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Cultura ágil favorece ações bem-sucedidas e melhora desempenho nos negócios

Conhecida por dar mais liberdade e responsabilidade para todos os membros de um determinado projeto, a Cultura Ágil se torna cada vez mais comum nas empresas, principalmente na área de tecnologia

O modelo de gestão favorece para que todos se sintam parte do trabalho realizado e cobrem entre si o resultado almejado, sem hierarquia.

Nesse processo, as entregas são divididas em ciclos menores e, com isso, eventuais problemas podem ser corrigidos mais rapidamente e os planejamentos serem revistos. O objetivo principal é o cumprimento das metas e a finalização dos trabalhos. Entre os valores da Cultura Ágil, além da celeridade dos processos, estão transparência, confiança, empoderamento das pessoas, delegação de responsabilidades e interação entre os membros da equipe.

Estudo divulgado no ano passado pela CA Technologies mostrou que 81% dos executivos acreditam que as metodologias são necessárias para uma transformação digital bem-sucedida e melhor desempenho do negócio. A Coleman Parkes, que fez a pesquisa para a CA, ouviu 1.770 executivos de tecnologia da informação em 21 países, incluindo 76 brasileiros.

De acordo com o levantamento, mais de quatro em cada cinco empresas usam métodos ágeis ou DevOps (práticas de Desenvolvimento e Operações de Software). “Existe também grandes vantagens na união das duas práticas, o que melhora o crescimento de novos negócios em mais de 63%, e aumento de 41% da eficiência operacional”, aponta o estudo.
"A Cultura Ágil busca promover um processo de gerenciamento de projetos que incentiva a inspeção e adaptação frequente. Trata-se de uma filosofia que estimula o trabalho em equipe, a auto-organização, a comunicação frequente, o foco no cliente e a entrega de valor”, afirma Raquel Parente, gerente de Recursos Humanos da Locaweb. Hoje, a empresa conta com oito times que trabalham por meio de metodologias ágeis, o que se traduz em cerca de 170 pessoas.

Entre as ferramentas mais utilizas estão a Scrum e a Kanban. Dentro da primeira, o projeto é dividido em ciclos e as entregas e responsabilidades são divididas por toda a equipe. Já a segunda permite um controle detalhado de produção com informações sobre quando, quanto e o que produzir. Uma prática de Scrum realizada pela companhia é o “Daily Meeting”, que são breves reuniões técnicas diárias com o objetivo de otimizar a comunicação e esclarecer as etapas do trabalho de cada membro da equipe.

Tudo que é feito na cultura ágil deve ser revisto sempre, com o intuito de melhorar continuamente. "Por ser um modelo dinâmico, a metodologia promove mais autonomia para cada integrante da equipe, o que resulta em maior produtividade. Aqui na Locaweb temos realizado esse processo de forma contínua, afinal, culturas não são modificadas em um curto espaço de tempo, é algo intimamente ligada às pessoas e seus costumes. Por isso, o engajamento das equipes é essencial para a aceleração da mudança", finaliza Raquel.


Aumentando a produtividade de vendas com a Transformação Digital na indústria de Bens de Consumo

Sandra Vaz (*)

A Transformação Digital nasce com a adoção de novas tecnologias. Novas máquinas, IoT, IA, robots e softwares representam o primeiro passo. O segundo é envolver seus colaboradores dentro da nova realidade. Quando estamos falando da equipe de vendas, esse é um ponto ainda mais crucial

Aumentar a produtividade em vendas é provavelmente o sonho de 10 em 10 CEOs. O crescimento em vendas é o termômetro do sucesso de uma organização, é um tema para o qual todos olham e lutam pelo crescimento. Já a produtividade é a capacidade de, com os mesmos recursos, melhorar os resultados obtidos, a margem da empresa e a Transformação Digital é um passo decisivo para essa conquista.
Mas quais são os impactos desse novo momento para a área de vendas? Os primeiros reflexos são, certamente, os clientes e os vendedores. Com os avanços das tecnologias, cada um deles adquire uma nova postura. Os consumidores de hoje são pessoas empoderadas, que estudam sobre seu produto de desejo na Internet e muitas vezes chegam até as lojas já com todas as informações necessárias para concluir sua compra. Eles conhecem os produtos da concorrência e lutam pelos seus direitos. Nesse cenário, os vendedores precisam estar preparados para lidar com clientes bem informados e com pouco tempo para tomar decisões.
Por outro lado, as empresas e seus vendedores também possuem informações valiosas sobre seus clientes. Através de tecnologias como big data e redes sociais, os clientes estão muito mais abertos para receber e também ceder suas informações. Na busca por uma verdadeira experiência do usuário, o cliente permite acesso aos seus perfis nas redes, dados demográficos e muito mais.
As empresas e lojas, principalmente através do CRM, conseguem traçar facilmente o perfil de cada indivíduo e ter informações como a frequência das compras, preferências de marca, etc. Os dados não são captados apenas no momento final da compra. Isso prova que, com a Transformação Digital, o processo de venda foi fragmentado, dividindo-se a responsabilidade com mais áreas da empresa, e não apenas com a equipe de vendas. O Marketing, a Logística, o Pós-Venda: tudo tem reflexos importantes no momento da venda, pois geram dados e insights poderosos para gerar uma nova venda com menos esforço e mais assertividade. Isso aumenta a produtividade sem necessariamente aumentar os custos.
Sempre com o apoio dos dados coletados, o vendedor consegue conhecer a fundo o comportamento do mercado, a jornada de compra do seu cliente e até mesmo algumas de suas informações pessoais e preferências. Cabe ao profissional aprender a utilizar esses dados para otimizar seus processos, aumentando suas vendas.
Com o desenvolvimento tecnológico, teremos ainda mais pontos de coletas de dados durante a cadeia de conhecimento, interesse e compra do cliente. Com a interpretação correta dessas informações, as empresas saberão exatamente quando o cliente precisa realizar uma nova compra, pois seu perfil já terá sido estudado e suas necessidades e dores já são conhecidas. Hoje, as empresas já conseguem trabalhar com análise preditiva de dados. Em pouco tempo, acredito que teremos números surpreendentes e uma produtividade recorde para as equipes de vendas através da inteligência artificial, imagem e voice recognition. Os ganhos passarão facilmente da ordem dos bilhões.
A Transformação Digital representa um ganho em produtividade sem precedentes para qualquer negócio. Não basta apenas conhecer as novas técnicas e receber os novos dados: é preciso redesenhar processos e aplicar as diferentes soluções e plataformas, integrando-os à rotina de suas equipes. Para isso, um bom caminho é consultar empresas especialistas no assunto. A adoção das mais recentes tecnologias pode necessitar de treinamento inicial , mas profissionais com experiência nesse tipo de implantação poderão testemunhar sobre todas as suas vantagens. A transformação começa no digital, se torna real dentro da cultura da empresa e gera resultados formidáveis e sustentáveis quando bem aplicada.

(*) É Chief of Sales & Marketing da MC1, multinacional brasileira especializada em inteligência de vendas utilizando soluções de mobilidade corporativa. Presente em mais de 21 países com um portfólio completo para força de vendas e trade marketing suporta cerca de 50 mil usuários e é apontada pelo Gartner como líder na América Latina “Market Guide for Retail Execution and Monitoring Solutions for the Consumer Goods Industry“ (www.mc1.com.br)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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