exige patamares de capacidade dos sistemas de armazenamento, além do processamento em si, em que dificilmente se obtém escalabilidade e viabilidade financeira com soluções on premise.

Custos e riscos da Transformação Digital
Agilidade e flexibilidade não podem significar pressa e falta de controle. Ordenar as iniciativas de negócios, a partir de um framework estruturado e integrado à totalidade do ambiente de TI, é fundamental para evitar problemas tecnológicos e de processos, ao se criar Torres de Babel. Uma vez que a “organização digital” se define pela interconexão online de todos os recursos de TI, independente de quem provê o serviço, a integração é ainda mais crítica.

“Os parceiros devem oferecer um conjunto de serviços de consultoria e suporte ao redor das ofertas de nuvem. Nos melhores casos, os integradores criam modelos próprios que reduzem a dependência do cliente a determinado provedor de infraestrutura”, diz Alejandro Florean, consultor da IDC Latam.

Fechar as contas do retorno de investimento é outra dificuldade. “As organizações precisam se concentrar na otimização da capacidade e evitar desperdícios - coisas que são pagas, mas que não são realmente usadas. Esse problema pode ser encontrado tanto nos data center on premise quanto na nuvem”, diz Cappucio, do Gartner.

Dados em todos os lugares, IoT e processamento descentralizado
A tendência conhecida como edge computing, ou frog computing (computação em névoa) se refere a uma topologia em que o processamento de dados e a execução de funcionalidades ocorrem no ponto mais próximo ao usuário ou “coisa” conectados. Pode soar familiar aos mais velhos, mas David Cearly, vice-presidente do Gartner, esclarece que não se trata de um retorno ao modelo cliente/servidor, menos ainda uma contraposição à computação em nuvem. “Quando implementados em conjunto, a nuvem cria um modelo orientado a serviços, enquanto o processamento local (edge computing) oferece um modelo de entrega menos sensível a latência e pronto para operar off line”, descreve.

Disponibilidade, segurança e compliance no emaranhado digital
David Cearly, do Gartner, chama de “intelligent digital mesh” o cenário em que pessoas, dispositivos, dados e aplicações se interconectam e compartilham serviços entre si. Ricardo Villate, da IDC, salienta a necessidade de novas métricas nesse contexto. “Conforme a experiência digital ganha peso em todas as indústrias, as empresas terão que estabelecer novos critérios de benchmark e avaliação de performance, adequados a computação em nuvem, apps móveis, computação cognitiva e outras tecnologias relacionadas à evolução dos serviços digitais.

No que se refere a segurança e compliance, ameaças como ataques a grandes bases de dados (por exemplo, Equifax) e ransonware devem aumentar em volume e sofisticação. Ao mesmo tempo, em 2018 entra em vigência a Regulação Geral de Privacidade de Dados (GDPR). Embora seja uma lei da União Europeia, a GDPR abrange qualquer operação de TI que envolva dados sobre cidadãos europeus, assim como qualquer dado pessoal gerado naquele continente, mesmo que de estrangeiros. A rigidez das regras e das penalidades pelo vazamento de qualquer informação sensível, assim como as normas que restringem o tráfego de dados, obriga as organizações com operação multinacional a rever a distribuição de suas cargas e dos serviços de TI. Além do impacto global já em 2018, a GDPR tende a se tornar referência para regulações locais, inclusive no Brasil.

Companhias buscam contextualizar inovações tecnológicas
Jay Gumbiner, da IDC, observa que tanto o ritmo do amadurecimento de novas tecnologias quanto o protagonismo das áreas de negócio nas decisões de TI exige que os parceiros de serviços tenham não apenas proficiência técnica, mas principalmente conhecimento das peculiaridades e das dores dos segmentos. “Será fundamental contar com especialistas que trabalhem conforme as métricas e os objetivos de cada tipo de negócio”, diz o analista. “A implementação de IoT no varejo pode ter grande impacto na forma de o consumidor lidar com as marcas e as lojas, mas só quem conhece o ramo sabe como fazer para dar certo”, exemplifica.

(*) É CEO da A5 Solutions, integradora de soluções líder no segmento de Contact Centers, Comunicações Unificadas e Redes Convergentes.

Por que contratar uma agência de marketing digital

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Muitas empresas resolvem entrar no universo do marketing digital sem conhecer nada sobre o assunto, mas por sentirem que o mercado exige isso delas. Nestes casos, buscar pela ajuda de uma agência de marketing digital pode ser a melhor forma de aproveitar as ferramentas online para expandir os negócios.

Mas existem vários outros motivos para se contratar uma agência de marketing digital. O principal deles talvez seja manter o empresário em suas próprias tarefas, enquanto uma equipe externa de especialistas oferece as melhores maneiras de divulgar a empresa. Assim, ele pode continuar fazendo o próprio negócio crescer sem precisar se preocupar com mais esta área.

A empresa também não precisará se preocupar com a contratação de novos funcionários nem com a expansão da equipe, o que tende a significar uma boa economia. Além disso, ela passa a contar com especialistas em marketing digital desenvolvendo um trabalho personalizado e bastante completo, que atende a todas as necessidades do negócio.

Uma agência de marketing digital possui os mais diversos profissionais, desde jornalistas e publicitários a designers e especialistas em marketing. O custo de contratação de uma equipe como esta é altíssimo, ao passo que optar por ter os serviços terceirizados de marketing digital acaba gerando muito menos gastos.

Todo esse trabalho de marketing online ajuda não só a aumentar a presença da empresa na internet, como também mantê-la relevante para seu nicho através de estratégias que são constantemente repensadas para repercutir ainda mais junto ao público. Isso não só irá ampliar o número de visitas online, como também pode ajudar a gerar mais lucros para a empresa.

