Outplacement: o melhor caminho para a recolocação profissional executiva

Um levantamento feito pela consultoria de recursos humanos britânica Hays, em parceria com a ESPM, apontou que 20% dos Analistas, Gerentes e Presidentes de empresas instaladas no país chegaram ao fim de 2015 desempregados. Os números são recorde dos últimos cinco anos

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Fernanda Andrade (*)

A crise afetou muito o mercado, sobretudo cargos de gestão. Existe uma maior dificuldade na recolocação desses profissionais devido a uma série de fatores, em especial por serem cargos de confiança, de salários mais elevados e senioridade na atuação. Para facilitar a volta ao mercado, existem serviços como o do Outplacement e a Assessoria de Carreira.

Grande parte dos profissionais, principalmente os que estão há muito tempo em uma única empresa, encontram desafios para retomarem sua carreira, pois tem dificuldades para trabalhar o seu networking, elaborar um currículo atrativo e se colocarem de forma adequada em uma entrevista. Eles estão desacostumados a esses processos.

A assessoria proporcionada pelo Outplacement / transição de carreira, oferece suporte neste momento, através de um melhor direcionamento, definição de estratégias, relacionamento e exposição do profissional no mercado. O serviço é acessível a qualquer nível de profissional, porém, o foco é no executivo.

O Outplacement pode ser individual ou coletivo. O individual, um programa concebido sob medida para atender as necessidades da empresa e do assessorado, tem como objetivo minimizar os impactos da demissão e proporcionar ao profissional melhores condições para realizar com segurança sua transição de carreira. Já o coletivo assessora empresas em processo de transição ou adequação (reestruturação, fusão, encerramento de atividades, redução de quadro), envolvendo o desligamento simultâneo de profissionais de todos os níveis.

O processo de Transição de Carreira, feito por pessoa física, é quando o profissional desligado ou em momento de avaliação de mercado, procura o serviço, arcando com os investimentos. O trabalho envolve uma série de etapas: reuniões para levantamento de informações sobre carreira, projetos, conhecimentos adquiridos, experiências e realizações. É preciso entender quais são os objetivos e se eles condizem com a realidade do mercado, traçando uma estratégia de trabalho. Também avalia-se o lado emocional e comportamental do assessorado.

Elabora-se um currículo atrativo, visando exposição do mesmo no mercado - para Headhunters, Consultorias e empresas de segmentos distintos e de interesse do assessorado. O assessorado participa de reuniões de estratégias, onde recebe orientações de como trabalhar o networking e marketing pessoal em suas redes. Simulações de entrevistas e orientações também são realizadas, usando todo o material coletado como base. A assessoria monitora o mercado, visando apresentar os assessorados de acordo com o perfil e demanda das posições que surgem.

É importante desenvolver um trabalho personalizado, de relacionamento muito estreito com as empresas. Este vai sendo construído de forma a maximizar as chances de exposição do executivo ao mercado. Vale considerar, acima de tudo, o respeito ao momento sensível que é uma transição de carreira.

Os benefícios para os profissionais são diversos. Através de orientações é possível uma reflexão para que se tome decisões assertivas em relação à carreira, além de oferecer suporte em um momento de instabilidade emocional, já que há um grande impacto em deixar uma empresa, principalmente em casos de demissão.

Como benefícios para as empresas, podemos citar a preservação de sua imagem, marca e relação com o mercado, pois demitir nunca é bem visto. Além disso, diminuem-se os riscos de processos trabalhistas, e demostra-se comprometimento com a responsabilidade social. Alguns acordos de demissão já consideram o Outplacement como parte do processo.

(*) É Gerente de Hunting e Outplacement da NVH - Human Intelligence.