Outra boa vantagem de contar com uma agência de marketing digital é poder receber relatórios bem completos sobre as ações que estão sendo colocadas em prática e saber que estão em constante atualização. Isso contribui em manter a empresa relevante nos mais diferentes meios digitais, conquistando públicos ainda mais amplos.

Contar com os serviços de uma agência de marketing digital pode ser vantajoso para as mais diversas empresas, principalmente pequenas e médias, que não possuem uma grande verba para investir em publicidade. Por isso, se sua empresa está precisando aumentar sua visibilidade e conquistar novos clientes, invista em marketing digital.

Aonde está o dinheiro: China, Estados Unidos e Brasil vivem diferentes momentos da sua relação com os meios de pagamento

Gastão Mattos (*)

No último NRF – Retail Big Show - um dos maiores eventos de varejo do mundo - o CEO da Visa, Alfred Kelly, participando de um painel sobre o futuro do pagamento, se pronunciou sobre a absoluta relevância do uso do dinheiro em espécie como forma de pagar

Se considerado no "wallet share", o dinheiro em espécie é líder em muitos mercados de destaque como nos Estados Unidos, onde um estudo da PYMNTS de 2015 identificou que o dinheiro é líder em preferência do consumidor para pagamento, com 32% de participação em quantidade de transações (cartões de crédito com 21% e débito com 27%). No Brasil, segundo estudo da Boanerges & Cia, também de 2015, 39% dos pagamentos são efetuados em papel moeda. A relevância do dinheiro está diminuindo, contudo, na linha do tempo. Mas o que está acontecendo na China merece total atenção: o país está mudando a forma de realizar pagamentos de forma acelerada e sem passar pelo uso de cartões, como é notório nas economias ocidentais.
Na China, as compras sem cédula já representam 60% do total do país. Em 2016, o volume de pagamentos feitos com smartphones alcançou a marca dos 5,5 trilhões de dólares, segundo matéria da Exame. Para se ter ideia do que isso representa, de acordo com a Forrester, os pagamentos móveis nos Estados Unidos equivalem a apenas 2% do mercado chinês.
Esse cenário foi traçado graças a um aumento de 31% no PIB per capita e de 30% na taxa de uso da internet, além da oferta de smartphones a preços bastante competitivos. Também se credita essa rápida virtualização do dinheiro na China a duas empresas: a varejista online Alibaba, dona do serviço de pagamentos Alipay, e a empresa de tecnologia Tencent, dona do aplicativo WeChat.
O Alibaba ingressou antes no mercado de meios de pagamento, com o Taobao, uma espécie de versão chinesa do eBay e ganhou ainda mais projeção em 2009, ao lançar um aplicativo para celular para fazer pagamentos também no varejo tradicional. O WeChat Pay, por sua vez, foi lançado em 2013 como uma carteira virtual dentro do WeChat e vem crescendo exponencialmente.
Em apenas três anos, a forte concorrência entre as duas empresas fez com que os chineses praticamente abandonassem o dinheiro de papel para adotar os pagamentos digitais. E não é somente de lojas que estamos falando. A virtualização começa a se expandir para outras áreas, trazendo diversos benefícios aos chineses. Um exemplo interessante são algumas faculdades em cidades como Tianjin que já permitem aos estudantes pagar desde a matrícula à alimentação com smartphones, passando por sua identificação para ingressar nas unidades. Segundo reportagem do IG, a projeção é de que, se implementadas em todo o país, as estratégias de digitalização permitiriam às instituições economizar cerca de US$ 44 mil por ano com custos de produção dos cartões e US$ 1,4 milhão por ano com a perda anual destes cartões. Outro exemplo que a reportagem traz é que os pagamentos digitais pelos smartphones também estão sendo usados para melhorar o acesso à saúde, reduzindo o tempo de espera nas clínicas. Os pagamentos móveis são parte do projeto de "finanças verdes" liderado pelo governo chinês. De acordo com projeções do Banco Mundial, empresas e governos poderão reduzir suas despesas em até 75% com os programas de pagamento digital.
Outros fatores que justificam essa forte digitalização na China é que boa parte da população não tem conta em bancos, baixo índice de uso do cartão de crédito e a falta de sistemas de classificação de crédito.
Já no Brasil, a virtualização também se efetivará, mas a passos mais lentos. Os cartões de débito e crédito ainda não ultrapassaram o dinheiro vivo e a projeção é que isso aconteça somente em 2020, segundo estudo da consultoria Boanerges & Cia. De acordo com o estudo, na comparação com outros países, o Brasil ainda é um país em transição para outros meios de pagamento como cartão, celular, transferências eletrônicas e débito automático, sendo que o dinheiro se concentra principalmente entre as classes de baixa renda, entre as quais o dinheiro é usado em oito a cada dez transações.
Nos Estados Unidos, por sua vez, segundo o Global Cash Index, produzido pela PYMNTS.COM, embora o dinheiro em papel seja o meio de pagamento ainda mais usado no país, sua importância vem caindo e a cultura do cartão ganha terreno. As cédulas eram usadas em 40% das transações em 2012, caindo para 32% em 2015. O uso de cartões de débito, por sua vez, subiu de 25 para 27% neste mesmo período e o de crédito, de 17 para 21%.
O estudo também destaca que o crescimento econômico e a oferta de novos meios de pagamento como – criptografia, carteiras digitais, cartões sem contato, entre outros - levaram à uma diminuição do uso das cédulas, mas que elas estão longe de tornarem-se obsoletas, pois os americanos "adoram" dinheiro vivo.
Assim, podemos considerar que aspectos culturais, tecnológicos e o momento econômico dos países influenciam diretamente a forma como se paga. Independentemente, o dinheiro em papel continuará a perder espaço, embora talvez nunca deixe de existir.

(*) É CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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