Nova plataforma de emprego propõe facilitar a vida de candidatos a novas oportunidades de trabalho

Com base nas premissas utilizadas pelo Spotify, Netflix, Apple Music, entre outros de custo baixo, facilidades para os usuários e serviços agregados, foi lançado no mercado uma nova plataforma de empregos, com uma gama de serviços diferenciados. O Vagas Online vem de encontro as expectativas das pessoas, que mesmo empregados, buscam constantemente novas oportunidades trabalho.
Nos últimos 10 anos, as tecnologias evoluíram e mudaram a forma de ouvir músicas, de ver filmes, de pegar um táxi e até de se relacionar. Foram aposentados CD’s, DVD’s, SMS’s, etc. e hoje são parte do cotidiano a Apple Store, Google Play, Uber, 99 Táxi, Facebook, Instagram, WhatsApp, etc. Segundo Cezar Antonio Tegon, fundador da Elancers e do VagasOnline, a forma de buscar emprego também mudou.
A plataforma Vagas Online investiu em tecnologias para combinar agilidade, assertividade, multiplicar serviços e baratear seus custos, que já é uma realidade frente aos seus concorrentes. Hoje, quem acessa o site, conta com um sistema inteligente que inscreve os candidatos automaticamente em vagas com seu perfil, envia informações de empregabilidade de um consultor online e ainda conecta através de telefone ou WhatsApp especialistas para tirar dúvidas e receber dicas, para potencializar as chances encontrar o emprego que deseja e tudo isso a um preço mensal de 6,95 reais para o plano anual (www.VagasOnline.com.br).


Violação de dados, ramsonwares e proteção da IoT são os maiores desafios para segurança digital

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Manter seguras as redes de computação sempre tem sido um dos principais objetivos dos especialistas de informática em todo o planeta. Mas quais seriam os principais desafios nessa área que deveremos enfrentar no próximo ano? Andre Leon S. Gradvohl, membro sênior do IEEE e professor na Universidade de Campinas (Unicamp), destaca os três maiores:
• Violação de dados (data breaches): milhões de dados de usuários e consumidores concentrados em apenas alguns provedores são um dos mais lucrativos alvos dos cibercriminosos, que já cometeram grandes invasões de sistemas, como ocorreu com o Yahoo em 2013/2014, com o vazamento de 3 bilhões de contas, com o Uber em 2016 (57 milhões de usuários afetados) e com Equifax em 2017 (143 milhões de contas comprometidas).
• Ramsonware: tipo de software nocivo que restringe o acesso ao sistema infectado e cobra um resgate para que o acesso possa ser restabelecido, o ramsonware é facilitado pela invasão de dados. Transformado em setor de negócios pelo crime, pessoas podem comprar kits que para praticar esses delitos, o que exige o desenvolvimento de sistemas eficientes de proteção.
• Segurança na Internet das Coisas (IoT): o grande impulso que este sistema vem registrando faz com que empresas e usuários sejam negligentes com sua proteção, o que os expões a grande riscos de segurança.
Para enfrentar esses desafios, a cibersegurança vem desenvolvendo inovações que terão grande impacto em todo o sistema. O cientista da computação, membro do IEEE, destaca as três principais inovações para o futuro próximo:
• Inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (machine learning): ao facilitar o reconhecimento de padrões e a tomada de decisões, essas inovações serão fundamentais para identificar e neutralizar ataques de cibercrimes, além de agilizar o desempenho de computadores ao permitir a gestão de um maior número de dados.
• Cadeia de blocos (blockchain): sistema de registros que garante a segurança de operações com criptomoedas, o blockchain funciona offline, descentralizado e incrementa a transparência e a segurança das transações financeiras, além de ser útil em outros setores além do financeiro.
• Regulação da privacidade do consumidor: visando proteger as pessoas de certos abusos, governos da União Europeia e dos Estados Unidos estão elaborando regras que punirão empresas que não ajam com transparência em casos de violação de dados e informações de cidadãos.
Na opinião do professor Gradvohl, todos os setores se beneficiam com esses avanços, sobretudo as empresas financeiras (Fintechs). Mas faz um alerta: ao ampliar o uso de TI, o setor energético se torna um alvo maior para ataques criminosos, daí a necessidade de aumentar sua segurança. O blockchain também impacta a cibersegurança, já que seu uso se expandiu além do sistema financeiro. Por isso, destaca o especialista do IEEE, é necessário criar sistemas que sigam as transações, promovam transparência e autoauditoria e sejam descentralizados.
Embora entidades como o Banco Central brasileiro suspeitem que a criptomoeda seja uma moda passageira, Gradvohl alerta para o fato de que ela atrai a atenção de muitos criminosos, o que abala sua credibilidade e sua adoção pelas pessoas, sendo necessário aguardar sua consolidação para obter essa confiança. Para o próximo período entre 5 a 10 anos, o membro do IEEE prevê que a IoT e IA estarão cada vez mais presentes em nossas casas, o que nos torna mais vulneráveis a ciberataques. Isso nos obriga a adotar medidas de segurança de dados, guardando cópias em arquivos protegidos e conhecendo quem tem acesso a eles. A criação de legislação que nos proteja da invasão de dados também é uma necessidade para o próximo período, finaliza Gradvohl.

Startups: Os perigos do investimento mútuo conversível

João Kepler (*)

Estou presenciando ultimamente o vencimento de contratos de investimentos através do modelo mútuo conversível entre investidores Anjo e Startups

O Mútuo Conversível, usado pela maioria dos investidores Anjo no mercado, nada mais é do que o adiantamento de capital condicionado a conversão futura da dívida em quotas da Startup, o investidor não entra diretamente no quadro social da empresa.
O principal objetivo de fato é afastar obrigações trabalhistas e tributárias do investidor Anjo que em tese fornece além do dinheiro, mentoria, conexões e know-how, o chamado Smart Money. Ou seja, o investidor disponibiliza seus recursos por um prazo determinado e, após esse período, no vencimento do contrato o investidor tem a opção de converter o valor aportado em uma fatia da Startup ou retirar-se do negócio. E é exatamente na fase de converter ou não do capital investido que existe o perigo e o desentendimento desse modelo específico de investimento.
Quando vence o mútuo que é por direito um Título Executivo, o investidor Anjo poderia cobrar da Startup o valor aportado devidamente corrigido, até porque a opção é dele de converter ou não. Mas e se o negócio fechou ou quebrou? E se a startup não progrediu ou cresceu? Se a Startup precisa de novas rodadas de investimento? O que fazer? Pagar o investidor Anjo? O risco não deve ser somente do lado do empreendedor, o investimento anjo é amplamente divulgado como de RISCO TOTAL.
O perfil do investidor de startups é buscar aportar uma quantia e esforço de tempo e inteligência para que o negócio cresça, com a esperança de recuperar o valor investido multiplicado por x em algum tempo. Além disso, é imprescindível que o investidor se mantenha protegido de eventuais prejuízos, débitos, obrigações e processos judiciais que a investida venha a possuir.
Então, quais são as opções que poderiam ser combinadas antes da assinatura do contrato de mútuo? Quais seriam as condições e opções para o não pagamento do título após o vencimento com autorização e entendimento das partes?
1. A Renovação do Mútuo;
2. Se não estiver performando e o anjo não ver sinais de “turn over”. Simplesmente sair por zero ou por R$ 1,00;
3. Conversão em ações da Startup, realizar a transformação da Sociedade em uma sociedade por ações;
4. Possibilidade de fazer uma secundária para outro Investidor.
Existem sim outras opções, inclusive outros modelos como, por exemplo, o contrato de participação (Lei complementar 155), mas cobrar o pagamento do contrato vencido, não deveria ser uma única alternativa, a não ser em casos de má fé e/ou gestão temerária por parte do empreendedor ou em caso excepcional e extremado.
Em minha opinião, o contrato de mútuo é uma improvisação pois a operação real é de investimento e não de crédito, ou seja, o valor aportado em uma Startup por um Investidor anjo profissional, jamis deveria ser a título de empréstimo de fato, a não ser se o investidor não souber o que está fazendo.
Minha dica é:
• Para os Empreendedores: Se tiver um contrato de mútuo em andamento, cuide de conversar com seus investidores sobre isso antes do vencimento dele; Se ainda vai fazer um contrato de mútuo conversível, verifique a possibilidade de deixar as alternativas ao pagamento do mútuo muito mais detalhadas, antes de assinar qualquer documento.
• Para os Investidores: Se quer remunerar seu dinheiro, mútuo no investimento Anjo, não deve ser tratado como uma promissória. Se quer renda fixa, melhor deixar seu dinheiro no banco.

(*) É Empreendedor, especialista em startups, e-commerce, marketing digital, empreendedorismo e vendas, speaker internacional, reconhecido como um dos conferencistas mais sintonizados com inovação e convergência digital do Brasil. Kepler foi premiado como um dos maiores incentivadores do ecossistema empreendedor brasileiro e é associado nas Investidoras Bossa Nova Investimentos e Seed Participações. Foi, também, vencedor do prêmio Spark Awards da Microsoft, como investidor anjo do ano.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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